ÁGUA EM QUANTIDADE

Após manutenção, abastecimento é retomado em Várzea Grande

REPARO E TROCA DE EQUIPAMENTOS PERMITE A ECONOMIA DE 3 MILHÕES DE LITROS/DIA QUE VÃO VOLTAR AO SISTEMA PARA ATENDER AS DEMANDAS DOS MORADORES POR ÁGUA

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Política

Foto: SECOM VG

O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) informa que o abastecimento de água do Sistema 2 foi retomado na madrugada desta terça-feira (18), após uma paralisação programada para manutenção na captação da estrada da Guarita – Captação ETA Júlio Campos que tem capacidade de captar, tratar e distribuir 380 litros de água por segundo ou 38,2 milhões litros/dia.

A paralisação ocorrida na segunda-feira (17) foi necessária para reparo na tubulação da adutora da captação, que estava levando a perda de 35 litros de água por segundo, ou mais de três milhões de litros dia.

O prefeito Kalil Baracat, que acompanhou os trabalhos na segunda-feira e hoje pela manhã, frisou que o DAE/VG trabalhou dentro do esperado, promovendo uma paralisação programada, reparando o sistema e colocando o mesmo novamente em funcionamento para uma menor paralisação, menor prejuízo para os consumidores e retomada do abastecimento em 100%, ou seja, sem perdas.

SECOM/VG

Desde o início da manhã, as equipes do DAE-VG concentraram esforços no sentido do menor tempo de paralisação possível até o restabelecimento 100% do abastecimento do Sistema 2, que compreende também a Estação de Tratamento de Água (ETA) Júlio Campos.

“A captação da Estrada da Guarita voltou a funcionar nesta madrugada e, após recuperar o nível dos reservatórios, iniciamos o abastecimento dos bairros atendidos pelo Sistema 2, conforme o cronograma da região”, explicou o diretor-presidente do DAE-VG, Carlos Alberto Simões de Arruda.

SECOM/VG

Vale ressaltar que, por ter sido paralisado, o sistema necessita de até 12 horas para o restabelecimento de toda sua capacidade, frisando que o Sistema 2 é um dos mais antigos e vem recebendo investimentos para retomar sua capacidade plena por já funcionar de forma limitada.

SECOM/VG

As regiões do Sistema 2 que serão abastecidas nesta terça-feira (18) são: Imperial, Residencial São Mateus, José Carlos Guimarães, Jardim Esmeralda, Jardim Alá, Jacarandá, Jequitibá, Solares do Tarumã, Veredas, Asa Bela, Vila Nova, Jardim dos Estados, Celestino Henrique, Parque Atlântico, Nair Sacre, Santa Isabel e Asa branca.

O DAE/VG trabalha com a expectativa de que na madrugada desta quarta-feira, 100% do Sistema 2 esteja abastecendo aos bairros que compõem o mesmo com a devida intermitência.

SECOM/VG

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ALMT participa da elaboração de manuais de orientação sobre violência contra a mulher

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, participa da elaboração de dois manuais voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Desenvolvidos em parceria com o Governo do Estado, os materiais serão destinados aos profissionais da comunicação e da segurança pública, com orientações para evitar a exposição das vítimas, a reprodução de comportamentos violentos e a divulgação sensacionalista de casos de violência doméstica e feminicídio. A previsão é que os documentos sejam concluídos até o final de novembro.

A parceria envolve, além da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras instituições.

A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, comandado pela delegada da Polícia Civil Mariell Antonini, e reúne instituições da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para desenvolver os materiais, foi criado um grupo de trabalho responsável por estabelecer diretrizes de comunicação e medidas preventivas relacionadas ao chamado efeito copycat, expressão utilizada para definir a possível imitação de comportamentos violentos após a ampla divulgação de determinados crimes.

Segundo Mariell Antonini, a preocupação surgiu a partir de estudos que apontam a possibilidade de determinados crimes serem reproduzidos após receberem grande repercussão, especialmente quando a divulgação apresenta detalhes excessivos sobre a violência praticada.

“Dependendo da notícia, da veiculação de uma informação pelos canais de comunicação, pela mídia em geral, é possível que haja uma replicação, um efeito imitador daquela conduta nas semanas seguintes aos fatos”, explicou a delegada.

A procuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que a participação da Casa de Leis ocorreu desde os estudos iniciais até a elaboração dos protocolos, manuais, guias, cartilhas e estruturação das capacitações. O trabalho contou também com a contribuição técnica da jornalista Deisy Boroviec, profissional de comunicação da Assembleia com experiência na temática da violência de gênero.

“A Assembleia Legislativa não participou apenas formalmente do grupo de trabalho. Contribuiu efetivamente para a construção de instrumentos que buscam transformar a comunicação em uma ferramenta de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Francielle.

Imprensa e segurança pública – O manual destinado à imprensa terá caráter orientativo, respeitando a liberdade de imprensa e a independência editorial dos veículos. Entre as recomendações estão evitar a culpabilização das vítimas, a romantização dos crimes, a exposição desnecessária de detalhes da violência e expressões que possam justificar as agressões.

Já o documento voltado às forças de segurança, especialmente às polícias Civil e Militar, apresentará orientações para pronunciamentos oficiais, preservação das investigações, proteção das vítimas e familiares e cuidados com a divulgação de informações sobre os crimes.

“A publicação vai abordar os cuidados necessários para preservar a dignidade das vítimas, evitar a exposição dos filhos e demais familiares e garantir que a divulgação das ocorrências não comprometa investigações ou provas. Também estão previstas recomendações sobre a preservação dos locais de crime e o respeito à cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que assegura a integridade das provas durante a investigação criminal”, descreveu a delegada.

Segundo Mariell Antonini, a forma como os casos são apresentados à sociedade pode influenciar comportamentos e contribuir para a naturalização da violência.

“A imprensa tem um importante papel de transformação. O que nós precisamos mudar na nossa sociedade é a cultura, essa cultura de naturalização da violência contra a mulher. Por isso, precisamos trabalhar com todos os atores que possam colaborar”, ressaltou a delegada.

Para a procuradora Francielle, a proposta não é limitar a divulgação das ocorrências, mas oferecer referências técnicas que permitam informar com responsabilidade e dar visibilidade aos mecanismos de denúncia e proteção.

“Não basta que a sociedade saiba que uma mulher foi vítima de violência. É fundamental que compreenda a gravidade do crime, reconheça os sinais de risco e saiba onde buscar ajuda. A notícia precisa informar sem transformar a violência em espetáculo”, enfatizou.

Capacitação – Além da elaboração dos documentos, a Procuradoria Especial da Mulher organiza uma capacitação prevista para novembro, na sede da ALMT, nas modalidades presencial e virtual. A data ainda será definida.

A formação será direcionada a jornalistas, assessores de imprensa, publicitários, comunicadores institucionais, influenciadores digitais e demais profissionais que atuam na produção e divulgação de informações. O objetivo é apresentar orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes contra mulheres, o uso adequado da linguagem e a prevenção da revitimização.

A modalidade virtual permitirá a participação de profissionais do interior do estado, com a possibilidade de articulação das Procuradorias da Mulher existentes nas Câmaras Municipais.

“Queremos oferecer uma formação que vá além da apresentação dos manuais, com orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes de violência contra a mulher, a prevenção dos riscos associados ao efeito copycat e a preservação da dignidade das vítimas”, explicou a procuradora.

A Procuradoria Especial da Mulher também pretende utilizar a Escola do Legislativo, a TV Assembleia e os canais digitais da Casa de Leis para ampliar as ações educativas e levar informações à população.

Para Francielle Brustolin, a iniciativa reforça o compromisso da ALMT com a prevenção, o acolhimento das vítimas e o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.

“A transformação cultural começa quando deixamos de justificar a violência, passamos a reconhecer seus primeiros sinais e assumimos coletivamente a responsabilidade de combatê-la”, disse.

Após a conclusão, os dois manuais deverão ficar disponíveis na plataforma mulher.mt.gov.br⁠, para consulta dos profissionais e da sociedade.

O portal também disponibiliza vídeos informativos de curta duração, com orientações sobre como identificar situações de violência doméstica, buscar atendimento e contribuir para a prevenção.

Fonte: ALMT – MT



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