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Governo fará avaliação nos próximos 7 dias para decidir retorno às aulas

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Da Redação.

O Governo do Estado vai avaliar a evolução dos casos de coronavírus e a ocupação dos leitos hospitalares públicos em Mato Grosso pelos próximos sete dias, ou seja, até 30 de abril. A intenção é ter segurança antes de tomar decisão pelo retorno das aulas nas escolas públicas e particulares.

O Decreto 462/2020, publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado de quarta-feira (22.04), estabelece que caso a ocupação dos leitos hospitalares públicos exclusivos para a Covid-19 for menor que 60%, o retorno das atividades escolares está previsto para o dia 4 de maio.

Nesta data, a previsão do Governo é de que estejam disponíveis 1.273 leitos exclusivos para pacientes do coronavírus, tanto clínicos quanto de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Desta forma, se a ocupação atingir número superior a 764 leitos, ou seja, acima dos 60%, haverá a manutenção da suspensão das aulas, como forma de garantir a segurança dos alunos e de toda a população. Atualmente, apenas seis pacientes estão internados em hospitais públicos, sendo três em UTI e três em enfermaria.

As aulas foram suspensas no dia 23 de março como forma de prevenção e para diminuir a incidência da transmissão da Covid-19. E a retomada das atividades escolares somente deverá ocorrer seguindo orientações que serão determinadas em novo decreto.

Para garantir ambiente seguro para os alunos, todas as medidas de higiene serão tomadas, como o uso de máscaras de proteção por alunos e professores, utilização do álcool 70% e distanciamento de 1,5m entre as pessoas.

Foto: Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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