Mato Grosso
Prefeitura agradece doações para reforçar ações de combate ao coronavírus
Mato Grosso
Da Redação.
A Prefeitura de Rondonópolis irá enviar ainda esta semana um projeto de Lei para que a Câmara de Vereadores autorize o município a investir aproximadamente R$ 470 mil doados ao Fundo Municipal de Saúde nas ações estratégicas de enfrentamento ao novo coronavírus. O anúncio foi feito pelo prefeito Zé Carlos do Pátio nesta segunda-feira (20), que aproveitou para agradecer as doações e ressaltar a importância de envolvimento de toda a sociedade nos esforços para se evitar a disseminação da doença na cidade.
“Agradecemos a chegada desse recurso, que vai nos auxiliar na ações de prevenção e combate da Covid-19, entre elas a aquisição de testes rápidos, que são um aliado importante no trabalho de bloqueio da transmissão do novo coronavírus, pois com esse exame as nossas equipes de saúde saberão, com maior rapidez, se os pacientes têm ou não a doença”, comentou o prefeito.
Pátio salientou ainda que “este é um momento de união e que precisamos mais do que nunca unirmos esforços para conseguirmos reduzir ao máximo o impacto desta pandemia”, disse, acrescentando que a prefeitura está fazendo a sua parte e se estruturando para o enfrentamento do pico de casos de contaminação do Coronavírus na cidade. Já foram investidos recursos próprios na ordem de R$ 20 milhões em compra de equipamentos médicos, EPIs para profissionais da saúde e adequações das unidades de saúde.
Do montante de aproximadamente R$ 470 mil doados ao Fundo Municipal de Saúde, R$ 89.975,00 são provenientes de decisão da 1ª Vara da Justiça Federal de Rondonópolis, que atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF). Esse valor será utilizado na compra de testes rápidos para detecção do Covid-19 com o intuito de ampliar as medidas de prevenção.
Outra doação no valor R$ 328.360,21 foi da Justiça do Trabalho, via solicitação do Ministério Público do Trabalho (MPT). O recurso será destinado para o combate à disseminação da doença, priorizando a prevenção dos profissionais de saúde, bem como o aperfeiçoamento da rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) durante todo o período em que permanecer a situação de emergência na saúde pública.
Além desses valores, o vereador Thiago Muniz, também destinou ao Fundo Municipal de Saúde R$ 52.898,13, que serão utilizados na melhoria dos serviços e estrutura da saúde pública para o combate do coronavírus.
Foto: Prefeitura de Rondonópolis.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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