VÁRZEA GRANDE

Casa de Sarita comemora “Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha”

No Brasil, em 2014, a Lei 12.987 estabeleceu o 25 de julho também como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

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Foto: SECOM VG

Ontem, 25 de julho, foi comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e de Tereza de Benguela, líder do movimento quilombola, marco da resistência da mulher negra na história brasileira. Para festejar a data, a Casa de Sarita promoveu uma roda de conversa com integrantes dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).

“Nós, aqui da Casa de Sarita, não poderíamos deixar essa data passar em branco. O 25 de julho é uma data contra o preconceito, contra o machismo e contra o racismo, fatos que, infelizmente, acontecem até hoje. Nós queremos sempre estar junto das mulheres, relembrando todas as datas e o fortalecimento feminino. Além de debatermos esse tema vamos ter ainda aqui, uma oficina de tranças”, destacou a primeira-dama e Promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat.

Ela disse que a Casa de Sarita busca o fortalecimento e empoderamento de mulheres e meninas e para que elas tenham força e determinação é preciso que conheçam as lutas de mulheres que nos antecederam e que marcaram épocas e que tiveram uma contribuição na história do Brasil.

A Defensora Pública, Tânia Matos, palestrante do evento, destacou a importância do dia 25 de julho, mas, sobretudo, da história de uma mulher negra que virou marco da resistência feminina, Tereza de Benguela. “Ela foi uma militante, líder do movimento quilombola e que deu visibilidade ao papel da mulher negra. Ela liderou por 20 anos a resistência contra o governo escravista e coordenou atividades econômicas e políticas do Quilombo Quariterê, na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade. Tereza se tornou a rainha do quilombo após a morte do companheiro, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. Poucos sabem de sua trajetória e muitos desconhecem sua importância, e só tomaram conhecimento de sua existência quando o carnavalesco Joãozinho 30, escreveu o samba enredo contando a sua história em plena Avenida Sapucaí – Rio de Janeiro”, comentou.

Tânia Matos disse que é preciso ter conhecimento da história do Brasil, de sua gente e das pessoas que são protagonistas de fatos que retratam um momento. “Aqui mesmo em Várzea Grande, na Rede do Município a professora Rosana Fátima de Arruda, escreveu um livro Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios, que aborda a desigualdade racial no ambiente escolar. Uma mulher negra que está mudando a realidade dos alunos de Várzea Grande, e isso é muito importante e nós devemos saber e aprender”.

A presidente do Conselho de Promoção da Igualdade Racial de Várzea Grande, Tacília Soares da Costa, disse que é importante debater sobre a data 25 de julho, e a trajetória da mulher negra aqui no Brasil. “O nosso sistema ainda faz questão de querer manter a mulher negra no final da fila, como auxiliar e nunca como protagonista. Nós precisamos deixar essa visão de lado e, isso é o que nós estamos fazendo aqui na Casa de Sarita, o reconhecimento da mulher negra, na construção de nossa identidade”.

A professora Rosana Fátima de Arruda disse que a Secretaria de Educação Esporte e Lazer tem uma equipe de diversidade e educação para gerenciar violência raciais. “Criamos um guia para dar o fortalecimento de mulheres no município de Várzea Grande. Hoje, por exemplo, é um dia para pensar o papel da mulher negra, latino-americano e caribenha, é dia de Tereza de Benguela, que foi uma rainha, escravizada em Vila Bela e que hoje é símbolo de força, de luta e de empoderamento da mulher. Ela não é mais um símbolo de Mato Grosso, mas um símbolo da América. Devemos falar desse fato sempre, porém essa data é necessária para se marcar esse espaço e tempo da mulher negra na sociedade brasileira”.

A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Viera, frisa que a Casa de Sarita é um local para mulheres e meninas inspirada na professora Sarita Baracat, uma mulher à frente de seu tempo, que lutou pela autonomia de outras mulheres. “Ela sempre dizia que sejamos fortes, porque a mulher precisa ter força para enfrentar todas as diversidades, e que a gente se fortalece se estivermos em paz. E hoje é um dia tão significativo que propõem essa reflexão, pensando que em nosso país tem muito mais tempo de escravidão em sua história do que tempo de liberdade. E quando observamos os números da violência, as mulheres são as mais agredidas e as mulheres negras são mais agredidas ainda. Nós precisamos nos unir contra a violência, é na coletividade que a gente se empareda”, completou.

DATA – 25 de julho começou a ser comemorado em Santo Domingo, na República Dominicana, onde aconteceu o primeiro encontro de mulheres negras latino-americanas e caribenhas em 1992. A partir daí, a data foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

No Brasil, em 2014, a Lei 12.987 estabeleceu o 25 de julho também como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A homenageada foi líder do Quilombo Quariterê no século 18, comunidade localizada na fronteira entre o Mato Grosso e a Bolívia.

Referida como “rainha”, Tereza esteve no comando do quilombo, que reunia cerca de 100 pessoas e se organizava politicamente por meio de um conselho, ao longo de duas décadas.

