Mato Grosso

Senador de Mato Grosso defende o adiamento do Enem para evitar privilégios

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

A manutenção do calendário de provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) vai promover “uma concorrência desleal e desigual” entre os estudantes. A opinião e do senador Wellington Fagundes (PL-MT), ao manifestar apoio aos projetos em tramitação no Senado que pedem o adiamento das provas, em função do período de quarentena exigido no combate à disseminação do coronavírus.

De acordo com o senador, existem milhares de estudantes que tiveram de paralisar suas atividades de estudo, com o fechamento de escolas e bibliotecas. Muitos, segundo ele, não podem pagar por cursos preparatórios virtuais e uma boa parte sequer têm acesso à internet, notadamente aqueles que habitam a zona rural.

Wellington Fagundes lamentou o fato, inclusive, de o Ministério da Educação ainda não ter determinando, de imediato, a suspensão dos prazos. Pelo contrário, o ministro Abraham Weintraub anunciou que pretende recorrer de decisão judicial que determinou que o calendário seja ajustado, diante dos efeitos da pandemia.

O Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), definiu os dias 11 e 18 de outubro para realização das provas digitais, que serão aplicadas pela primeira vez nesse formato; e os dias 1º e 8 de novembro para aplicação das provas tradicionais (impressas). 

“Mantendo esse calendário, haveria uma disputa desigual. Isso não é justo com nossos estudantes” – frisou Fagundes.

Na decisão judicial que determinou que o cronograma do Enem 2020 seja “adequado à realidade do ano letivo”, a Justiça ainda determinou que o prazo de solicitação de isenção da taxa de inscrição, que encerrou na sexta-feira (17), seja adiado por 15 dias.

Mas, para não pairar dúvidas e incertezas sobre o adiamento, inclusive com o risco de a decisão ser reformada em instâncias superiores, Wellington disse que também manifestará, na condição de líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, sua posição ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que sejam colocados em votação os projetos que tratam do adiamento e definição de novo calendário.

O PL 1.277/2020, da senadora Daniella Ribeiro, prevê a prorrogação automática de prazos para provas, exames e demais atividades para acesso ao ensino superior em caso de reconhecimento de estado de calamidade pelo Congresso Nacional, ou de comprometimento do funcionamento regular das instituições de ensino do país.

Pela proposta, a prorrogação seguirá até que estejam concluídos os respectivos anos letivos nas instituições de ensino público e privado.

Já o senador Izalci Lucas apresentou o projeto de Decreto Legislativo (PDL 137/2020) para suspender os editais do governo federal que determinam as datas para a realização das provas deste ano.

Foto: Agência-Senado.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

Publicados

em


Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA