REGIÕES CENTRO-NORTE E LESTE

Lucas do Rio Verde e Nova Xavantina sediam etapas de competições escolares mato-grossenses

Jogos Escolares e Jogos Estudantis Mato-grossenses serão realizados de 26 a 31 de maio; aberturas acontecem simultaneamente no dia sexta-feira (26)

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Esporte

Assessoria SECEL-MT

Dando continuidade à edição 2023 dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis Mato-grossenses, a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) realiza mais duas etapas regionais nesta semana. De 26 a 31 de maio, os municípios de Lucas do Rio Verde e Nova Xavantina sediam as competições escolares das regiões esportivas Centro-Norte e Leste, respectivamente.

As solenidades de abertura oficial ocorrem simultaneamente nesta sexta-feira (26.05), às 19h30, nos dois municípios. Em Lucas do Rio Verde, o evento será realizado no Ginásio Municipal Didé Martins, e em Nova Xavantina, será na praça em frente ao Ginásio Municipal José Frederico Fernandes.

As competições prosseguem até a próxima quarta-feira (31.05) com disputas nas modalidades coletivas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol. Equipes de escolas públicas e privadas, compostas por estudantes de 12 a 14 anos, competem nos Jogos Escolares. Já nos Jogos Estudantis as disputas envolvem seleções municipais com estudantes de 15 a 17 anos.

Para cada uma das modalidades e categorias de faixa etária, há equipes masculinas e femininas em busca do título de campeã que garante a vaga na etapa estadual. A realização dos Jogos conta com o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e do município-sede.

Competições em Lucas do Rio Verde

Em Lucas do Rio Verde estarão reunidos estudantes de municípios da região esportiva Centro Norte. Serão 43 equipes competindo nos Jogos Escolares e mais 48 seleções nos Jogos Estudantis.

Ao todo, as delegações contam com mais de 1,1 mil participantes representando os municípios de Cláudia, Feliz Natal, Ipiranga do Norte, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Santa Carmem, Santa Rita do Trivelato, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Tapurah e Vera.

As competições ocorrem em diferentes espaços esportivos da cidade, divididas por modalidade.  O basquetebol será disputado no ginásio da Escola Estadual Ângelo Nadin e o handebol, no ginásio Didé Martins; as partidas de futsal serão realizadas nos ginásios Pimpão e da Escola Municipal Vinícius de Moraes; e os jogos de voleibol, nos ginásios Ernesto Zortéa e da Escola Estadual Dom Bosco.

Competições em Nova Xavantina

Reunindo os municípios da região esportiva Leste, Nova Xavantina recebe cerca de 1,2 mil participantes durante a etapa regional das competições escolares.

Serão 31 equipes escolares e mais 51 seleções representando os municípios de Água Boa, Araguaiana, Barra do Garças, Campinápolis, Canarana, Cocalinho, Gaúcha do Norte, Nova Xavantina, Novo São Joaquim, Pontal do Araguaia, Querência, Ribeirãozinho e Torixoréu.

As partidas de basquete e handebol serão realizadas na quadra da Escola Estadual Militar Tiradentes; e as de futsal e voleibol, no ginásio José Frederico Fernandes, o Fredericão. Também haverá jogos de futsal e voleibol nas quadras das escolas J. R. e Ivo Garcia.

SECOM/MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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