OFICINA DE TRANÇAS – Natural de Guiné Bissau, Diela Tamba Nhaque, reside em Cuiabá há cerca de 20 anos. Assistente Social por formação, concluiu o curso na Universidade Federal de Mato Grosso. Atuou na área por alguns anos, mas deixou a profissão para se empreender na área da beleza. Hoje trabalha fazendo tranças e ensinando outras mulheres a aprender esse ofício.

“Trançar os cabelos é uma técnica antiga e é sinônimo de versatilidade, praticidade e elegância. O que eu faço é deixar as mulheres mais bonitas, com autoestima e mais confiantes. O meu trabalho se reflete na beleza da mulher, negra ou não. O importante é que elas se sintam bem, e empoderadas”,

Diela demonstrou na Casa de Sarita algumas técnicas, mas prometeu voltar para fazer um curso intensivo, onde as alunas poderão aprender vários tipos de tranças, dentre elas a de raiz, também chamada de embutida.

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ALMT apresenta Troféu Parlamento a estudantes de Jornalismo e Publicidade

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A Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Secom/ALMT) visitou, na última quinta-feira (3), cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda de instituições de ensino superior de Cuiabá e Várzea Grande para apresentar a 2ª edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A iniciativa busca aproximar os universitários do Poder Legislativo estadual e estimular a produção de conteúdos sobre o impacto das leis e das políticas públicas na vida da população.

Com o tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, o prêmio conta novamente com uma categoria exclusiva para universitários. A proposta é reconhecer trabalhos que contribuam para ampliar a compreensão sobre o papel da Assembleia Legislativa e sua atuação em áreas que impactam diretamente o cotidiano dos mato-grossenses.

Para o secretário-adjunto de Comunicação da ALMT, José Marques, o diálogo com as universidades é uma forma de apresentar aos jovens o funcionamento do Legislativo. “Trazer isso para os universitários é uma ferramenta, uma ação muito importante para que nós possamos reforçar qual é o trabalho do legislativo e o que ele impacta na vida das pessoas”, afirmou. Ao lado do jornalista da Secom Márcio Moreira, ele apresentou aos estudantes detalhes do concurso.

Segundo Marques, a temática escolhida também busca aproximar a sociedade das atividades parlamentares e mostrar seus efeitos na vida da população. “A gente está mais uma vez colocando em pauta o papel da Assembleia e o resultado dessas políticas públicas na vida da população mato-grossense”, explicou.

A iniciativa despertou o interesse dos acadêmicos. Estudante do 5º semestre de Publicidade do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), Nathan Basualdo pretende participar do concurso. Para ele, a premiação representa uma oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos na graduação e mostrar como a comunicação pode aproximar a população de temas relacionados à legislação.

“É uma oportunidade excelente tanto para mim como estudante quanto para o profissional. É a chance de mostrar o que eu sou capaz de criar e como a Assembleia Legislativa impacta diretamente na sociedade”, destacou.

Bruna Ribeiro de Amorim, estudante de Publicidade da Univag, considera que o concurso pode contribuir para sua formação e representar um diferencial profissional. “Poder falar que participei de uma premiação dessa já é algo forte. Demonstra o meu desempenho e o meu esforço para me tornar uma profissional relevante no mercado”, afirmou.

Na Universidade de Cuiabá (Unic), o acadêmico de Jornalismo Alison Pacheco também demonstrou interesse em participar do prêmio. “É uma maneira de reconhecer o nosso trabalho, nós que somos estudantes, e também uma maneira de mostrar para a sociedade os projetos de lei que a Assembleia Legislativa vem fazendo”, disse.

Para a coordenadora do curso de Publicidade da Univag, Caroline Araújo, a categoria universitária incentiva os futuros profissionais a conhecerem novas possibilidades de atuação. “Todo prêmio, quando coloca os universitários, os acadêmicos, ele é incentivador. Faltam mais premiações que busquem fazer esse incentivo para quem está na academia, para enxergar o mercado de outra maneira”, avaliou.

Segundo a professora, a participação em concursos complementa a formação acadêmica ao aproximar teoria e prática. “O aluno não entra em uma faculdade e vai aprender tudo ali dentro. Ele vai aprender na simbiose que existe entre a sala, a prática e o externo”, explicou.

Professora dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da Unic, Elizabeth Neves também destacou o potencial da iniciativa para ampliar o conhecimento sobre o legislativo entre os jovens. “Isso reverbera na família, no ambiente dos amigos, em quem os cerca. Eles vão estar atentos ao papel real da Assembleia Legislativa na sociedade”, afirmou.

Premiação — O Troféu Parlamento contempla cinco categorias: Telejornalismo, Texto, Radiojornalismo, Fotojornalismo e Universitário. Em todas elas, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e uma Placa de Homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e uma Placa de Homenagem.

As inscrições seguem até 9 de novembro. Os participantes podem consultar os canais oficiais da ALMT em busca de pautas relacionadas a leis, direitos, políticas públicas, fiscalização, audiências, comissões e debates de interesse da sociedade.

Mais informações e o regulamento estão disponíveis no site trofeuparlamento.com.br.

Fonte: ALMT – MT



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