NOTA MT

Consumidores que realizaram compras no mês de julho concorrem a R$ 900 mil em prêmios

Premiações são de R$ 500, R$ 10 mil, R$ 50 mil e R$ 100 mil

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Economia

Assessoria Sefaz-MT

Consumidores que pedem CPF na nota em compras realizadas em Mato Grosso concorrem a prêmios de até R$ 100 mil nos sorteios mensais do Nota MT. O próximo, que será realizado no dia 10 de agosto, contemplará bilhetes gerados a partir de compras realizadas no período de 1º a 31 de julho. São R$ 900 mil em premiações, no total.

Para concorrer o usuário precisa ser cadastrado no Programa Nota MT e pedir a inclusão do CPF nas notas fiscais ou bilhetes de passagem eletrônicos, utilizados no transporte rodoviário de passageiros. Ao realizar compras em estabelecimentos comerciais de Mato Grosso, como supermercados, por exemplo, e pedir o CPF na nota, a pessoa ganha um bilhete para concorrer ao sorteio.

Isso também se aplica às compras realizadas por serviço de entrega por aplicativo, nesse caso, é necessário que o fornecedor e o consumidor estejam localizados no mesmo município. As idas a restaurantes e bares também podem gerar bilhetes e concorrer aos prêmios, bem como ao abastecer o veículo em postos de combustível. Basta ser cadastrado e pedir sempre o CPF na nota, independente do valor da compra.

Mensalmente são sorteados 1.010 prêmios, sendo 1.000 de R$ 500, cinco de R$ 10 mil, três de R$ 50 mil e dois maiores de R$ 100 mil. O Nota MT já contemplou mais de 570 mil pessoas em 66 sorteios realizados.

Cadastro

O consumidor interessado em se cadastrar e começar a concorrer aos prêmios pode fazer download do aplicativo, disponível para Android e IOS na sua loja de aplicativos, ou acessar o site do Nota MT https://www.sefaz.mt.gov.br/notamt/. No cadastro é essencial informar corretamente os dados pessoais e bancários.

Após essa etapa, basta solicitar que seja incluso o CPF em compras realizadas no estado que automaticamente são gerados bilhetes para os sorteios mensais. De acordo com o regulamento do Nota MT, para gerar os bilhetes são considerados dois documentos fiscais emitidos por CPF, por dia, por espécie e por estabelecimento.

Ao participar do Nota a pessoa também ajuda uma entidade social, caso seja sorteada, e exerce sua cidadania fiscal.  Além disso, o programa oferece outros benefícios como o desconto no IPVA, a ferramenta de pesquisa de preço e o acesso facilitado às notas fiscais das compras, mês a mês e anualmente.

SECOM/MT

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Ministro chama tarifa dos EUA de “indevida” e promete reação

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida se baseia em argumentos que “não são reais”.

Segundo ele, o governo brasileiro buscará reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.

A nova sobretaxa foi anunciada nesta quinta-feira (23) pelo governo estadunidense sob a justificativa de que o Brasil não adota mecanismos suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

A alíquota entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das exportações brasileiras, será somada à tarifa de 25% que começou a valer nesta semana.

Brasil contesta

Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo e rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.

“O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno”, declarou o ministro em entrevista coletiva esta noite.

Para o ministro, a nova tarifa foi construída sobre uma premissa equivocada.

“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, acrescentou.

Setores afetados

Apesar de uma extensa lista de produtos isentos das novas tarifas, o ministro afirmou que diversos setores da indústria brasileira serão atingidos pela cobrança acumulada de 37,5%.

“Lamentavelmente, muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, à dupla taxação, como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%”, destacou.

Segundo o MDIC, produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permanecem fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.

Ao todo, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas.

O MDIC informou que ainda não existe ainda uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação. Segundo a pasta, o governo continuará nos próximos dias a fazer o levantamento de todos os itens afetados simultaneamente pelas sobretaxas de 25% e de 12,5%.

Negociação primeiro

O ministro afirmou que o governo brasileiro continuará priorizando o diálogo com Washington para tentar reverter as tarifas.

Ao mesmo tempo, ressaltou que o país não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir resposta a medidas comerciais consideradas injustificadas.

“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil”, disse.

Segundo ele, a adoção de eventuais medidas dependerá da evolução das negociações.

“O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, afirmou.

Próximos passos

De acordo com Márcio Elias Rosa, a prioridade do governo neste momento é apoiar os setores mais afetados pelas tarifas, ampliar a busca por novos mercados e preparar a estratégia jurídica e diplomática do Brasil.

O ministro informou que o governo pretende retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após concluir o levantamento dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.

Enquanto isso, empresas atingidas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.



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