PENSANDO NO FUTURO

De olho no Paiaguás, ministro Fávaro preconiza avanços em nível federal

O ministro fez questão de assegurar que os produtores representam uma das categorias mais importantes do Brasil, e serão respeitados integralmente.

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Política

Assessoria Ministério da Agricultura e Pecuária

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, externou que governar MT não é uma ideia distante dos seus projetos políticos, pelo contrário: está cada vez mais próxima.

Ético, em nenhum momento o ministro teceu críticas ao atual governo mato-grossense, que reconhece estar fazendo um bom trabalho de reconstrução do Estado. O governador Mauro Mendes cumpre seu segundo mandato.

Fávaro fez essa declaração com convicta segurança de quem já fez o dever de casa: é senador licenciado pelo PSD, cargo que ocupou sequencialmente ao prestígio acumulado no próprio governo estadual (MT), na presidência da Secretaria de Meio Ambiente, e junto a lideranças do agronegócio.

Ser reeleito senador, por ora, é o principal contraponto no projeto não concluso de governar MT, ainda admitiu aos entrevistadores do Roda Viva. O ministro Fávaro garante estar bem relacionado em Brasília, onde tem acumulado experiências importantes para direcionar mais benefícios governamentais a MT e ao restante do país.

“A reeleição ao Senado da República tem prioridade, sim. É fator essencial à formação de novo grupo político, com vistas ao governo estadual. Enfim, em se tratando de política tudo é mutável, e, se acaso me delegarem tal missão, irei cumprir”, disse.

Sem emitir opiniões taxativas, primando mais pelo consensual, o ministro discorreu acerca de temas variados que margeiam a política, em nível nacional. Aposta que haverá maior proximidade entre o agronegócio e o presidente Lula, que frisou estar bem-intencionado em relação aos dilemas e demandas comuns do país.

“O Brasil vive um novo momento, apesar de estar ainda atrelado a práticas antigas, a exemplo de invasões de terra. Aparentemente, podemos visualizar dispersão de ideais de toda ordem, mas tudo se encaixa, se for devidamente analisado. Todo governo iniciante, mesmo que dotado de experiência prática, tende a enfrentar ineditismos problemáticos. As regras, no geral, mudam por conta disso”.

Fávaro citou os malabarismos políticos em torno do arcabouço fiscal, desmatamento, plano safra, exploração de petróleo na Amazônia, Cadastro Rural Ambiental, entre outros temas polêmicos. Falou longamente sobre a importância de preservação do Pantanal mato-grossense e a destinação de recursos bilionários para o bioma.

Sobre a gestão de Jair Bolsonaro, o ministro citou que uma das falhas gritantes do então presidente foi não atender os reclames dos produtores rurais, categoria que o apoiou maciçamente, sendo frustrada parcialmente nos seus anseios.

“Isso ele [Bolsonaro] conquistou por meio de discursos eloquentes, inconsistentes 100% do ponto de vista prático. Soou como música a muitos o desejo de desmatar/lucrar, sem qualquer preocupação com o meio ambiente”.

A boa notícia do ministro Fávaro é que o presidente Lula está centrado em auxiliar quem votou nele e, também, os que não votaram, salienta. Diz que o presidente tem ciência de não ser simpático [ainda] aos olhos do agronegócio, mas é apenas uma questão de tempo.

“Em breve, pelo andar da carruagem, teremos confiança mútua instalada, impondo-se laços fortes, duradouros, entre governo e o agro. O presidente tem consciência dos direitos de qualquer cidadão, e os produtores – mola-mestra da mesa brasileira – se incluem aí”.

O ministro fez questão assim de assegurar que os produtores representam uma das categorias mais importantes do Brasil, e serão respeitados integralmente.

“Deve ser frisado o seguinte: o governo federal é aliado precioso do campo, e não adversário. O governo só não aceita que a área campestre se transforme num cenário de disputa sangrenta, com arsenal armado atentando contra a vida humana. Não é esse o Brasil que queremos, com certeza”.

 

 

 

 

 

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Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares

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Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.

A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.

Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:

  • transporte;
  • moradia;
  • participação social;
  • respeito e inclusão social;
  • participação cívica e emprego;
  • prédios públicos e espaços abertos;
  • comunicação e informação;
  • apoio comunitário e serviços de saúde;
  • segurança dos idosos.

Conselho

O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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