Polícia
Novo sistema do Corpo de Bombeiros garante mais eficiência no combate aos incêndios
Governo do Estado investe R$ 77 milhões no combate aos crimes ambientais em 2023
Polícia
Novo sistema do Corpo de Bombeiros garante mais eficiência no combate aos incêndios
30 de Julho de 2023 às 14:05
Governo do Estado investe R$ 77 milhões no combate aos crimes ambientais em 2023

A plataforma unifica imagens captadas por vários satélites qualificados e gera dados em tempo real. Entre esses dados há o evento de fogo, uma representação mais fiel ao que pode ser classificado, eventualmente, como um incêndio florestal ou queimada.
“É uma ferramenta simples. Basta ter internet. Desenvolvemos com uma empresa os indicadores mais adequados à realidade do Estado para garantir efetividade nas ações de combate ao fogo. Nem todo foco de calor simboliza um incêndio florestal, mas o indicador de evento de fogo representa de forma mais fiel um incêndio em vegetação ou queimadas. O evento de fogo nada mais é do que um agrupamento de focos de calor”, explica o tenente Isaac Wihby, do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA).
Ao unificar satélites, a plataforma torna o combate ao fogo mais eficiente, tendo em vista que o tempo para gerar os dados necessários para encaminhar equipes em ocorrências passou a ser menor.

Divulgação: SECOM/MT

“Ter os dados unificados garante uma análise mais rápida. Hoje, com três minutos já consiguimos os dados que preciso. Quanto mais rápido mandamos uma equipe para a ocorrência, maior é a chance de um combate ao fogo mais efetivo”, afirma Wihby.
A predição de fogo é outro indicador importante na nova plataforma. Com o cruzamento de dados meteorológicos e reincidência do fogo, a plataforma consegue determinar áreas onde há risco de incêndio florestal.
“Esse dado analisa a reincidência dos incêndios florestais, ou seja, quantas vezes um determinado local registrou ocorrências nos últimos anos. A plataforma confere uso e ocupação do solo, presença humana – por meio de estradas, residências ou linhas de energia – além de dados meteorológicos. Não conseguimos prever o comportamento do fogo, mas a plataforma sinaliza qual local está mais propenso a ter um incêndio florestal”, explicao tenente.
Essas áreas de risco também são monitoradas in loco pelas equipes que não estão em combate ao fogo. O direcionamento destas equipes é possível graças ao rastreamento dos veículos, também apresentado na plataforma.

Divulgação/SECOM/MT

“O Governo do Estado está comprometido a combater os incêndios florestais em Mato Grosso. Desde o início, esta gestão investe na compra de equipamentos, viaturas e ferramentas que possibilitam ações de combate aos crimes ambientais e garantem a preservação do meio ambiente”, ressalta o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Marco Aires.
Período Proibitivo
A plataforma está ativa desde 1º de julho, início do Período Proibitivo do Uso Irregular do Fogo, conforme o decreto nº 259/2023. O documento declara situação de emergência ambiental entre os meses de maio e novembro, o que possibilita a mobilização de esforços governamentais para a prevenção e combate aos incêndios e as contratações e aquisições necessárias ao período de alto risco de incêndios florestais.
Para o combate de incêndios florestais e desmatamento ilegal neste ano, o Governo destina o investimento de R$ 77,4 milhões. O recurso teve um aumento de 29% em comparação com o investimento de R$ 60 milhões do ano passado e representa o aumento das ações do Governo de MT para conservar o meio ambiente.
Polícia
Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT
Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.
“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.
O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.
A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.
Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.
“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.
O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.
“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.
Fonte: ALMT – MT
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