CIRCUITO BRASILEIRO
Duda e Ana Paula e Evandro e Arthur são campeões no vôlei de praia em Cuiabá
Heitor, atleta cuiabano, e o parceiro Guto ficaram em terceiro lugar no TOP 12 do torneio
Esporte
As duplas Duda e Ana Patrícia e Evandro e Arthur confirmaram o favoritismo e foram campeãs do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, quinta etapa Cuiabá, encerrado neste domingo (25.06), no estacionamento do Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins, em Cuiabá. A dupla do cuiabano Heitor, que faz parceria com Guto, ficou em terceiro lugar no masculino.
O circuito foi realizado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) em parceria com a Federação Mato-grossense de Voleibol (FMTV), e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
O circuito vale pontuação para classificar para o mundial da modalidade e é dividido em duas categorias: Aberto, de incentivo a novas duplas, e o TOP 12, os melhores do ranking no Brasil.


Duda e Ana Patrícia venceram por 2 sets a 0 em jogo de técnica e determinação nos lances/Divulgação/SECOM/MT
O secretário de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), Jefferson Carvalho Neves, ressaltou que recebeu avaliações positivas dos torcedores, organizadores parceiros e das equipes participantes.
“O governador Mauro Mendes nos orienta a utilizar nossos equipamentos esportivos, como o Complexo da Arena Pantanal, de modo eficiente e com boa organização. Fizemos isso. Todos avaliaram como bom o circuito, e ainda tivemos o Heitor, atleta cuiabano, como o terceiro colocado. Ele e os campeões vão inspirar praticantes e profissionais do vôlei de praia aqui. E isso já vale a pena pelo que planejamos e fizemos”, avaliou.
Exemplo
Ganhadoras do último Circuito Mundial na República Tcheca no início do mês, Duda e Ana Patrícia saíram da quadra de areia após conquistar o título, e foram direto atender diversas crianças e jovens que as aguardavam para autógrafos e fotos.
Duda agradeceu o carinho e se disse grata com o título conquistado, principalmente para ser exemplo para crianças e jovens. “É muito bom jogar em Cuiabá e ver crianças e adolescentes assistindo. A gente fica feliz em inspirar muitas pessoas no vôlei de praia. O esporte muda a vida de muitas pessoas. Como mudou nossa vida”, comemorou.
O presidente da Federação Mato-grossense de Voleibol (CMTV), Nicanor Lopes, afirmou que o circuito é resultado de um trabalho de organização que tem sido feito há 3 anos, como a capacitação do esporte no Estado. “Temos trabalhado muito com a qualificação dos profissionais. Recentemente fizemos dois cursos de técnicos de vôlei de quadra e praia, com o objetivo de estarmos preparados para eventos desse porte”, manifestou.
SECOM/MT
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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