CUIABÁ

Reforma e ampliação da 1º etapa do Mercado do Porto entra na reta final

Emanuel Pinheiro convoca população para conferir qualidade da obra

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Foto: Luiz Alves
A obra de reforma e ampliação do mercado ‘Antônio Moisés Nadaf’, popularmente conhecido como Mercado do Porto, localizado às margens do Córrego Oito de Abril, em Cuiabá, está entrando na reta final. A entrega do espaço está programada para o dia 26 de julho. Durante uma vistoria nesta segunda-feira (29), o prefeito Emanuel Pinheiro verificou e atestou o padrão de qualidade da estrutura da obra, que encontra-se na fase de pavimentação do entorno e do estacionamento.
O espaço contará com dois pisos climatizados, sendo 18 estabelecimentos para lanchonetes e 36 lojas diversas. Além disso, serão disponibilizados 21 espaços para os permissionários. “Após a entrega deste novo local, iremos passar para o espaço atual, que será a segunda etapa da obra e será totalmente reformado. O Mercado do Porto não é apenas um centro de comercialização de produtos agrícolas da nossa região, mas também um ícone da culinária, arte, cultura, história e o ponto de encontro da população de Cuiabá, que tem muito orgulho deste espaço. Por isso, resgatar o projeto antigo de 2011, que contou com emendas parlamentares de Blairo Maggi, Neri Geller, Wellington Fagundes, Valtenir Pereira e Carlos Bezerra, é uma prioridade da gestão. Todos eles contribuíram, mas os recursos ficaram parados e as gestões anteriores não deram continuidade. Dentro desse bojo de recursos estavam inclusas a Orla do Porto II, a requalificação do Mercado do Porto e o Cais do Porto, que está sendo licitado.
Esta obra foi além do projeto original, que já era bonito, e os permissionários escolheram um outro projeto que ficou ainda melhor, e a Prefeitura aprovou. Aqui será um ponto da cultura cuiabana e um ponto turístico. Essa obra deveria ter sido feita há mais de 20 anos. Quando assumi, os recursos estavam sendo perdidos, mas conseguimos recuperá-los e hoje a população pode vir aqui conferir uma obra de alto padrão, feita com os melhores materiais, assim como são realizadas as obras da gestão, que não precisam passar por reparos, como é o caso dos nossos viadutos e do HMC (Hospital Municipal de Cuiabá). Eu mesmo fiscalizo as obras entregues pela gestão, ao contrário de alguns gestores que passaram pela Prefeitura e deixaram obras deteriorando”, comentou Emanuel Pinheiro.
O vice-prefeito e secretário de Obras, José Roberto Stopa, destaca que Cuiabá receberá mais uma obra de alto padrão. “Estamos nos momentos finais e agora estamos na fase de acabamento e embelezamento da obra, para entregá-la com qualidade e durabilidade. Vamos concretizar um antigo sonho da população cuiabana. Aqui teremos iluminação LED, asfalto de qualidade, jardinagem, alambrado, calçada e paisagismo. Este será um novo cartão postal da nossa cidade, que merece essa requalificação do Mercado do Porto”, comentou.
O secretário municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo, lembra que as chaves já foram entregues aos permissionários. “Estamos na contagem regressiva e acertando os últimos detalhes com a Secretaria de Obras para a inauguração dessa belíssima obra realizada pela gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, que possui 100% de qualidade. Já entregamos as chaves aos permissionários para que eles possam adiantar as obras de cada um dos seus equipamentos. Estamos dando os toques finais para concluir essa primeira etapa do Mercado do Porto, visando fortalecer a agricultura familiar, o turismo, a tradição e a cultura. Esse mercado será uma referência em nível estadual e do Centro-Oeste. Esse é o compromisso do gestor Emanuel Pinheiro, que está transformando Cuiabá em uma cidade voltada para o Rio Cuiabá. Esse mercado foi muito bem estudado para que, além da beleza, tenhamos a qualificação dos prestadores de serviço, com produtos de qualidade oferecidos a quem visitar o tradicional Mercado do Porto”, disse.
O presidente da Associação do Mercado do Porto, Jorge Antônio Lemos Júnior, ressalta que a ansiedade dos permissionários é muito grande, pois estão esperando há 25 anos por esse momento. “Esse novo Mercado irá beneficiar a todos, pois será mais um ponto turístico e Cuiabá não possui um espaço como este que já existe nas grandes capitais. Emanuel conseguiu resgatar valores de emendas que estavam consideradas perdidas, e Emanuel Pinheiro conseguiu recuperar esses recursos. O novo Mercado do Porto tem mais de 5 mil metros quadrados de obra construída.
Por Fernanda Leite/SECOM
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Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT

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A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.

Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.

Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.

“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.

Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.

“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.

Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.

A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.

Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.

Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.

” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.

Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.

etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas

Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.

A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT



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