MATO GROSSO
“Governo não tem medido esforços para investir cada vez mais na saúde em benefício de toda a população”, afirma secretário de Saúde
Governo do Estado constrói seis novos hospitais em MT e planeja concurso para nomeação de 400 novos servidores
Política
Segundo o gestor, os investimentos expressivos que estão sendo realizados ao longo da gestão do governador Mauro Mendes têm melhorado de forma substancial a assistência em saúde no Estado, e a entrega dos novos hospitais e a realização do concurso público na Saúde vão contribuir ainda mais com a melhora na prestação de serviços.
“Com certeza, este deverá ser um dos maiores concursos a ser realizado pelo Governo de Mato Grosso. Faremos a contratação de 400 novos servidores, e manteremos uma lista reserva para caso o Estado tenha a necessidade de mais profissionais”, ressaltou.
Confira a entrevista na íntegra:
O Governo de Mato Grosso está construindo seis novos hospitais, sendo que dois estão localizados na Capital e estavam com as obras paralisadas há anos: o Hospital Central e o Júlio Muller. A previsão é de que as unidades comecem a entrar em funcionamento a partir do ano que vem. O mato-grossense vai de fato ver uma saúde melhor com esses novos hospitais?
Não há a menor dúvida sobre isso. Quando nós fizemos os estudos, no início da gestão do governador Mauro Mendes, nós identificamos vazios assistenciais e que precisaríamos fazer melhorias substanciais nos hospitais existentes, além de colocar em funcionamento novos hospitais.
O Hospital Júlio Miller, que está sob a responsabilidade da Universidade Federal de Mato Grosso, terá condições muito melhores para atender a população, já que será o maior hospital do Estado fisicamente. A obra estava parada no início da gestão, a Sinfra assumiu e agora a construção já está em franco desenvolvimento.
O Hospital Central, que é emblemático e estava com a obra abandonada havia 34 anos, será um hospital vocacionado e vai atender todo o Estado na alta complexidade.
Nós temos convicção que com esses dois hospitais, com os outros quatro regionais que estamos construindo em Alta Floresta, Juara, Confresa e Tangará da Serra, vamos melhorar a assistência em saúde no Estado de Mato Grosso.
O governador Mauro Mendes autorizou a realização de concurso para a Saúde depois de cerca de 20 anos sem um concurso na área. Para quando podemos esperar a abertura do edital?
Nosso planejamento é para que no mês de setembro seja contratada a instituição que vai coordenar o concurso, e muito provavelmente, até o final de setembro, no máximo início de outubro, façamos a publicação do edital para a seleção de 400 profissionais, muitos especialistas para a nossa rede, mas também com uma lista reserva para caso o Estado tenha a necessidade de mais profissionais. Com certeza este deverá ser um dos maiores concursos a ser realizado pelo Governo de Mato Grosso.
O Governo lançou o programa Fila Zero na Cirurgia, com o objetivo de reduzir o tempo de espera de pacientes que precisam de procedimentos de média e alta complexidade. Como está a adesão dos municípios ao programa e quantas cirurgias já foram e ainda podem ser realizadas em todo Estado?
Esse é um dos maiores desafios enfrentados pelo Governo de Mato Grosso na gestão do governador Mato Mendes. Nós queremos, se possível, que nenhum paciente tenha que aguardar por mais de seis meses por um procedimento cirúrgico.
Nós temos, hoje, um número muito grande de pacientes que se acumularam ao longo do tempo nessa fila, e o Governo do Estado vai investir R$ 200 milhões para reduzir de forma substancial essa fila, com o programa Fila Zero.
Nós já aprovamos 8 planos de execução com parceria com municípios, com consórcios intermunicipais de saúde, o que simboliza R$ 105,9 milhões dos 200 milhões de reais destinados para esse programa.
