CUIABÁ

Pedal Ecológico da Semob une esporte e solidariedade e arrecada cerca de 1,6 tonelada de alimentos

Quase 500 ciclistas saíram do Parque das Águas em direção à comunidade Coxipó do Ouro, neste domingo (30)

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Esporte

DAVI VALLE

A 5ª edição do Pedal Ecológico da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) reuniu, neste domingo (30), quase 500 ciclistas que, logo às 6h, saíram do Parque das Águas em direção à comunidade Coxipó do Ouro. O evento, que já se consolidou como uma tradição esportiva em Cuiabá, resultou na arrecadação de cerca de 1,6 tonelada de alimentos.

O percurso de 28 quilômetros foi dividido entre: 12 quilômetros de trajeto pavimentado e outros 16 quilômetros de estrada vicinal. Para este ano, além de uma confraternização com almoço e música ao vivo, a Semob ainda realizou o sorteio de quatro bicicletas profissionais e diversos outros brindes aos participantes.

O Pedal Ecológico é uma edição especial do tradicional “Pedal da Semob”, que acontece todas às terças-feiras. Semanalmente, os ciclistas se reúnem na Orla do Porto, sempre às 20h, e percorrem de 23 a 25 quilômetros pelos principais pontos turísticos da cidade. O secretário de Mobilidade Urbana, Juares Samaniego, celebrou o engajamento dos cuiabanos no evento.

“Temos observado que a cada edição, conseguimos reunir um número maior de participantes, chegando neste ano a quase 500 pessoas. É um número importante, pois a gestão Emanuel Pinheiro tem se dedicado para ofertar à população eventos que promovam o lazer, o esporte, a integração social e, nesse caso, a solidariedade”, disse Samaniego.

O coordenador do Pedal Ecológico da Semob, Raimundo Ribeiro, destacou que para realização desta 5ª edição, o evento contou com a parceria de empresas privadas. Relatou ainda que a mais de 1,6 tonelada de alimentos será transformada em cestas básicas e nas próximas semanas a secretaria irá se organizar para efetuar as doações.

“Vamos buscar a Secretaria de Assistência Social e a nossa primeira-dama Marcia Pinheiro, para fazer a entrega àqueles que precisam da nossa ajuda. É importante agradecer também os nossos parceiros, vereador Paulo Henrique, Ciclo Machado, Nilson Cortinas e S2 Bike Shop Cuiabá, que nos ajudaram com as bicicletas para os sorteios”, finalizou Raimundo.

SECOM/CUIABÁ

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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