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Equipe do Cuiabá vence Flamengo por 3 x 0 na Arena Pantanal, com recorde de público

Partida pela série A do Campeonato Brasileiro aconteceu no domingo (06.08), às 19h

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Esporte

A Arena Pantanal recebeu neste domingo (06.08), às 19h, o jogo entre Cuiabá e Flamengo pela série A do Campeonato Brasileiro. A equipe cuiabana venceu o Flamengo, placar de 3 x 0. A partida contou com a maior torcida deste ano no estádio, que é gerido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e tem capacidade para acomodar 43 mil pessoas.

“É mais um grande evento que movimentou a Arena Pantanal, possibilitando ainda mais o fortalecimento do futebol mato-grossense e o lazer para a população. ”, destaca o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

A secretaria liberou todos os setores para a partida, e o Cuiabá disponibilizou também o setor Oeste Superior para venda de ingressos à torcida mandante.

Atualmente, o Dourado está em 9ª posição na tabela, com chances de se classificar para competições internacionais, como a Copa Sul-americana e a Libertadores. O clube mato-grossense conta ainda com um dos maiores goleadores da competição: o centroavante Deyverson, que já marcou 7 gols e é o terceiro artilheiro.

Pelo Brasileirão 2023, o jogo em que enfrentou o Flamengo é o nono do Cuiabá como mandante na Arena Pantanal. O recorde de público até agora ocorreu no jogo da vitória contra o São Paulo, pela 16ª rodada, com 34.072 torcedores presentes.

O estádio mato-grossense tem recebido uma média de 15 mil pessoas por partida na competição nacional deste ano. Durante a temporada, mais de 120 mil de torcedores puderam acompanhar confrontos do Cuiabá com grandes times brasileiros, como Atlético Mineiro, Grêmio e Botafogo.

O próximo jogo do clube cuiabano na Arena Pantanal será contra o Palmeiras, no dia 19 de agosto, pela 20ª rodada. A disputa integra a tabela do segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Para receber as equipes e público dos jogos, a Arena Pantanal passa por reformas, manutenções e limpeza periódicas. Além disso, vários serviços são executados para melhorias do grandioso estádio, sendo os principais e mais recentes a implantação de um sistema integrado de videomonitoramento e a troca de capacitores dos refletores, que garantiu aumento de 40% na luminosidade do campo.

SECOM/MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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