Nessas propostas apresentadas já estão previstos 105 mil procedimentos, entre cirurgias, exames de alta complexidade, consultas, etc, e ainda pretendemos ampliar de forma substancial esse programa com o lançamento de um edital de credenciamento para que todas as entidades, sejam elas públicas ou privadas, possam contratualizar diretamente com o Governo do Estado, e a gente possa, de forma substancial, ampliar o atendimento a todos aqueles que aguardam por um procedimento de alta, de média e de baixa complexidade.
Os municípios também participam do programa Imuniza Mais MT, lançado em 2021 para que as prefeituras incentivem a vacinação. Como esse programa contribui com a segurança e a qualidade de vida da população?
Historicamente, o nosso país sempre teve altas taxas de cobertura vacinal. Antes da pandemia, éramos caso de sucesso mundial, exemplo para o mundo, mas, por evento da pandemia, tivemos queda substancial nas taxas de cobertura vacinal de todas as vacinas praticamente.
É muito importante essa iniciativa da população para não permitir a volta de doenças que já tinham sido erradicadas e para que a gente não sobrecarregue o sistema hospitalar devido à falta de proteção da população que não se vacina.
O Governo do Estado, o Ministério Público, Tribunal de Contas, enfim, diversas instituições estão, nesse momento, fazendo um grande esforço para atuar junto a gestores municipais e a população para que voltemos a valorizar as vacinas existentes no plano nacional e, por conseguinte, evitar uma corrida de pessoas aos postos de saúde, aos hospitais, por estados desguarnecidos.
Para auxiliar, a SES tem duas unidades móveis que ficam à disposição para participar de programas nos municípios. Também estamos, nesse momento, desenhando uma nova iniciativa dentro do Programa Imuniza MT para que tenhamos, no mínimo, para cada município, uma unidade móvel para atendimento remoto em escolas e comunidades rurais, para que a gente possa avançar nas coberturas vacinais dentro do Programa Imuniza MT.
Secretário, na primeira gestão do governador Mauro Mendes a Secretaria de Saúde regularizou pagamentos de fornecedores e repasses aos municípios, e agora está modernizando os hospitais regionais e fazendo outros investimentos importantes. Como o senhor avalia as ações adotadas na área até o momento?
Nós reconhecemos que, dentro do princípio da melhoria contínua, ainda temos muito para melhorar. A saúde é complexa. Você resolve alguns problemas e as demandas surgem. O SUS é um gigante que tem um coração pequeno para bombear sangue para esse corpo todo, e a demanda pela saúde, de forma universal, é muito robusta. A Constituição diz que é um direito da população e obrigação do Estado, mas aquilo que foi instituído e pactuado no SUS não é condizente com a totalidade das demandas da população. Então, há um esforço contínuo.
Nós acreditamos que, ao modernizar as unidades de saúde, construir novos hospitais, prover os hospitais com medicamentos e materiais necessários para funcionarem, e ter a contratação de serviços especializados para atender a população, vamos melhorando gradativamente, e quando já tivermos colocando em operação esses seis novos hospitais, conseguiremos atender a população de Mato Grosso em sua quase totalidade.
Todos os nossos hospitais, as nossas unidades especializadas, os escritórios regionais já passam ou passarão por esse programa de modernização, e esperamos que até o final da gestão do governador Mauro Mendes nós tenhamos vencido esse grande desafio de construção de novos hospitais e reforma total das nossas estruturas.
E para os próximos anos, quais são os planos para a Saúde de Mato Grosso? O que a população pode esperar?
Pode esperar entregas substanciais já definidas no nosso plano de prioridade. Quero crer que a maioria dos hospitais comece a entrar em operação em 2025. O Hospital Central no próximo ano já entrará em operação, e as melhorias nos hospitais existentes permitirão que a gente ofereça à população um atendimento de qualidade como já está sendo naqueles hospitais que passaram pela modernização e pelas reformas.
O Governo de Mato Grosso não tem medido esforços para investir cada vez mais na saúde e amenizar o sofrimento daqueles que necessitam do SUS.

