TROFÉU BRASIL DE ATLETISMO

Grandes resultados, arquibancadas lotadas e conquistas mato-grossenses marcam competição em Cuiabá

Evento esportivo realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) contou com patrocínio do Governo de Mato Grosso

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Esporte

Foto por: Wagner Carmo/CBAt

Arquibancadas lotadas todos os dias e grandes resultados marcaram a realização do Troféu Brasil de Atletismo em Cuiabá, no período de 06 a 09 de julho. Realizada no Centro Olímpico de Treinamento (COT) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a competição mais tradicional do atletismo brasileiro trouxe ainda reconhecimento e medalhas a atletas de Mato Grosso.

O ouro mato-grossense veio com Almir Cunha dos Santos, o Almir Júnior, que conquistou o tricampeonato do salto triplo no Troféu Brasil, na tarde de domingo (09.07). O atleta iniciou sua carreira no município de Peixoto de Azevedo e teve o apoio da torcida para brilhar na disputa.

“Estou muito feliz por competir em casa e por ter minha família nas arquibancadas. Foi aqui que tudo começou em 2009. Surgi para o esporte e depois fui morar e treinar em Porto Alegre para me aprimorar. Estava treinando em Portugal, mas fiz questão de participar deste Troféu Brasil. É muito especial estar aqui”, contou Almir.

Wendell Jerônimo (ao centro) ganhou duas medalhas de prata
Créditos: Cida Rodrigues

Outro destaque foi Wendell Jerônimo, que conseguiu duas medalhas de prata na competição, nos 5000m e nos 1000m rasos, e se consolidou como um dos principais nomes do atletismo do Estado e do país. O atleta é contemplado com Bolsa Atleta Internacional, que integra o programa Olimpus promovido pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

“Sou muito grato ao governador Mauro Mendes, aos secretários Jefferson e David, à toda Secel, por esses investimentos nos atletas pelo programa Olimpus. Isso mudou minha vida, o atletismo me fez ser valorizado. Agora vem competições novas, espero fazer o ciclo olímpico e vou continuar fazendo o melhor”, expõe o atleta natural de Pontes e Lacerda, que representa atualmente a Associação de Corredores de Rua de Lucas do Rio Verde (ACORR).

Líder do ranking brasileiro no salto em distância de 2023 e recordista sul-americana na categoria Sub-23, Lissandra Maysa Campos, também contou com grande torcida no COT e assegurou mais uma medalha de prata para Mato Grosso. Natural de Nossa Senhora do Livramento (MT), e representando o Instituto Vicente Lenílson (IVL- Cuiabá), a atleta, que é beneficiada pelo programa Olimpus, fez o segundo melhor salto da competição (6,50 m).

Jânio Varjão comemora ao lado do secretário adjunto da Secel, David Moura
Créditos: Cida Rodrigues

O jovem Jânio Marcos Varjão foi mais um atleta do programa Olimpus que garantiu a participação mato-grossense no pódio do Troféu Brasil. O atleta da Associação de Atletismo de Barra do Garças conquistou a medalha de bronze na prova de 1500 m rasos.

Ao todo, participaram da competição 750 atletas, representando 120 clubes de todas as regiões do País. De Mato Grosso, 40 atletas representaram nove clubes de diferentes municípios, como Araputanga, Barra do Garças, Cuiabá, Sorriso, Peixoto de Azevedo e Várzea Grande.

“Essa competição fez história, vai deixar saudades. Parabéns aos medalhistas e a todos os demais participantes que conseguiram índices para o Troféu Brasil, em especial aos atletas de Mato Grosso. E queremos também agradecer a nossa população que abraçou o evento”, destaca o titular da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

Grandes resultados do Troféu Brasil de Atletismo

Os melhores atletas da competição foram o marchador Caio Bonfim e a velocista Lorraine Martins. Caio ganhou duas medalhas de ouro com dois recordes do campeonato, nos 20 km e nos 35 km. Lorraine ganhou três medalhas de ouro, nos 100 m, no revezamento 4×100 m e nos 200 m, com 22.59, índice para o Mundial de Budapeste, Hungria, de 19 a 27 de agosto.

Oito recordes do Troféu foram quebrados, com Caio Bonfim e Gaby Muniz nas marcha atlética 20 km e 35 km, Erik Cardoso, nos 100 m, com a Orcampi no 4×400 m misto, Chayenne Pereira da Silva, nos 400 m com barreiras, e Pedro Henrique Nunes Rodrigues no lançamento do dardo.

Além disso, o campeão mundial indoor do arremesso do peso, Darlan Romani, conseguiu superar os índices exigidos para o Mundial de Budapeste e para os Jogos Olímpicos de Paris-2024.  A marca da vitória foi de 21,58 m, obtida na segunda tentativa de Darlan, que levou ou ouro e assumiu a liderança do Ranking Brasileiro.

Créditos – Cida RodriguesMais de 220 mil pessoas assistiram ao vivo a transmissão do evento e, nas arquibancadas do COT/UFMT mais de 7 mil pessoas acompanharam os quatro dias de competições.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da CBAt, Wlamir Motta Campos, a parceria com o Governo do Estado do Mato Grosso para a realização da competição em Cuiabá foi acertada.

“Faço uma avaliação super positiva. Todas as nossas expectativas foram superadas, com grandes resultados, oito melhores marcas do Troféu conseguidas e também muitas marcas pessoais e da temporada, o que mostra que a decisão de trazer o evento para Cuiabá foi acertada. A população também comprou essa ideia e tivemos arquibancadas cheias todos os dias, o que é muito legal e também contribuiu para a boa performance dos atletas”, afirmou Wlamir.

O Troféu Brasil Interclubes Loterias Caixa é uma realização da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), com patrocínio das Loterias Caixa e do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, com apoio do SESI, da Federação de Atletismo de Mato Grosso (FAMT) e da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

(Com informações da Assessoria de Comunicação CBAt)

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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