CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ
Chico 2000 aguarda agenda do prefeito para discutir passe livre integral
Os estudantes de Cuiabá do ensino infantil ao doutorado têm passe livre 100% gratuito, sejam de estabelecimentos públicos ou privados.
Política
O presidente da Câmara de Vereadores, Chico 2000 (PL), ainda aguarda uma agenda com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para discutir a proposta de passe livre integral aos estudantes cuiabanos. Na semana passada, ele recebeu uma comitiva de representantes do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) e da União Estadual dos Estudantes (UEE) que pediu atualização na lei do passe livre.
Muitos estudantes não estão conseguindo ter acesso ao benefício da gratuidade, que é determinada por lei há mais de 21 anos. Outros têm dificuldades em fazer atividades no contraturno. O problema tem gerado prejuízo pedagógico com falta de frequência escolar, acesso a estágio e dificuldade de acessar políticas públicas criadas pela Poder Público como os cursinhos pré-vestibulares.
“No mesmo dia da reunião, eu liguei para o prefeito Emanuel Pinheiro e pedi a ele uma agenda com o presidente da Câmara e com a comissão de 9 alunos que estiveram reunidos na presidência. Ele disse que organizará essa agenda, mas que, no entanto, ele precisaria de receber algumas informações antes para que ele fosse para essa reunião conosco municiado das informações e impacto financeiro que qualquer mudança teria. Nós estamos aguardando. Vamos cobrar ele hoje novamente e queremos que essa reunião ocorra nesta semana”, disse Chico.
Atualmente os estudantes têm passe livre nos horários regulares de aula. A carga horária é informada pela instituição de ensino para a Associação Matogrossense dos Transportadores Urbanos (MTU).
Os estudantes de Cuiabá do ensino infantil ao doutorado têm passe livre 100% gratuito, sejam de estabelecimentos públicos ou privados.
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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