Política
Eleições 2026: quem fica, quem sai e quem concorre ao Senado
Nas eleições de 4 de outubro, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa. São duas vagas por estado e pelo Distrito Federal. Entre os atuais ocupantes dessas cadeiras, 32 tentam a reeleição, 9 participam das eleições concorrendo a outros cargos ou como suplentes e 13 não são candidatos. As outras 27 cadeiras não estão em disputa neste ano.
A renovação ocorre dessa forma porque o mandato de senador dura oito anos. A cada quatro anos, as eleições alternam a escolha de um terço e de dois terços dos integrantes da Casa. Em 2022, foi escolhido um senador por unidade da Federação.
Neste ano, cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado. Os dois mais votados em cada estado e no Distrito Federal serão eleitos, sem segundo turno.
Quem disputa as cadeiras em 2026
Entre os 54 senadores com mandato até janeiro de 2027, 41 participam das eleições deste ano. Desse total, 32 tentam a reeleição para o Senado. Outros nove concorrem a cargos diferentes ou integram, como suplentes, chapas de candidatos ao Senado.
Tentam a reeleição para o Senado, em ordem alfabética: 
- Alessandro Vieira (MDB-SE);
- Angelo Coronel (Republicanos-BA);
- Carlos Fávaro (PSD-MT);
- Carlos Portinho (PL-RJ);
- Carlos Viana (PSD-MG);
- Chico Rodrigues (PSB-RR);
- Cid Gomes (PSB-CE);
- Ciro Nogueira (PP-PI);
- Eduardo Braga (MDB-AM);
- Eduardo Gomes (PL-TO);
- Eliziane Gama (PSD-MA);
- Esperidião Amin (PP-SC);
- Fabiano Contarato (PT-ES);
- Humberto Costa (PT-PE);
- Jaques Wagner (PT-BA);
- Leila Barros (PDT-DF);
- Lucas Barreto (PSD-AP);
- Marcelo Castro (MDB-PI);
- Marcio Bittar (PL-AC);
- Marcos do Val (Avante-ES);
- Plínio Valério (PSDB-AM);
- Randolfe Rodrigues (PT-AP);
- Renan Calheiros (MDB-AL);
- Rogério Carvalho (PT-SE);
- Sérgio Petecão (PSD-AC);
- Soraya Thronicke (PSB-MS);
- Styvenson Valentim (Podemos-RN);
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
- Weverton (PDT-MA);
- Zenaide Maia (PSD-RN); e
- Zequinha Marinho (Podemos-PA).
Disputam outros cargos ou participam das chapas como suplentes:
- Daniella Ribeiro (PP-PB) — candidata a primeira suplente de Nabor Wanderley na disputa pelo Senado;
- Dra. Eudocia (PSDB-AL) — candidata a primeira suplente de Marina JHC na disputa pelo Senado;
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — candidato a presidente da República;
- Izalci Lucas (PL-DF) — candidato a deputado federal;
- Jader Barbalho (MDB-PA) — candidato a primeiro suplente de Helder Barbalho na disputa pelo Senado;
- Mara Gabrilli (PSD-SP) — candidata a deputada estadual;
- Marcos Rogério (PL-RO) — candidato a governador de Rondônia;
- Nelsinho Trad (PSD-MS) — candidato a primeiro suplente de Reinaldo Azambuja na disputa pelo Senado;
- Roberta Acioly (Republicanos-RR) — candidata a deputada federal.
Não disputam as eleições
Outros 13 senadores com mandato até janeiro de 2027 não concorrem a nenhum cargo nas eleições deste ano e, independentemente do resultado das urnas, não permanecem no Senado a partir de 2027.
Entre eles está Rodrigo Pacheco. O senador foi indicado para ocupar uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), aberta com a saída de Bruno Dantas. A indicação já foi aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados e segue para promulgação pelo Congresso Nacional.
