ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MT
ALMT homenageia família Müller com comenda
Pela primeira vez desde a sua criação, há 40 anos, a Comenda Filinto Müller foi destinada a um membro da família Müller, sendo entregue à filha de Filinto, Maria Luiza Müller de Almeida, de 96 anos.
Política
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta terça-feira (11), no Plenário das Deliberações “Renê Barbour”, sessão especial, requerida pelo deputado Júlio Campos (União), para homenagear os 50 anos em memória do ex-senador Filinto Müller.
A homenagem contou com a entrega da Comenda Filinto Müller, a mais alta honraria concedida pela ALMT, que, pela primeira vez desde a sua criação, há quarenta anos, foi destinada a um membro da família Müller, sendo entregue à filha de Filinto, Maria Luiza Müller de Almeida, de 96 anos. O neto do ex-senador, Filinto Müller de Almeida, recebeu a comenda representando sua mãe.

Foto: Ronaldo Mazza
“Filinto (Müller) foi um dos políticos que mais fez por Mato Grosso nos últimos 50 anos. Mesmo ocupando os mais altos cargos na capital federal, nunca deixou de acolher os mato-grossenses. Ele ajudou gerações a terem acesso ao estudo e sempre fez com que estas voltassem para o estado para retribuírem o que aprenderam. Já é tempo de nos reconciliarmos com a sua memória e darmos o devido valor também ao seu legado”, explicou o deputado.
A sessão ocorreu na data da morte (e do nascimento) de Filinto Müller, que faleceu ao lado de sua esposa Consuelo e do neto Pedro, em um acidente aéreo no aeroporto de Orly, em Paris, na França, em 1973.
Nascido no Rio de Janeiro, mas residindo em São Paulo, o primeiro neto Filinto Müller de Almeida é formado em economia e atualmente trabalha em projetos de finanças estruturadas.
“Agradeço eternamente à Assembleia Legislativa a homenagem ao meu avô, que sempre tratou a oposição com muito respeito. Ser o primeiro neto é mero acaso. Meu avô era uma pessoa formidável e o reconhecimento é um privilégio para a família Müller”, revelou o neto.
Foto: Ronaldo Mazza
O sobrinho-neto Frederico Müller falou que Filinto lutou por Mato Grosso durante a vida inteira. “Para a família, ele sempre foi um líder, não somente de Mato Grosso, mas também em nível nacional. Sempre foi uma referência para todos nós”, opinou Frederico.
A filha, Maria Luiza Müller, falou de forma remota do Rio de Janeiro e destacou a importância de Filinto para o desenvolvimento político de Mato Grosso e também para o Brasil. Bastante emocionada, ela disse poucas palavras, mas lembrou alguns momentos da trajetória do pai.
“É uma justa homenagem. Meu pai levou muitos benefícios para Mato Grosso na parte da educação e infraestrutura. Para mim, ele foi um dos maiores líderes da política estadual”, disse a filha.
Para o senador Jaime Campos, o trabalho de Filinto Müller em prol de Mato Grosso foi marcado pelo dinamismo e desenvolvimento no setor da educação, abertura de estradas e reconhecimento nacional.
“Nós, mato-grossenses, temos que reconhecer seu trabalho em prol do estado e pelo Brasil, Trouxe muitos investimentos e, sobretudo, levou muitas vezes a oportunidade ímpar de que o estado pudesse ter um destaque no cenário nacional, na medida em que foi um político reconhecidamente que marcou época defendendo aquilo que era o certo, e jamais o errado”, comentou o senador.
Histórico – Fillinto Müller foi senador por 22 anos. Atuou como líder do governo Juscelino Kubitschek, presidiu o Senado, chefiou a polícia e foi secretário do Trabalho no governo Getúlio Vargas.
Ele fez parte de uma geração de militares marcada pelo Movimento Tenentista. Integrou a rebelião dos 18 do Forte, quando, em 1922, tenentes do Exército Brasileiro no Rio de Janeiro se sublevaram em oposição à vitória do candidato à presidência Artur Bernardes e ao processo eleitoral, tendo como palco principal o Forte de Copacabana. O levante entrou para a história pela bravura dos soldados.
O ex-senador foi agraciado em vida com honrarias nacionais, tais como: Grão-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, Grão-Cruz da Ordem do Rio Branco, a Medalha de Grande Oficial do Mérito Militar, a Medalha de Grande Oficial do Mérito da Justiça do Trabalho; e internacionais como Grão-Cruz da Ordem Militar de Aviz (Portugal), Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito (Alemanha) e Comenda da Legião de Honra (França).
Livro – Durante a sessão, também foi lançado o livro do historiador e escritor João Carlos Vicente Ferreira, que busca lançar luz sobre a história de Filinto Müller. O livro é uma tentativa de reduzir a mistificação em torno do político, visto de forma negativa por muitos historiadores e formadores de opinião.
“O livro é um resgate da memória do que foi dito ruim da memória histórica de Filinto Müller. Após três anos de longa pesquisa, resgatamos e desmistificamos certos fatos. É importante que as pessoas leiam o livro para ter conhecimento de fatos até então muito pouco divulgados. Até hoje, Filinto é o maior nome da história política de Mato Grosso”, lembrou o autor da obra.
Secretaria de Comunicação Social
Política
Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares
Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.
A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.
Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:
- transporte;
- moradia;
- participação social;
- respeito e inclusão social;
- participação cívica e emprego;
- prédios públicos e espaços abertos;
- comunicação e informação;
- apoio comunitário e serviços de saúde;
- segurança dos idosos.
Conselho
O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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