BRASÍLIA-DF

Governo de MT assume Br-163; cerimônia foi em Brasília, com a presença do presidente Lula

O governador sublinhou que foram estudadas anteriormente várias alternativas jurídicas para dar fim ao problema gerado pelo não cumprimento dos termos contratuais por parte da Rota do Oeste.

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O governador Mauro Mendes assinou hoje, 4, em Brasília-DF, ao lado do presidente Lula, ministros e várias autoridades de MT e da ala federal, o termo que garante ao Estado a condição de novo concessionário da Br-163, substituindo a Rota do Oeste.

Mendes agradeceu toda a cúpula do governo federal, Judiciário e bancadas estadual e federal na construção do caminho jurídico viável que levou o governo a assumir a Br-163, em decorrência do não cumprimento dos termos contratuais por parte da antiga concessionária Rota do Oeste.

A transferência do controle acionário da Rota do Oeste para a MT Par, empresa mista do Governo de Mato Grosso, foi formalizada na quinta-feira (04.05), em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Transporte, Renan Filho.

A partir de agora, o Governo dá início aos investimentos, no valor de R$ 1,6 bilhão, em dois anos, para melhorias na trafegabilidade da rodovia.

As ordens de serviço serão para recuperação dos trechos da Rodovia dos Imigrantes, Cuiabá-Jangada, Jangada-Rosário Oeste, Nova Mutum-Lucas do Rio Verde e Lucas do Rio Verde-Sinop.

Ao discursar na cerimônia, Mauro Mendes falou sobre a importância da Br-163, detalhando o quanto essa rodovia federal representa para alavancar a economia de MT, via exportação de produtos agropecuários, e mesmo a viabilidade de tráfego seguro para outros estados.

“Acabamos de assinar, junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a autorização para a transferência das ações da Companhia Rota do Oeste para o governo mato-grossense. A Rota do Oeste é a concessionária vencedora de um leilão de 2013, contratada para duplicação de 850 da Br-163 em MT. Alguns problemas ocorreram com essa concessionária, e ela perdeu a capacidade de reformar”.

Segundo Mendes, dada à importância dessa rodovia, o governo apresentou tal impasse junto ao Tribunal de Contas da União e ANTT, passando a trabalhar uma solução menos burocrática e rápida relacionada à ampliação da Br-163.

“É a mais importante rodovia do nosso Estado, pois corta as principais cidades de MT, atingindo diretamente 90% da população. E com apoio do atual governo, foi possível assumir a concessão da 163, após liquidar, com descontos, o passivo acumulado junto a instituições financeiras”.

O governador sublinhou que foram estudadas anteriormente várias alternativas jurídicas para dar fim ao problema gerado pelo não cumprimento dos termos contratuais por parte da Rota do Oeste. “Foi preciso o Estado entrar decisivamente para resolver esse impasse. Queremos dar fim à perda sucessiva de vidas que ocorre nessa rodovia por falta de estruturação adequada. É uma rodovia federal que vai ficar agora 30 anos sob a responsabilidade do governo mato-grossense”.

SECOM/MT

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ALMT participa da elaboração de manuais de orientação sobre violência contra a mulher

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, participa da elaboração de dois manuais voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Desenvolvidos em parceria com o Governo do Estado, os materiais serão destinados aos profissionais da comunicação e da segurança pública, com orientações para evitar a exposição das vítimas, a reprodução de comportamentos violentos e a divulgação sensacionalista de casos de violência doméstica e feminicídio. A previsão é que os documentos sejam concluídos até o final de novembro.

A parceria envolve, além da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras instituições.

A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, comandado pela delegada da Polícia Civil Mariell Antonini, e reúne instituições da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para desenvolver os materiais, foi criado um grupo de trabalho responsável por estabelecer diretrizes de comunicação e medidas preventivas relacionadas ao chamado efeito copycat, expressão utilizada para definir a possível imitação de comportamentos violentos após a ampla divulgação de determinados crimes.

Segundo Mariell Antonini, a preocupação surgiu a partir de estudos que apontam a possibilidade de determinados crimes serem reproduzidos após receberem grande repercussão, especialmente quando a divulgação apresenta detalhes excessivos sobre a violência praticada.

