CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Maysa Leão denuncia que empresa recebeu por 12 meses, mesmo com Restaurante Popular fechado

Em maio de 2020, o Restaurante Popular tinha retomado o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social, obedecendo às medidas de biossegurança, mas logo o atendimento foi suspenso.

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Política

Assessoria Parlamentar
Quase dois meses após fiscalizar e denunciar as condições insalubres do Restaurante Popular, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) recebeu esta semana as respostas do requerimento de informações da Prefeitura de Cuiabá, sobre a atual situação do contrato de prestação de serviços para o restaurante.
O documento informa que mesmo fechado, a empresa Saga Serviços Terceirizados foi contratada após licitação no início de 2022 para prestar serviços pelo período de 12 meses, e com encerramento do contrato em março de 2023. O valor do contrato era de R$ 1.5 milhão. Com o fim do contrato, um novo no valor de R$ 7 milhões foi firmado com a empresa Engix Construções e Serviços Ltda, em maio de 2023.
Independente dos contratos, o local permanece desativado e são realizadas entregas de marmitas em alguns pontos centrais da cidade para moradores de rua. Esta entrega é feita por outras duas empresas, por meio de outros contratos.
“Recebemos uma pilha de documentos com explicações de um lugar que não funciona, com a situação de um local abandonado, mas tinha um contrato vigente com a empresa Saga, que deveria ter gerido, cuidado, e reformado o restaurante. A nova empresa vai receber para fazer o que a outra recebeu para fazer e não fez”, salientou a vereadora durante sessão desta terça-feira (11).
Em maio deste ano, a vereadora Maysa Leão e o vereador Demilson Nogueira, foram pessoalmente até o Restaurante Popular para fiscalizar uma denúncia de abandono e condições insalubres. Localizado na Rua Barão de Melgaço (Centro), o prédio está fechado desde o início da pandemia da Covid-2019.
Na ocasião, foram encontrados utensílios de cozinha jogados por todo lado, chão sujo, banheiros inutilizáveis, cacos de vidro, elevador sucateado, mesas e cadeiras quebradas, mato e lixo na área externa.
Em maio de 2020, o Restaurante Popular tinha retomado o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social, obedecendo às medidas de biossegurança, mas logo o atendimento foi suspenso.
As refeições eram fornecidas diariamente no valor de R$ 3,50 por pessoa. Havia também a distribuição de marmitas para pessoas em situação de rua.
A administração do restaurante é de responsabilidade da Prefeitura de Cuiabá. A denúncia apresentada foi encaminhada para o Ministério Público Estadual (MPE).
Da Assessoria
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Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares

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Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.

A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.

Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:

  • transporte;
  • moradia;
  • participação social;
  • respeito e inclusão social;
  • participação cívica e emprego;
  • prédios públicos e espaços abertos;
  • comunicação e informação;
  • apoio comunitário e serviços de saúde;
  • segurança dos idosos.

Conselho

O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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