NOVA OPORTUNIDADE
Várzea Grande prorroga o IPTU 2023 até 11 de agosto e garante aplicar recursos em prol de todos
DATA INICIAL ERA 19 DE MARÇO; FOI ALTERADA PARA 21 DE JULHO. E AGORA PODERÁ SER FEITO ATÉ 11 DE AGOSTO [COM DESCONTO OU PARCELADO]
Economia
Atendendo reivindicação da área técnica e econômica, além de pedidos de seguimentos sociais, a Secretaria de Gestão Fazendária decidiu prorrogar até o dia 11 de agosto, próxima sexta-feira, o IPTU 2023.
O prefeito Kalil Baracat sinalizou que os recursos advindos do pagamento de impostos como o IPTU estão sendo aplicados em benefício da cidade de Várzea Grande e de sua população, e fez questão de lembrar que, prontamente, procurou tanto os órgãos de controle como o Poder Judiciário e o Ministério Público, para rever os impactos causados pela correção da Planta Genérica, assegurando aos contribuintes mais prazo para assimilarem as exigências legais de correção.
“Para que as pessoas saibam e tenham conhecimento, somente na programação de Aniversário dos 156 Anos de Fundação de Várzea Grande foram entregues 33 obras e ações que resultaram em investimentos da ordem de R$ 115 milhões em todas as áreas, saúde, educação, social, segurança, obras estruturantes entre outras, recursos que vem o pagamento de impostos”, disse Kalil Baracat.

SECOM/VG
Inicialmente previsto para vencer em 19 de abril, após o cumprimento de uma exigência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso – TCE/MT que corrigiu os valores da Planta Genérica, após mais de uma década sem correção, e que elevou os valores em 16%, um acordo realizado com a chancela do Tribunal de Justiça por recomendação do Ministério Público de Mato Grosso, desprezou o aumento concedido repetindo os mesmos valores cobrados dos proprietários de imóveis referente ao IPTU 2022.

SECOM/VG
“Com o acordo feito pela Prefeitura de Várzea Grande com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso e com o Ministério Público, foi realizado um novo lançamento do IPTU 2023, com os valores aplicados em 2022, corrigidos pelas pela inflação do ano anterior que foi de 5%”, disse a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro.
Ela frisou que o acordo judicial que descartou a correção da Planta Genérica, será cumprido, por decisão do prefeito Kalil Baracat, apenas em 2025, para que os proprietários de imóveis tenham mais de dois anos para assimilarem as correções aplicadas.
Lucinéia dos Santos Ribeiros lembrou que com as mudanças promovidas pela Prefeitura de Várzea Grande, o vencimento do IPTU 2023, saiu de 19 de março para 21 de julho e para aqueles que não puderam se planejar, mesmo com um tempo considerável, será concedida uma nova oportunidade de estar com seus compromissos com Várzea Grande pagos ou parcelados.
“Lembro ainda que mesmo desprezando a correção da Planta Genérica, o prefeito Kalil Baracat manteve o desconto de 20% para aqueles contribuintes sem débitos anteriores ou parcelamento em até 6 vezes que vai até dezembro. Já para os que vão quitar agora em agosto, podem fazê-lo até o dia 11 com o mesmo desconto, mas se optar pelo parcelamento, será e cinco vezes, pois o parcelamento deve ser dentro do exercício financeiro, ou seja, o ano de 2023”, explicou a secretária de Gestão Fazendária.
Para aqueles contribuintes que tem débitos anteriores de IPTU ou de outros impostos, taxas ou contribuições de anos anteriores, é possível renegociar os mesmos com 95% de desconto nos juros e multas e até mesmo parcelar.
“A diferença é que a Renegociação Fiscal permite que os devedores de IPTU dos últimos anos possam comparecer a Prefeitura de Várzea Grande, pagar ou negociar estes débitos e então pagar o IPTU 2023 com os mesmos benefícios dos demais, ou seja, desconto de 20% ou parcelamento em até cinco vezes”, disse a secretária de Gestão Fazendária.
SECOM/VG
Economia
Ministro chama tarifa dos EUA de “indevida” e promete reação
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida se baseia em argumentos que “não são reais”.

Segundo ele, o governo brasileiro buscará reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.
A alíquota entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das exportações brasileiras, será somada à tarifa de 25% que começou a valer nesta semana.
Brasil contesta
Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo e rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.
“O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno”, declarou o ministro em entrevista coletiva esta noite.
Para o ministro, a nova tarifa foi construída sobre uma premissa equivocada.
“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, acrescentou.
Setores afetados
Apesar de uma extensa lista de produtos isentos das novas tarifas, o ministro afirmou que diversos setores da indústria brasileira serão atingidos pela cobrança acumulada de 37,5%.
“Lamentavelmente, muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, à dupla taxação, como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%”, destacou.
Segundo o MDIC, produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permanecem fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.
Ao todo, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas.
O MDIC informou que ainda não existe ainda uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação. Segundo a pasta, o governo continuará nos próximos dias a fazer o levantamento de todos os itens afetados simultaneamente pelas sobretaxas de 25% e de 12,5%.
Negociação primeiro
O ministro afirmou que o governo brasileiro continuará priorizando o diálogo com Washington para tentar reverter as tarifas.
Ao mesmo tempo, ressaltou que o país não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir resposta a medidas comerciais consideradas injustificadas.
“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil”, disse.
Segundo ele, a adoção de eventuais medidas dependerá da evolução das negociações.
“O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, afirmou.
Próximos passos
De acordo com Márcio Elias Rosa, a prioridade do governo neste momento é apoiar os setores mais afetados pelas tarifas, ampliar a busca por novos mercados e preparar a estratégia jurídica e diplomática do Brasil.
O ministro informou que o governo pretende retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após concluir o levantamento dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.
Enquanto isso, empresas atingidas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.
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