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Prefeitura de Cuiabá adquire 30 mil testes rápidos exclusivos para profissionais da saúde

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Da Redação

Cuiabá deve receber, ainda em abril, pelo menos 30 mil testes rápidos para diagnosticar o novo coronavírus (Covid-19). Segundo a informação dada neste sábado (18) pelo secretário municipal de Saúde, Luiz Antonio Possas de Carvalho, o lote foi adquirido da China e será direcionado para os profissionais da saúde, que se encontram na linha de frente no enfrentamento à pandemia. 

Segundo o secretário, além da eficiência, a grande vantagem do teste é a agilidade na apresentação do resultado, levando no máximo 30 minutos para que a análise seja realizada. Possas destaca que uma das principais preocupações do Município é garantir que os profissionais consigam desenvolver suas funções, consideradas essenciais para população, da forma mais tranquila e segura possível. 

O titular da pasta de Saúde reforça ainda que o isolamento social tem sido crucial para o sucesso no trabalho de contensão da transmissão do vírus. Ele afirma que, caso o prefeito Emanuel Pinheiro não tivesse adotado a medida logo de imediato, a projeção era de que, neste momento, Cuiabá estivesse com mais de mil casos confirmados e cerca de 100 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados. 

“Fizemos o dever de casa e estamos começando usufruir dos resultados positivos. A consequência desse esforço é que não estamos com nenhuma vaga de enfermaria ocupada e apenas duas de UTI. O primeiro processo foi o de contensão. Agora, estamos em fase de transição para a etapa de mitigação”, explica o secretário. 

De acordo com Possas, desde janeiro a Prefeitura de Cuiabá vem se preparando para o combate à Covid-19. Para ele, foi esse planejamento que permitiu que a Capital não atingisse as situações negativas enfrentadas por outros grandes centros urbanos. Entras as ações lembradas pelo secretário está o aumento no número de Unidades de Terapia Intensiva nas unidades de saúde municipal. 

“Cuiabá detém o maior número de leitos de UTIs públicos de Mato Grosso, que possui cerca de 400. Temos aproximadamente 220 e vamos subir esse número para 250, totalmente preparados para todos os tipos de atendimento, sempre que necessário. Estamos entre os melhores em estrutura pública de saúde”, avalia. 

 

 

 

 

Foto: Luiz Alves

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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