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Secel abre inscrições para capacitação e pesquisa sobre empreendedorismo negro

Eventos são gratuitos e serão realizados nos dias 02 e 04 de maio

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) está com inscrições abertas para as atividades dos projetos Mato Grosso Criativo na Estrada e Báyò, que nesta etapa serão realizados em Cuiabá, dia 02 de maio, e Várzea Grande, em 04 de maio. Os encontros presenciais são gratuitos ao público.

O projeto Mato Grosso Criativo na Estrada oferece palestras, oficinas, mentorias e consultorias para o público que atua nas artes e negócios criativos. Já o Báyò tem o objetivo de fomentar e fortalecer o empreendedorismo negro no Estado, e é desenvolvido na Secel via edital aprovado pelo Governo Federal.

Em Cuiabá, o evento ocorrerá no Palácio da Instrução, no dia 02 de maio. Já no dia 04 de maio será em Várzea Grande, no Centro Cultural Orla da Alameda. Os encontros serão realizados à noite, das 19h às 22h.

A programação conta com palestra sobre economia criativa e negócios de impacto sociocultural. Além disso, haverá realização de pesquisa diagnóstica do Báyò, com o objetivo de identificar os empreendedores negros e seus negócios criativos e/ou socioculturais no Estado.

Outros municípios que já receberam esses encontros são Poconé, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Chapada dos Guimarães, Cáceres e Vila Bela, Rondonópolis e Barra de Garças.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelos links abaixo.
Cuiabá: https://www.sympla.com.br/evento/cuiaba-mt-criativo-na-estrada-bayo/1970022
Várzea Grande: https://www.sympla.com.br/evento/varzea-grande-mt-criativo-na-estrada-bayo/1970069

Mais informações:
Telefone: (65) 3613 0240 / 9 8462 9667
E-mail: mtcriativo@secel.mt.gov.br

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Horta escolar transforma plantio e colheita em aprendizado na zona rural de VG

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Aprender colocando a mão na terra, acompanhando o crescimento das plantas e descobrindo de onde vêm os alimentos que chegam à mesa. É dessa forma que os alunos da EMEB Benedito Abraão, localizada na região rural do Formigueiro, em Várzea Grande, participam de uma ação pedagógica que transforma os espaços da própria escola em ambientes de aprendizagem.

Desenvolvida regularmente ao longo do ano pela direção da unidade, em conjunto com professores, Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs), Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs) e demais profissionais, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A proposta envolve os estudantes em diferentes etapas, desde o plantio e os cuidados com a horta e os demais cultivos até a tão esperada colheita. Entre os alimentos produzidos na escola estão mandioca, abacaxi, abóbora, verduras e outros produtos que, depois de colhidos, também podem complementar as refeições servidas aos próprios alunos.

A atividade não tem uma data específica para acontecer. É a própria natureza que determina o calendário. Quando um alimento está pronto para ser retirado da terra ou colhido, a equipe aproveita o momento para transformar a experiência em uma atividade educativa.

Segundo a diretora da EMEB Benedito Abraão Nassarden, Rosalina Costa Santos, os alunos acompanham esse processo de perto.

“Não temos um dia específico, porque tudo depende do tempo de cada plantação. Temos mandioca, abacaxi, horta e outros cultivos. Quando percebemos que está pronto para colher, levamos as crianças e fazemos esse trabalho com elas. O abacaxi, por exemplo, foi plantado no começo do ano e agora começou a amadurecer. Então, assim que encontramos os frutos maduros, já fazemos a colheita com os alunos”, explicou a diretora.

A participação envolve principalmente estudantes do 3º, 4º e 5º anos do período matutino, mas o trabalho faz parte da rotina pedagógica da unidade e mobiliza toda a comunidade escolar. Em algumas atividades, até mesmo os pais dos alunos já participaram das ações de plantio e cultivo.

Por estar localizada na zona rural, a EMEB Benedito Abraão também utiliza a atividade para aproximar os conteúdos escolares da realidade vivenciada pelas crianças e suas famílias, valorizando os conhecimentos e as práticas presentes na própria comunidade.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca que experiências como essa fortalecem uma educação conectada à realidade dos estudantes.

“Quando a escola utiliza o ambiente onde a criança vive como parte do processo de aprendizagem, o conhecimento ganha ainda mais significado. Uma horta pode ensinar ciências, matemática, educação ambiental, alimentação saudável, cooperação e responsabilidade. Em uma unidade da zona rural, essa experiência também valoriza os saberes e a cultura da própria comunidade. É uma aprendizagem que ultrapassa a sala de aula e que as crianças levam para a vida”, ressaltou Maria Fernanda.

Colher, preparar e compartilhar

O resultado do trabalho também chega à cozinha da escola. Os alimentos produzidos são aproveitados pela própria unidade e ajudam a complementar as refeições oferecidas aos estudantes. Quando há mandioca disponível, por exemplo, as cozinheiras podem colher o alimento e utilizá-lo no preparo dos pratos.

A horta recebe cuidados constantes, inclusive com a participação dos estudantes, que ajudam no plantio e na manutenção dos cultivos. Assim, as crianças acompanham todo o percurso do alimento: do preparo da terra ao plantio, do crescimento à colheita e, finalmente, ao consumo.

Em algumas épocas, a produção chega a superar a quantidade necessária para o consumo na escola. Foi o que ocorreu com a plantação de abóboras.

“Neste ano tivemos uma colheita muito boa de abóbora. Produziu bastante e, além do que foi aproveitado aqui, as crianças puderam levar abóboras para casa. É muito gratificante porque eles plantam, acompanham, cuidam e depois veem o resultado de todo esse trabalho”, contou a diretora.

Para a SMECEL, ações como a desenvolvida na EMEB Benedito Abraão demonstram como atividades simples, conectadas ao cotidiano, podem se transformar em importantes ferramentas pedagógicas. Além de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e o respeito ao meio ambiente, a experiência estimula a autonomia, a curiosidade, a cooperação e o sentimento de pertencimento dos estudantes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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