NOVAS INTERVENÇÕES
Obras do BRT chegam à passagem de nível na FEB e rotas alternativas buscam evitar engarrafamentos
REGIÃO DO ZERO KM, EM FRENTE AO AEROPORTO, RECEBE TRÂNSITO DE TODAS AS REGIÕES DE VÁRZEA GRANDE E CUIABÁ
Política
Novas intervenções serão executadas a partir desta semana na Avenida da FEB, um dos principais corredores que interligam Várzea Grande a capital de Mato Grosso e por onde passam na média, durante os horários de pico cerca de cinco mil veículos.
As obras de recuperação do canteiro central da Avenida da FEB para a implantação do BRT – BUS RAPID TRANSIT, decida pelo Governo do Estado, que trocou a Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de 2014 que previa o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos, após uma série de estudos técnicos de viabilidade, pois desde o final do ano de 2014, as obras foram paralisadas sem terem sido concluídas.

SECOM/VG
As intervenções na Avenida da FEB chegam a um ponto crítico que é a passagem de nível na região do Zero Km defronte a pista do Aeroporto Marechal Rondon. Neste ponto os veículos com destino ao Centro de Várzea Grande e outras regiões vindos pela avenida da FEB passam por baixo, enquanto os veículos que vem da avenida Murilo Domingos ou 31 de Março vindos da região do Grande Cristo Rei e de Cuiabá através da Ponte Sérgio Motta passam a ter acesso ao Centro de Várzea Grande pela FEB ou para outras regiões da cidade através da Avenida Ulisses Pompeu de Campos que interliga com a Avenida Governador Júlio Campos, saída para o Norte via Sinop até a divisa com o Pará e para o Oeste via Cáceres até a divisa com o Estado de Rondônia.
Este é o mesmo caminho para aqueles que se encontram em Várzea Grande e desejam seguir com destino a Cuiabá e tem como opção a Avenida da FEB que se encontra em obras e deve ser evitada através das rotas alternativas ou utilizar a Avenida Murilo Domingos ou 31 de Março, para acessar o Grande Cristo Rei na região do Centro Universitário – UNIVAG, Avenida Dr. Paraná até chegar a Ponte Sérgio Motta acessando Cuiabá na região do Coxipó, mais precisamente na Avenida Beira Rio.
As obras do BRT, vão chegar até a Rotatória com a Avenida Filinto Müller, ligando a Avenida Arthur Bernardes e porta de entrada ao Aeroporto Marechal Rondon. Ao lado ficava o pátio e a Estação Principal do VLT e deverá permanecer assim com o BRT, mas com uma nova interligação na Travessa Antônio Pereira que é paralela da Avenida Arthur Bernardes, passando paralela ao Aeroporto Marechal Rondon até chegar a Rua Manoel de Paula que permite um novo acesso ao Grande Cristo Rei e a Região Centro Sul de Várzea Grande.
O projeto em execução prevê também que o BRT siga por uma das principais avenidas de Várzea Grande, a Couto Magalhães, região central.
Na semana passada a Prefeitura de Várzea Grande através da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana e em comum acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e com o Consórcio que executa as obras do BRT, adotou novas rotas secundárias para desviar o máximo de trânsito possível da Avenida da FEB enquanto perduram as obras de implantação do canteiro central.
Foram sinalizadas duas rotas alternativas com o objetivo de reduzir o impacto no trânsito tanto de quem vem de Cuiabá com destino a Várzea Grande ou vice-versa. Essas novas vias visam proporcionar alternativas viáveis aos motoristas e garantir maior fluidez ao trânsito, pois com as obras no canteiro central da Avenida da FEB, as pistas foram reduzidas em seu tamanho, bem como, reduzida em sua capacidade de suportar o trânsito principalmente nos horários de pico.
Para os condutores de veículos que se utilizam da Ponte Elisa Maria Bocaiúva ou Ponte Nova que vem da Avenida Miguel Sutil em Cuiabá com destino a Várzea Grande, foram colocadas duas opções:
1ª. Opção – Ponte Nova – Região Centro Norte por essas ruas e bairros
• Rua Prefeito Napoleão José da Costa (Ponte Nova);
• Rua Benedita Bernardino Curvo (23 de Setembro);
• Rua Ceara (23 de Setembro)
• Avenida Ulisses Pompeu de Campos (Centro Norte)
2ª. Opção – Ponte Nova – Viaduto Isabel Campos
• Avenida Dom Orlando Chaves – Construmat que permite acesso tanto para quem vai com destino a Cuiabá pela Avenida da FEB como quem vai com destino a Ponte Sérgio Motta passando pela Avenida Dr. Paraná.

SECOM/VG
3ª. Opção – Ponte Júlio Muller (Porto) – Viaduto Isabel Campos (Cristo Rei)
• Rua S. Dezenove (Manga);
• Rua Irma Elvira (Manga);
• Rua Jorn. Alves de Oliveira (Manga);
• Tv. Barnabé de Mesquita (Manga);
• Av. Dom Orlando Chaves (Construmat),
A Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana tem reforçado a população a necessidade de se evitar ao máximo o trânsito na FEB, lembrando que as obras são essenciais e importantes para melhoria da cidade e para a qualidade de vida das pessoas.
Lembra ainda que existem outras opções tanto para aqueles que vem de Cuiabá para Várzea Grande como vice-versa, podendo utilizar a Rodovia Mário Andreazza que vem da Avenida Miguel Sutil (Cuiabá) ou da Avenida da Guarita (Várzea Grande) até a região das Avenidas Ulisses Pompeu de Campos ou Governador Júlio Campos, podendo ainda acessar ao centro de Várzea Grande.
Também para aqueles que vem de Cuiabá para Várzea Grande pela Ponte Sérgio Motta, chegando a Avenida Dr. Paraná e a Avenida Murilo Domingos ou 31 de Março, ao lado do Aeroporto Marechal Rondon, para evitar a região do Zero Km e a Avenida da FEB, o acesso pode ser feito seguindo pela Avenida Prefeito Murilo Domingo ou 31 de Março até o final da área do aeroporto no Bairro Unipark a direita na Rua São Gonçalo (Jardim Ipanema) até chegar a Rua Joaquim Tavares e a Rua Manoel de Paula que se encontra com a Avenida Arthur Bernardes (Centro Sul) próximo ao Fórum Trabalhista e a Ciretran de Várzea Grande acessando assim o centro da cidade e outras regiões evitando a Avenida da FEB.
SECOM/VG
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
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