RITMO ACELERADO
Governo de MT já investiu R$ 51,6 milhões na obra dos quatro novos Hospital Regionais
A construção das unidades de saúde em Juína, Alta Floresta, Tangará da Serra e Confresa segue em ritmo acelerado
Política
As obras dos quatro novos Hospitais Regionais em construção em Juína, Alta Floresta, Tangará da Serra e Confresa avançam e somam R$ 51,6 milhões em investimentos já realizados. Ainda está previsto um aporte financeiro de R$ 403 milhões para a conclusão das unidades, que devem estar disponíveis para a população a partir de 2024.
“Estamos em ritmo acelerado para entregar aos moradores do interior do Estado hospitais de média e alta complexidade totalmente modernos e com serviço de qualidade. Estas são algumas das dezenas de obras que estão em andamento pela SES”, diz o secretário de Saúde do Estado, Juliano Melo.
A obra do Hospital Regional de Juína foi iniciada em abril de 2022 e recebeu, até o momento, um investimento de R$ 17,3 milhões. No local, já foram executados 14% da construção, com as obras de fundação e execução do muro, a montagem de blocos e pilares da armação, a execução da laje, a terraplanagem, a montagem de usina de concreto e estacas. A aplicação financeira para conclusão da unidade totalizará R$ 116,5 milhões.

Brinquedoteca hospital regional – Créditos – SES/MT

O Hospital Regional do Araguaia, em Confresa, recebeu um aporte financeiro de R$ 10,3 milhões. Na unidade já foram executados 9% dos serviços, sendo finalizados a terraplanagem, o tapume, fundação do muro, a montagem de estacas da edificação principal e periféricas, os canteiros de obras e a fundação de blocos. O hospital receberá um investimento totalizado em R$ 109,1 milhões.
O Hospital Regional de Tangará da Serra está com 6% da obra realizada e já foram aplicados R$ 7,9 milhões para execução da obra. Foram concluídas na unidade a limpeza de terreno, a terraplanagem e a instalação de tapume. Está em andamento no local, o canteiro de obra, a fundação do muro, a construção da viga baldrame, a montagem das estacadas-armação e estacas da fundação, além da execução de blocos. O investimento total no hospital será de R$ 107,9 milhões.


Equipe SES-MT
Estrutura
As novas estruturas contarão com 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI – entre adulto, pediátrico, neonatal e unidade semi-intensiva neonatal – para atendimento na média e alta complexidade.
As unidades também vão ter 10 consultórios médicos, 2 consultórios para atendimento a gestantes, seis salas de centro cirúrgico, além de espaços para banco de sangue, banco de leite materno e realização de exames, como tomografia e colonoscopia.
Outras unidades
Além dos Hospitais Regionais, o Governo do Estado está construindo outras duas unidades hospitalares em Cuiabá: o Hospital Central e o Hospital Universitário Júlio Muller.
Com investimento de R$ 162 milhões, o Hospital Central, cuja construção ficou abandonada por mais de 30 anos, terá capacidade para oferecer 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e 1.400 exames por mês.
Já o Hospital Júlio Muller tem 58,3 mil metros quadrados de área construída. A unidade hospitalar é construída por meio de convênio do Governo com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em um investimento total de R$ 218 milhões, sendo cada parte responsável por metade do valor.

Política
Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro
O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.
O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.
Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.
“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.
O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.
Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.
O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.
A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.
Investigação sobre R$ 308 milhões
A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.
A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.
Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.
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