“Dependendo da notícia, da veiculação de uma informação pelos canais de comunicação, pela mídia em geral, é possível que haja uma replicação, um efeito imitador daquela conduta nas semanas seguintes aos fatos”, explicou a delegada.

A procuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que a participação da Casa de Leis ocorreu desde os estudos iniciais até a elaboração dos protocolos, manuais, guias, cartilhas e estruturação das capacitações. O trabalho contou também com a contribuição técnica da jornalista Deisy Boroviec, profissional de comunicação da Assembleia com experiência na temática da violência de gênero.

“A Assembleia Legislativa não participou apenas formalmente do grupo de trabalho. Contribuiu efetivamente para a construção de instrumentos que buscam transformar a comunicação em uma ferramenta de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Francielle.

Imprensa e segurança pública – O manual destinado à imprensa terá caráter orientativo, respeitando a liberdade de imprensa e a independência editorial dos veículos. Entre as recomendações estão evitar a culpabilização das vítimas, a romantização dos crimes, a exposição desnecessária de detalhes da violência e expressões que possam justificar as agressões.

Já o documento voltado às forças de segurança, especialmente às polícias Civil e Militar, apresentará orientações para pronunciamentos oficiais, preservação das investigações, proteção das vítimas e familiares e cuidados com a divulgação de informações sobre os crimes.

“A publicação vai abordar os cuidados necessários para preservar a dignidade das vítimas, evitar a exposição dos filhos e demais familiares e garantir que a divulgação das ocorrências não comprometa investigações ou provas. Também estão previstas recomendações sobre a preservação dos locais de crime e o respeito à cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que assegura a integridade das provas durante a investigação criminal”, descreveu a delegada.

Segundo Mariell Antonini, a forma como os casos são apresentados à sociedade pode influenciar comportamentos e contribuir para a naturalização da violência.

“A imprensa tem um importante papel de transformação. O que nós precisamos mudar na nossa sociedade é a cultura, essa cultura de naturalização da violência contra a mulher. Por isso, precisamos trabalhar com todos os atores que possam colaborar”, ressaltou a delegada.

Para a procuradora Francielle, a proposta não é limitar a divulgação das ocorrências, mas oferecer referências técnicas que permitam informar com responsabilidade e dar visibilidade aos mecanismos de denúncia e proteção.

“Não basta que a sociedade saiba que uma mulher foi vítima de violência. É fundamental que compreenda a gravidade do crime, reconheça os sinais de risco e saiba onde buscar ajuda. A notícia precisa informar sem transformar a violência em espetáculo”, enfatizou.

Capacitação – Além da elaboração dos documentos, a Procuradoria Especial da Mulher organiza uma capacitação prevista para novembro, na sede da ALMT, nas modalidades presencial e virtual. A data ainda será definida.

A formação será direcionada a jornalistas, assessores de imprensa, publicitários, comunicadores institucionais, influenciadores digitais e demais profissionais que atuam na produção e divulgação de informações. O objetivo é apresentar orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes contra mulheres, o uso adequado da linguagem e a prevenção da revitimização.

A modalidade virtual permitirá a participação de profissionais do interior do estado, com a possibilidade de articulação das Procuradorias da Mulher existentes nas Câmaras Municipais.

“Queremos oferecer uma formação que vá além da apresentação dos manuais, com orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes de violência contra a mulher, a prevenção dos riscos associados ao efeito copycat e a preservação da dignidade das vítimas”, explicou a procuradora.

A Procuradoria Especial da Mulher também pretende utilizar a Escola do Legislativo, a TV Assembleia e os canais digitais da Casa de Leis para ampliar as ações educativas e levar informações à população.

Para Francielle Brustolin, a iniciativa reforça o compromisso da ALMT com a prevenção, o acolhimento das vítimas e o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.

“A transformação cultural começa quando deixamos de justificar a violência, passamos a reconhecer seus primeiros sinais e assumimos coletivamente a responsabilidade de combatê-la”, disse.

Após a conclusão, os dois manuais deverão ficar disponíveis na plataforma mulher.mt.gov.br⁠, para consulta dos profissionais e da sociedade.

O portal também disponibiliza vídeos informativos de curta duração, com orientações sobre como identificar situações de violência doméstica, buscar atendimento e contribuir para a prevenção.

Fonte: ALMT – MT



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