ARTESANATO DE VÁRZEA GRANDE

Inauguração do Centro Cultural do Limpo Grande potencializa turismo e comercialização

CENTRO CULTURAL FOI COMPROMISSO DO PREFEITO KALIL BARACAT E DA PRIMEIRA-DAMA, KIKA DORILÊO BARACAT, COMO FORMA DE POTENCIALIZAR O COMÉRCIO DAS REDES E DE OUTROS ATRATIVOS

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Foto: SECOM VG

O distrito de Limpo Grande ganhou um Centro Cultural que visa devolver oportunidade ao trabalho de tear das artesãs que por séculos tecem verdadeiras obras de artes. A história das redes se confunde com a própria história do Distrito de Limpo Grande e de Várzea Grande e são chamadas de cuiabanas, porque na época que ganharam notoriedade, Várzea Grande ainda era um distrito da Capital de Mato Grosso.

O prefeito Kalil Baracat e a primeira-dama e promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat, além do secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis inauguraram as obras do Centro Cultural Neide Clemente Lemes no distrito do Limpo Grande. A entrega do centro faz parte da comemoração pelo aniversário dos 156 anos de Várzea Grande.

SECOM/VG

“Um ano após o lançamento do projeto, estamos voltando aqui ao distrito do Limpo Grande, juntamente com a primeira-dama, Kika Dorilêo Baracat, e da minha equipe de trabalho para entregar à população desta comunidade, especialmente para a associação das redeiras, esse espaço digno, adequado e que será muito importante para que nossas artesãs exponham seus trabalhos, promovam encontros, simpósios, cursos e também receber os turistas para visitar o local, além de comercializar o artesanato genuíno de Várzea Grande” disse Kalil.

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O prefeito destacou que, com a criação da associação, as redeiras do Limpo Grande, incentivada pela primeira-dama, Kika Dorilêo Baracat, possibilitou que as artesãs tivessem apoio para a participação de feiras importantes dentro e fora do estado de Mato Grosso para a divulgação dos seus trabalhos. “Fico muito feliz em investir na cultura, investindo de forma que as futuras gerações possam dar continuidade nesta tradição fantástica e única no mundo que são as redes e o artesanato produzido aqui no Limpo Grande” pontuou.

Ele sinalizou que o espaço vai ser fomentado pela Associação das Redeiras de Limpo Grande – Tece Arte em conjunto com a Prefeitura de Várzea Grande para realizar eventos que levem as pessoas até o Limpo Grande e possam difundir da melhor maneira que existe toda as informações e valores deste pessoal secular que produz arte, produz riqueza, produz cultura, produz história para a eternidade e para todas as gerações.

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Para o secretário Silvio Fidelis, as ações de valorização das artesãs do Limpo Grande tiveram início muito antes da idealização do Centro Cultural. “Durante esses três anos da gestão Kalil/Hazama, já foram oportunizadas 12 viagens para municípios de Mato Grosso e para outros estados, onde as artesãs do Limpo Grande puderam levar, divulgar e comercializar os trabalhos de Várzea Grande por todo o país” informou.

Fidelis disse ainda que, com ações efetivas da administração, o resgate da cultura tradicional de Várzea Grande pôde florescer e hoje é uma realidade no município.
O evento ainda contou com a presença Maria Lígia Borges Garcia, ex-primeira-dama, esposa do ex-governador de Mato Grosso Garcia Neto (1974/1978), que, com a experiência dos seus 95 anos, elogiou a iniciativa pela inauguração da Casa de Sarita, da construção do Centro Cultural e pela valorização do artesanato centenário do Limpo Grande.

SECOM/VG

Jilaine Maria da Silva, presidente da Tece Arte, Associação das Redeira do Limpo Grande, parabenizou o prefeito Kalil Baracat e sua equipe pela realização do sonho da comunidade local que era um espaço como aquele do Centro Cultural. “Nossa tradição é antiga, atravessa gerações e nossa Associação vai fazer 2 anos e com o incentivo da primeira-dama, juntamente com a equipe do GAAT, conseguimos viabilizar e colocar o trabalho das redeiras do Limpo Grande em evidência nacional” comentou.

A presidente da Tece Arte destacou também a grande conquista que foi a assinatura das peças produzidas pela Associação, que certifica a origem, agregando mais valor às obras. “A assinatura atesta as obras de nosso coletivo formado por 55 mulheres artesãs que compõem a Associação. Lembrando também que a Associação conquistou o Prêmio TOP 100 do SEBRAE em nível nacional, que chancela também a qualidade dos nossos trabalhos”.

Durante a visita ao Centro Cultural, o prefeito Kalil Baracat e a primeira-dama e promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat, contemplaram a pintura ao vivo de um painel do artista plástico Ozires Paulo, bem como o tear sendo executado por artesãs do Limpo Grande.

Antes de concluir, Kalil Baracat lembrou como fundamental a união de todos na busca de soluções e principalmente, no fato, de que a simples assinatura nas redes por parte das artesãs que produzem as mesmas, assegura direito, “pois cada peça é única, pois é feita fio a fio e com detalhes que são definidos pelas tramas que de cada tear”, frisou Kalil Baracat.

Já a primeira-dama, Kika Dorilêo Baracat, assinalou que manter uma tradição secular se tornou uma missão para ela, reconhecendo como brilhante o trabalho realizado pelas artesãs e que tem reconhecimento mundial. “Não podemos deixar uma tradição que vem passando por gerações de pessoas, inclusive de nativos em Mato Grosso deixe de existir, por isso, qualquer iniciativa voltada para potencializar as redes são fundamentais”, frisou ela sinalizando que não faltará por parte da gestão Kalil Baracat determinação e afinco na ajuda para toda e qualquer manifestação cultural.

SECOM/VG

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Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia

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A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.

O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.

A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.

Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.

O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).

Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.

Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:

  • tempo adicional para as avaliações;
  • ambiente com menos estímulos para distraí-los;
  • oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
  • recursos tecnológicos de apoio; e
  • flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.

As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.

Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.

A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.

O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.

Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.

Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba

Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná

Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.

De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).

Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.

O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.

Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.

Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.

Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.

Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.

Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.

Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.

A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.

A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).

Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.

O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.

Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.

No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.

A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.

Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.

Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.

Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.

Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra



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