CUIABÁ

Oficina de elaboração de planos de negócios atrai muitos microempreendedores e novas turmas serão abertas no Cuiabanco

O diretor de Geração de Emprego, Renda e Qualificação Profissional da Prefeitura, Rafael Butareli comentou que o empreendedorismo é uma grande oportunidade atualmente, inclusive para pessoas que estão buscando um novo espaço no mercado de trabalho.

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Foto: Luiz Alves

Foi tão grande o sucesso da primeira oficina sobre como elaborar um plano de negócios, realizada pela Prefeitura de Cuiabá em parceria com o Sebrae nesta quarta-feira (28), que novas turmas com o mesmo tema serão colocadas na programação da Sala do Empreendedor, localizada no Cuiabanco. Trinta alunos participaram do primeiro curso e mais 53 pessoas aguardam na fila de espera para as outras turmas. O Cuiabanco é um projeto de autoria da gestão Emanuel Pinheiro, que tem como finalidade conceder linhas de crédito aos empreendedores regionais, além de capacitação profissional e acompanhamento dos negócios.

Rosilda Santana é uma das microempreendedoras que aproveitaram a oportunidade para aumentar seus conhecimentos. Após anos trabalhando na área da hotelaria, há quatro meses decidiu empreender no segmento de “mesa posta” e começou a se capacitar. “Já fiz um curso sobre marketing digital e agora estou neste de planos de negócios, aqui no Cuiabanco. Está sendo extremamente útil e proveitoso para mim. Essa iniciativa da prefeitura voltada para os microempreendedores é essencial, especialmente para aqueles que estão começando e ainda estão se adaptando. Estou gostando muito do curso e espero que tenham mais edições no futuro”, elogiou.

O guia turístico Cley Alencar também decidiu se capacitar, para aprimorar seu trabalho. Decidi participar deste curso porque vejo a necessidade de aprender em sala de aula para aplicar no campo. Eu trabalho com turismo de passeio contemplativo. Anteriormente, eu era contratado como CLT, mas este ano fui obrigado a caminhar com as próprias pernas, pois as empresas não querem mais arcar com os encargos trabalhistas. Nós, guias turísticos, enfrentamos dificuldades para impulsionar nosso negócio devido à falta de conhecimento. Por isso, estou frequentando a sala de aula por meio deste curso, a fim de adquirir conhecimentos para aplicar no meu trabalho. Muitas pessoas que trabalham no setor do turismo hoje precisam de orientações e essa oportunidade é muito valiosa”, declarou.

O diretor de Geração de Emprego, Renda e Qualificação Profissional da Prefeitura, Rafael Butareli comentou que o empreendedorismo é uma grande oportunidade atualmente, inclusive para pessoas que estão buscando um novo espaço no mercado de trabalho. “Dentro do complexo do Cuiabanco, temos a capacidade de oferecer essas oficinas e cursos para qualquer pessoa, trabalhador ou empreendedor, com o objetivo de impulsionar e expandir seus negócios na capital. Um empreendedor pode ser um gerador de empregos, essa é a visão que buscamos transmitir. Desejamos que seus negócios cresçam cada vez mais, gerando emprego e renda tanto para suas famílias quanto para os trabalhadores que precisam. Buscamos empreendedores e qualquer pessoa interessada em se capacitar para impulsionar seus negócios e gerar renda”, disse.

SECOM/CUIABÁ

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Perdão das dívidas de MEIs é medida fiscal “necessária”, diz ministro

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O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira afirmou, nesta quinta-feira (29), que o perdão de dívidas tributárias federais de microempreendedores individuais (MEIs) com a União vai permitir que donos de pequenos negócios ou que atuam por conta própria retornem à formalidade. O que, segundo ele, tem potencial para elevar a arrecadação federal em até R$ 4 bilhões.

“Só de botar esses MEIs de volta à atividade [formal], o governo pode arrecadar entre R$ 3 bi e R$ 4 bi. Então, é uma medida que, do ponto de vista fiscal, é necessária”, afirmou Pereira ao participar do programa Bom Dia, Ministro – uma coprodução entre a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e o Canal Gov, transmitida pelos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo o governo federal, o perdão dos débitos de microempreendedores individuais inscritos na dívida ativa até 13 de outubro de 2026 pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de pessoas cujas dívidas, somadas, superam os R$ 12 bi – dos quais quase 86% (cerca de R$ 11 bi) são considerados valores de difícil ou impossível recuperação aos cofres públicos.

“Tem uma turma endividada desde a pandemia”, explicou o ministro, destacando que, ao deixar de pagar em dia suas contribuições, os MEIs perdem benefícios fiscais, o que torna ainda mais difícil saldar suas pendências, acrescidas de juros e dívidas. “O governo não ia ver este dinheiro nunca mais”, acrescentou Pereira.

Prospera MEI

O perdão automático de dívidas tributárias de MEIs com a União é uma das medidas previstas na Lei Complementar nº 238, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no último dia 21, e faz parte do chamado Prospera Mei, conjunto de medidas voltadas para quem trabalha por conta própria ou é dono de um pequeno negócio.

A lei também estabelece medidas para facilitar e ampliar a participação de pequenos negócios em compras e contratações governamentais, entre outras mudanças, como:

– Novo teto de faturamento: limite anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil em 2028.

– Contratação de funcionários: possibilidade de contratar até dois empregados nas atividades contempladas pela nova regra, e não mais apenas um.

– Nota fiscal: dispensa de emissão nas operações com pessoas físicas, conforme o decreto assinado pelo presidente.

– Pix MEI: subvenção econômica direta de até R$ 5 mil para investimento na estruturação de pequenos negócios e que deverá ser aplicada na aquisição de bens que contribuam para o desenvolvimento produtivo da atividade. O acesso dependerá da implementação do programa e das regras operacionais a serem estabelecidas em editais que ainda não foram publicados.

Segundo o ministro, o governo federal estuda criar um aplicativo que facilite o acesso dos beneficiários ao Pix MEI. “A ideia é fazer isso de modo muito fácil e de reduzir burocracia. Tentar criar um mecanismo, provavelmente um aplicativo, de relação direta com o MEI, e sempre pensando em investimentos de até R$ 5 mil.”

Desenrola 3.0

O pacote também prevê uma frente de renegociação de débitos com instituições financeiras, em iniciativa associada ao Desenrola 3.0. De acordo com o ministro, a sistemática de parcelamento e desconto, adotada nas duas primeiras edições do programa, não foram suficientes para solucionar o endividamento do setor, motivando o governo a adotar novo modelo.

“Nos Desenrola 1 e 2, o sujeito ia ao banco e dizia: tenho uma dívida de cartão de crédito com o banco tal e quero que você coloque esta dívida no Desenrola. O presidente Lula queria algo mais radical. Agora, o governo federal vai comprar esta dívida”.

O MEI não vai precisar fazer nada”, garantiu o ministro, assegurando que, para participar da operação, as instituições financeiras deverão oferecer descontos sobre os saldos devedores.

“Como o governo compra [as dívidas] em baciada [lotes], [paga] 5%, 7% ou 10% [do valor] da dívida. É muito mais barato para o governo do que se a sociedade fosse pagar”, concluiu o ministro.



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