Já Fernando Dueire, Giordano e Ivete da Silveira chegaram ao Senado como suplentes, mas assumiram definitivamente as respectivas vagas durante o mandato. Sargento Reginauro exerce atualmente o mandato como suplente de Eduardo Girão (Novo-CE). Os outros nove são titulares.
Em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, os dois atuais ocupantes das cadeiras em disputa não concorrem à reeleição e, portanto, serão substituídos em 2027. No Paraná, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães não concorrem. No Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze e Paulo Paim também não disputam as eleições. Em São Paulo, Giordano não é candidato e Mara Gabrilli concorre a deputada estadual.
Cadeiras que não estão em disputa
Um terço das cadeiras do Senado não está em disputa nas eleições deste ano. São as 27 preenchidas na eleição de 2022, cujos mandatos vão até janeiro de 2031. Isso não significa, porém, que todos esses senadores estejam fora da disputa eleitoral.
Entre os 27, nove concorrem a governos estaduais em 2026:
- Alan Rick (Republicanos), no Acre;
- Cleitinho (Republicanos), em Minas Gerais;
- Efraim Filho (PL), na Paraíba;
- Omar Aziz (PSD), no Amazonas;
- Professora Dorinha Seabra (União), no Tocantins;
- Renan Filho (MDB), em Alagoas;
- Sergio Moro (PL), no Paraná;
- Wellington Fagundes (PL), em Mato Grosso; e
- Wilder Morais (PL), em Goiás.
Como os mandatos desses senadores vão até 2031, uma eventual derrota na disputa pelos governos estaduais não encerra sua atuação no Senado. A eleição de 2026 define as outras duas cadeiras de cada unidade da Federação.
Os 27 senadores com mandato até 2031, por unidade da Federação, são:
- Acre — Alan Rick (Republicanos), candidato a governador;
- Alagoas — Renan Filho (MDB), candidato a governador;
- Amapá — Davi Alcolumbre (União);
- Amazonas — Omar Aziz (PSD), candidato a governador;
- Bahia — Otto Alencar (PSD);
- Ceará — Camilo Santana (PT);
- Distrito Federal — Damares Alves (Republicanos);
- Espírito Santo — Magno Malta (PL);
- Goiás — Wilder Morais (PL), candidato a governador;
- Maranhão — Lourdinha Pereira (PSB);
- Mato Grosso — Wellington Fagundes (PL), candidato a governador;
- Mato Grosso do Sul — Tereza Cristina (PP);
- Minas Gerais — Cleitinho (Republicanos), candidato a governador;
- Pará — Beto Faro (PT);
- Paraíba — Efraim Filho (PL), candidato a governador;
- Paraná — Sergio Moro (PL), candidato a governador;
- Pernambuco — Teresa Leitão (PT);
- Piauí — Jussara Lima (PSD);
- Rio de Janeiro — Romário (PL);
- Rio Grande do Norte — Rogerio Marinho (PL);
- Rio Grande do Sul — Hamilton Mourão (Republicanos);
- Rondônia — Jaime Bagattoli (PL);
- Roraima — Dr. Hiran (PP);
- Santa Catarina — Jorge Seif (PL);
- São Paulo — Astronauta Marcos Pontes (PL);
- Sergipe — Laércio Oliveira (PP); e
- Tocantins — Professora Dorinha Seabra (União), candidata a governadora.
Assim, antes mesmo da apuração, já é possível saber que haverá mudanças na composição do Senado em 2027. Pelo menos 22 dos atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa não permanecerão como titulares — os 13 que não são candidatos e os nove que disputam outros cargos ou participam como suplentes.
O número de mudanças poderá ser maior, a depender do desempenho nas urnas dos 32 senadores que buscam a reeleição.
Além disso, a eleição para governador poderá alterar temporariamente a ocupação de algumas das 27 cadeiras que não estão em disputa, caso senadores sejam eleitos para o Executivo estadual.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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