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Secel abre inscrições para etapa estadual dos Jogos Escolares Paralímpicos Mato-grossenses

Evento será realizado de 19 a 23 de julho, em Cáceres (MT); inscrições seguem até 16 de junho

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Esporte

Foto: Igor Fonseca/CPB

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) abriu, nesta segunda-feira (05.06), as inscrições para a etapa estadual dos Jogos Escolares Paralímpicos Mato-grossenses 2023. Todos os municípios de Mato Grosso podem inscrever estudantes com deficiência, de 11 a 17 anos, para participar do evento esportivo, que ocorre de 19 a 23 de julho, em Cáceres (MT). Inscrições seguem até 16 de junho.

Com o objetivo de estimular a participação dos estudantes com deficiência física, visual e intelectual em atividades esportivas, os Jogos Escolares Paralímpicos envolvem participantes devidamente matriculados nas redes pública e privada de ensino, dos gêneros masculino e feminino.

As modalidades em disputa são atletismo, bocha, natação, tênis de mesa e parabadminton. Os campeões estaduais de cada modalidade, gênero e faixa etária representarão Mato Grosso nas etapas nacionais dos Jogos, que são realizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Para o superintendente de Esporte Lazer da Secel, Otávio Favaro, a realização da etapa estadual é um passo importante que vai ao encontro do movimento paralímpico nacional desenvolvido pelo CPB.

“É a primeira vez que haverá uma seletiva estadual em Mato Grosso para definir os representantes do Estado nas fases nacionais. Como envolve todos os municípios, o evento constrói um movimento que potencializa o esporte de inclusão e estimula o acesso de crianças e jovens com deficiência às práticas esportivas por todo o Estado”, destaca.

Sediadas em Cáceres, as competições mato-grossenses serão realizadas no Centro de Referência Paralímpica da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e em outras instalações esportivas do município, que é parceiro da Secel-MT na realização do evento.

As inscrições seguem abertas até 16 de junho e devem ser feitas por meio do preenchimento de formulário online, contendo as informações individuais por atleta. Além disso, cada município deve enviar a ficha de inscrição com assinatura dos participantes, bem como documentos anexos preenchidos, ao e-mail suel@secel.mt.gov.br.

Tanto o formulário online quanto os demais documentos, incluindo os regulamentos geral e específico, estão disponíveis no site www.secel.mt.gov.br/eventos-esportivos.

SECOM/MT

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Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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