PROJETOS SOCIAIS E ESPORTIVOS

Secel publica resultado final do edital Pontos de Esporte e Lazer

Secel publica resultado final do edital Pontos de Esporte e Lazer

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) divulgou nesta terça-feira (02.05) o resultado final da seleção do edital Pontos de Esporte e Lazer. Com investimento de R$ 1,6 milhão, a seleção pública premia 40 projetos sociais na área esportiva de diferentes municípios mato-grossenses. Cada projeto selecionado receberá o valor de R$ 40 mil.

“Pontos de Esporte e Lazer é um programa que nos orgulha muito, pois é fundamental para que os projetos sociais e esportivos funcionem de forma eficiente, mudando a vida de muita gente”, enfatiza o titular da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

Dentre as instituições contempladas estão a Sendero Capoeira e a Associação dos Surdos, ambas de Cuiabá, Futsal sem Drogas, de Várzea Grande, Instituto Desportivo Presbiteriano, de Alta Floresta, Centro de Reabilitação Louis Braille, de Rondonópolis, Associação Atlética, de Itaúba, Instituto Germinando Sons, de Campo Verde, e Associação Mestre Maizena, de Canarana. A lista completa está disponível no site www.secel.mt.gov.br/editais (link direto AQUI).

Foram selecionadas propostas desenvolvidas nos mais diversos campos, como esporte de inclusão, combate às drogas, cidadania e educação, descobrimento de novos talentos esportivos, dentre outros. As ações atendidas abrangem variadas modalidades, que incluem atletismo, arqueirismo, boxe, capoeira, futebol, vôlei, karatê, judô e handebol. Também foram beneficiadas práticas paradesportivas.

Pela terceira vez, desde que lançou a primeira edição em 2020, o Governo do Estado ampliou os valores e a quantidade de organizações beneficiadas com o prêmio.

“Começamos com um orçamento de R$ 375 mil e agora chegamos a R$ 1,6 milhão para atender as organizações que desenvolvem projetos esportivos de interesse social e coletivo em Mato Grosso. Agora, além de mais instituições, cada uma vai receber um valor maior. E com toda certeza, é interesse do Governo de Mato Grosso que os Pontos de Esporte se ampliem ainda mais, ajudando a descentralizar as políticas públicas esportivas e sociais por todo o Estado”, conclui Jefferson.

Secom/MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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