MATO GROSSO

Bolsista do programa Olimpus é atração do Troféu Brasil de Atletismo

O Troféu Brasil de Atletismo, que ocorre entre os dias 6 e 9 de julho, em Cuiabá, conta com o apoio do Governo de MT

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Esporte

Créditos - Wagner Carmo-CBAt
A bolsista do programa Olimpus, Lissandra Maysa Campos, é uma das atrações do Troféu Brasil de Atletismo, que será realizado em Cuiabá, de 06 a 09 de julho. Mato-grossense de Nossa Senhora do Livramento (MT), a atleta é líder do ranking brasileiro no salto em distância e recordista sul-americana na categoria Sub-23.

Lissandra é contemplada no programa Olimpus da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) com Bolsa Atleta na categoria Internacional. Representando o Instituto Vicente Lenílson (IVL), é a grande atração entre os mais de 40 atletas dos oito clubes do Estado no Troféu Brasil 2023.

“Estou bem animada com o Troféu Brasil em casa. Este ano estou bem focada e busco os meus melhores resultados. Meus objetivos para essa temporada é me superar a cada dia e a cada competição. Quero buscar grandes saltos”, comenta a atleta mato-grossense.

Aos 21 anos, Lissandra conseguiu o seu melhor resultado pessoal ao vencer o Troféu Adhemar Ferreira da Silva / Meeting Sul-Americano, em maio deste ano, com 6,69 metros. No Troféu Brasil de 2022, que ocorreu no Rio de Janeiro (RJ), a atleta saltou 6,33 m e conquistou a medalha de prata.

A atleta é treinada e tem o apoio da também mato-grossense Cida de Souza Lima, que é ex-recordista brasileira do salto em distância e do salto triplo e que representou o Brasil no Jogos Olímpicos de Atlanta-1996. Os treinos ocorrem no 9º Batalhão de Engenharia da Construção (BEC) do Exército, em Cuiabá.

Créditos – Wagner Carmo-CBAt

Troféu Brasil de Atletismo

O Troféu Brasil Interclubes Loterias Caixa ocorre entre os dias 6 e 9 de julho, no Centro Olímpico de Treinamento da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá. O acesso é gratuito para o público.

Realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), o evento é a principal competição de atletismo do país e a maior da América Latina. É a primeira vez que a competição acontece em Mato Grosso, e conta com o patrocínio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e o apoio do SESI, da Federação de Atletismo de Mato Grosso (FAMT) e da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

Mais informações sobre a competição podem ser acessadas no hotsite AQUI

(Com informações da Assessoria de Comunicação CBAt)

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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