MÃO SOLIDÁRIA NOS CAMINHOS DO AUTISMO
Familiares de menino autista agradecem ao deputado Eduardo Botelho
Presidente da ALMT, Eduardo Botelho sempre teve preocupação para amparar autistas e familiares. Projeto de sua autoria se encontra em fase de implantação nesse sentido
Política
O deputado estadual Eduardo Botelho, presidente da ALMT, foi parabenizado pela família de Pedro, menino autista, pelo seu empenho a favor de quem luta para entender e superar as fases do autismo. O projeto parlamentar que beneficia autistas é assinado por Botelho e Wilson Santos.
Pelo projeto parceiro, ainda em fase de implantação na Assembleia Legislativa, crianças autistas terão maior possibilidade de desenvolver seu potencial por meio de cursos ofertados gratuitamente aos seus familiares, que hoje enfrentam dificuldades para cuidar dos filhos e trabalhar.
Outro item desse projeto faculta aos pais se ausentarem do trabalho – ou trabalhar remotamente – para poder levar os filhos autistas a sessões distintas de terapia.
Já aprovado pelo Parlamento, em outubro último, e sancionado pelo Governo de MT, com prazo regular de 180 dias para seleção de equipe multidisciplinar e adequação dos espaços em hospitais e postos de saúde, o projeto estabelece importante ferramenta auxiliar aos autistas e respectivos familiares.
“Vai possibilitar cuidar das crianças autistas com maior desenvoltura, paralelamente contribuindo para o seu desenvolvimento sem interferir nos compromissos profissionais dos pais”, diz Botelho.
O deputado salienta que o compromisso dos parlamentares também envolve questões do tipo, pois adentra pelo patamar da humanização, tema que deveria pautar todo eixo de trabalho político.
“Com a oferta de cursos específicos, conforme nosso projeto, automaticamente será ampliado o processo de inclusão social e oportunidades a todos os autistas”.
Mesmo defendendo que autismo não é doença, Botelho reconhece que os pais enfrentam desafios enormes para trabalhar e, em paralelo, também cuidar exemplarmente – e amorosamente – dos filhos autistas.
“Quem convive com crianças autistas, ou mesmo adultos, sabe o quanto o autismo exige dedicação diária, por vezes extremada, de cunho realmente amoroso”.
Botelho também defende a imperiosidade de que os autistas sejam considerados sempre pessoas normais e, dessa forma, possam conviver em harmonia entre todas as áreas sociais, sem qualquer tipo de discriminação. Isso é o mais impactante, segundo analisa.
“Nenhum pai de autista gosta de ver seu filho discriminado, ou ser vetado em determinados lugares, principalmente nas instituições educacionais, por se enquadrar [segundo determinados gestores dessas unidades] numa alegada “condição especial”. É quando as escolas alegam não dispor de recursos pedagógicos específicos para receber alunos autistas. Autista é uma criança normal como todas as outras, é preciso cunhar essa cultura país afora. É uma condição, não doença”.
Ele citou o caso do menino Pedro, de quase seis anos. A criança foi diagnosticada com autismo aos dois anos, e, desde então, enfrenta desafios.
“Os pais se esforçam de maneira excepcional, levando-o a sessões de terapia todos os dias. A mãe, Amanda Brito, já não trabalha mais, decisão tomada para acompanhar Pedro nas sessões de psicoterapia, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia psicomotora e equoterapia (com cavalos), etc…”.
A mãe do pequeno Pedro aplaudiu o projeto de Botelho e Wilson Santos. Segundo entende, os cursos de orientação aos familiares vão garantir avanços significativos, além de ofertar aos autistas uma vida digna e mais inclusiva.

Pedrinho
Arquivo Pessoal
O deputado Botelho conhece bem as dificuldades enfrentadas pelos familiares de autistas para garantir o melhor aos seus rebentos.
“Desde que abracei a carreira política, tenho me debruçado sobre essa questão, para que seja oficializada uma Política de Atendimento Integrado à Pessoa com Transtorno de Espectro Autista (TEA). Nosso projeto vai garantir uma série de benefícios aos autistas e familiares, incluindo melhor amparo na Saúde e Assistência Social”.
O parlamentar citou que são mais de 800 crianças convivendo com determinado nível de autismo em MT, o que exige maior atenção das autoridades.
Botelho afirma que o principal obstáculo está na falta de conhecimento. “É isso que vamos mudar”. O presidente da ALMT tem acompanhado de perto a implantação do projeto pelo Governo de MT.
O projeto de lei de sua autoria [e do deputado Wilson Santos] ainda faculta aos pais se ausentarem para dedicar-se às terapias dos filhos autistas, ou trabalhar remotamente.
Abril Azul – Estamos no mês de conscientização sobre o autismo, estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para dar visibilidade ao tema e sensibilizar as pessoas sobre o Transtorno do Espectro Autista – que atinge uma em cada 160 crianças. Neste sentido, os cursos gratuitos aos familiares deverão fomentar a regularidade de estímulos, cuidados para evitar acidentes, entre outros pontos, para ajudar e prestar apoio, especialmente às mães que sonham com a melhor socialização dos filhos especiais.
Política
Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados
O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.
A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.
A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.
Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.
Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.
A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.
Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.
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