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Com um banho por mês, projeto dá dignidade a moradores de rua

O vereador Renivaldo Nascimento parabenizou o projeto e destacou que os voluntários envolvidos são pessoas comprometidas, que saíram do discurso e da mesmice para colocar a mão à obra e levar dignidade aos moradores de rua. 

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Política

Assessoria Parlamentar
Desde 2017 um grupo de voluntários desenvolve um projeto de oferecer banho para moradores de rua. Atendendo a um convite do vereador Renivaldo Nascimento (PSDB), Marta Cristina Costa e Silva e Rose Ângela Vieira Passos Bueno utilizaram a tribuna da Câmara Municipal para falar sobre o projeto.
Cerca de 2 mil pessoas vivem em situação de rua na capital. São pessoas que são “invisíveis”, ao serem ignoradas quando estão deitadas no chão das ruas e avenidas da região central, ou nos semáforos pedindo dinheiro.
“Muitas vezes as pessoas têm medo delas. Mas são pessoas que estão em situação de extrema vulnerabilidade, não têm como se alimentar ou fazer a higiene básica. Foi pensando em devolver um pouco de dignidade que os amigos passaram a se reunir, e através de doações, promover um banho e refeição”, explicou Rose Ângela.
A presidente da Associação Beneficente do Banho Solidário em Cuiabá, Marta Cristina Costa e Silva, conta que cada ação em levar essa dignidade aos moradores de rua custa em torno de R$ 5 mil. Mantida apenas com recursos próprios desse grupo de amigos, eles conseguem fazer o banho solidário uma vez por mês.
Após a pandemia o desafio se tornou ainda maior, pois houve o aumento de 140% no número de pessoas atendidas pelo projeto.
“Estamos buscando essa visibilidade para agregar mais pessoas para apoiar. Não é só um banho, a gente colocar roupas nas araras para eles escolherem, recebem toalha limpa, kit com sabonete, escova de dente, creme dental servimos a comida em Buffet e não em marmitex para escolherem o que desejam comer. É um ser humano que está ali, que precisa de dignidade”, destacou Marta.
Rose Ângela comentou que um banho, algo muito comum para muitos, mas no caso das pessoas em situação de rua, alguns não tomam uma ducha por mais de dois meses.
“Têm muitas pessoas que foram parar nas ruas por transtorno mental, situações de violência, delinqüência, dependência química e já estão desvinculadas de suas famílias, que não sabem nem como acolher de volta esse parente. Por meio desse projeto, a gente busca conversar, saber mais sobre essa pessoa”.
O vereador Renivaldo Nascimento parabenizou o projeto e destacou que os voluntários envolvidos são pessoas comprometidas, que saíram do discurso e da mesmice para colocar a mão à obra e levar dignidade aos moradores de rua.
“Infelizmente as políticas públicas em Cuiabá e em Mato Grosso não atendem esse segmento, que está se avolumando e uma hora vai estrangular e não estamos enxergando isso. Com apoio, esse projeto pode crescer e poder chegar a retirar pessoas de situação de rua e oferecer apoio psicológico”.

SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá

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Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares

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Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.

A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.

Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:

  • transporte;
  • moradia;
  • participação social;
  • respeito e inclusão social;
  • participação cívica e emprego;
  • prédios públicos e espaços abertos;
  • comunicação e informação;
  • apoio comunitário e serviços de saúde;
  • segurança dos idosos.

Conselho

O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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