MACHISMO
Deputado Cattani e o vereador Ademir, de Rosário Oeste: parlamentares têm algo em comum
Vídeo do deputado Gilberto Catani (PL) pedindo desculpas às vacas de sua propriedade causou polêmica
Política
Um vídeo do deputado estadual (MT) Gilberto Cattani (PL) viralizou na imprensa e redes sociais. No vídeo, o parlamentar pede desculpas às vacas de sua propriedade. O registro foi feito no último dia 28, domingo. Textualmente, Cattani diz: “Meninas {vacas}, quero que vocês fiquem sabendo que eu nunca comparei a gestação de vocês com outro animal, ou qualquer coisa nesse sentido”.
Essa atitude machista do parlamentar chocou a sociedade mato-grossense e outros estados que hasteiam bandeira de luta contra qualquer tipo de discriminação e atitude de violência explícita (seja física ou verbal) contra as mulheres. Cattani pode ser alvo de denúncias por parte da OAB/MT, Ministério Público e outras entidades defensoras dos direitos femininos.
Em Mato Grosso, Cattani é comparado ao vereador Ademir Antônio de Figueiredo [Ademir do Marzagão], de Rosário Oeste, que agrediu verbalmente a jornalista Ana Costa, servidora da Prefeitura desse município. Já foi protocolada na Câmara representação por quebra de decoro contra o parlamentar, pedindo a cassação do seu mandato.
Conforme o agronews.tv.br, “o deputado Gilberto Cattani é conhecido por não evitar polêmicas”. Após a mídia inteira estampar o posicionamento truculento do parlamentar do PL [vídeo de desculpas às vacas], Cattani acirrou discussão com o deputado Wilson Santos (PSD) durante sessão plenária, tecendo críticas ao movimento feminista.
Segundo Gilberto Cattani, integrante de Frente Parlamentar em Combate ao Aborto e Defesa da Vida, o movimento pró-aborto legalizado significa licenciar assassinatos de bebês. Nesse ponto, o parlamentar tem razão, posicionamento respaldado pela maioria dos brasileiros. Em síntese, aborto é crime.

ALMT
“Sou pequeno produtor rural. Assim, toda vez que um touro enxerta as vacas, eu posso até fazer de conta que daqui a nove meses vou ter um a mais. Assim é também com uma mulher: é inadmissível, portanto, as pessoas tratarem esse tema como se fosse um amontoado de células. As pessoas chamam de feto, na verdade, para não falar que é uma criança”.
Da redação omatogrosso.com
Política
Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro
O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.
O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.
Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.
“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.
O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.
Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.
O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.
A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.
Investigação sobre R$ 308 milhões
A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.
A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.
Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.
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