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Em trabalho remoto, Secretarias de Controle Externo do TCE-MT melhoram desempenho em 13,75%

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Da Redação

Mesmo em trabalho remoto, devido a prevenção contra a pandemia do novo coronavírus (COVID-19), as Secretarias de Controle Externo (Secex) do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) melhoraram o desempenho em 13,75% no mês de março deste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. 

Os dados foram elaborados pela Corregedoria do TCE-MT em relatório parcial encaminhado à presidência da Corte de Contas. “Os números são extremamente positivos. Em meio a uma pandemia, criamos uma força tarefa que tem trabalhado diuturnamente para manter a missão constitucional do TCE. Ao instituir o trabalho remoto, pedimos o apoio e a compreensão dos nossos colaboradores para que se empenhassem ao máximo, mesmo de casa e diante das adversidades, para manter e, quem sabe, melhorar a produtividade. O resultado está sendo união e muito trabalho”, afirmou o presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf. 

O comparativo de março de 2019 para o mesmo período em 2020 apresenta um crescimento de 14,77 pontos percentuais de tramitações dos processos recebidos. 

O relatório da Corregedoria demonstra a atuação no monitoramento das atividades do TCE-MT e que a Corte de Contas continua trabalhando e melhorando o seu desempenho no que se refere ao controle externo, mesmo em trabalho remoto. “O TCE-MT está atento aos fatos e busca a todo momento se adaptar, em termos de metodologia de trabalho, a fim de cumprir a sua missão institucional, que é garantir o direito fundamental ao bom governo mesmo em tempos de crise sanitária”, disse o corregedor-geral, conselheiro do TCE-MT Moises Maciel.

Segundo o conselheiro, está sendo realizada uma análise diária das demandas urgentes dos diversos setores internos da Corte de Contas do Estado a fim de apoiar as atividades de controle externo e manter a eficiência do órgão. Moises Maciel pontuou ainda que a Corregedoria mantém suas atividades em sistema remoto, acompanhando, mesmo à distância, o estoque dos processos das secretarias e gabinetes da Corte de Contas e que, após a quarentena, será avaliada a produtividade de cada unidade durante esse período de suspensão das atividades presenciais do Tribunal de Contas.

Em relação aos processos recebidos, houve uma redução de 6,39% considerando o mesmo período em 2019, número que é justificável visto que todos os órgãos da administração pública foram afetados com a suspensão das suas atividades presenciais.

 

Foto:TCE-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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