MATO GROSSO
Secel reabre inscrições para Bolsa Atleta por 24 horas nesta quarta-feira (02)
Formulário online ficará ativo das 0h às 23h59 para que atletas consigam completar inscrições
Esporte
De acordo com o secretário adjunto de Esporte e Lazer da Secel, David Moura, a reabertura do formulário é uma situação extraordinária que mostra o reconhecimento do programa Olimpus para o desenvolvimento do esporte em Mato Grosso.
“É uma oportunidade para os atletas que não conseguiram concluir a inserção dos documentos exigidos, possivelmente porque estavam participando de competições nos últimos dias ou devido às dificuldades para emitir as certidões. Sabemos da importância dessa bolsa para os esportistas e, por isso, daremos mais essa chance de inscrição, por um dia”, explica David.
Dentre os documentos necessários estão atestado de matrícula e frequência regular em instituição de ensino para os atletas das categorias de base, e declarações de participação e resultados em competições, além de plano de trabalho anual, para todas as categorias.
O edital abrange modalidades individuais e coletivas, sendo, preferencialmente, de esportes olímpicos e paralímpicos, e prevê que 20% das bolsas sejam reservadas a atletas com deficiência. Os valores do Bolsa Atleta são pagos por 12 meses.
Atualmente mais de 350 esportistas são beneficiados com o auxílio financeiro mensal do Governo de Mato Grosso. Nesta nova edição, o investimento pode chegar a R$ 6,6 milhões para a concessão de 615 bolsas a atletas, paratletas e atletas-guias de todo o Estado.
Há 420 vagas para as três categorias que incentivam o desenvolvimento esportivo de base: Atleta Infantil, Atleta Base e Atleta Estudantil, cujos valores mensais são de R$ 200, R$ 400 e R$ 800, respectivamente. Mais 195 esportistas de alto rendimento poderão ser beneficiados nas categorias Atleta Nacional e Atleta Internacional, que contam com bolsas de R$ 1,2 mil e R$ 2 mil.
No site da Secel estão disponíveis o edital que elenca todos os critérios para a concessão do benefício, e ainda os modelos de documentos que devem ser inseridos na inscrição. Acesse AQUI.
Mais informações também podem ser obtidas pelo e-mail projetoolimpus@secel.mt.gov.br e pelo telefone: (65) 98174-0253.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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