TÍTULOS DE PROPRIEDADE EM CUIABÁ
Botelho comemora a entrega de 314 escrituras no Tijucal
Botelho afirma que mais de mil escrituras serão entregues proximamente na região do Grande CPA. E acrescenta que a obtenção do título de propriedade das terras é fator de dignidade para o ser humano. “Estamos nessa luta ao lado deles”, frisa.
Política
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho, comemorou nesse final de semana a entrega de 314 escrituras de terra aos moradores do bairro Tijucal. Tratava-se de sonho antigo dos habitantes da comunidade cuiabana, conforme depoimentos dos beneficiados pela regularização dos lotes que ocupam há décadas.

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Botelho adiantou que mais mil títulos de propriedade serão entregues nos próximos dias aos habitantes do CPA, igualmente ansiosos para ter em mãos tal documento. “Estamos nos mobilizando continuamente para tudo dar certo”, garantiu.
Segundo o deputado, ter o título de propriedade da terra é um direito de todos os cidadãos, pois faculta o acesso aos programas sociais do governo e demais serviços públicos. Legalizado o lote, ele passa a existir oficialmente perante o município, o Estado e a ala federal do governo.
“Sabendo disso, da angústia de quantos lutam para obter seu título, é que temos nos desdobrado para a regularização fundiária urbana se tornar uma realidade em Cuiabá e em outros municípios de MT”, enfatiza.
Botelho ainda agradeceu a importante colaboração do Tribunal de Justiça para que os títulos pudessem ser entregues 100% gratuitamente, levando-se em conta a condição humilde dos moradores. “O TJ firmou conosco uma importante parceria nesse sentido”.
Para o presidente do Intermat, Serafim Barros, a entrega dos títulos só foi possível de ser consolidada porque o deputado Eduardo Botelho arregaçou as mangas em prol da comunidade do Tijucal.

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“Se não fosse o apoio e a parceria sadia que temos com a ALMT, através do presidente Eduardo Botelho, nós não teríamos registrado mais esse sucesso. Graças a essa parceria, esse empenho de muita responsabilidade do parlamentar Botelho, não teríamos avançado. É uma realização que abrange a todos”.
As palavras de Serafim fazem coro com as dos moradores que, agora, têm seu título de propriedade. Felicidade é pouco para exprimir o que sentem, disseram.
“Eu jamais poderia ter em mãos minha escritura se não fosse o importante apoio que sempre tivemos do deputado Eduardo Botelho. É um aliado das minorias sociais, nunca nos abandonou”, declarou Anália Nascimento.
Liderança na região, Anália disse que ter o título definitivo da propriedade vem ao encontro de sua expectativa e de centenas de moradores do Tijucal.
“Temos orado muito para que o deputado Botelho consiga ir bem mais além nos seus passos públicos, posto que sua dedicação extremada – voltada às categorias mais humildes da sociedade – é um fato inédito em várias histórias políticas do Estado. Botelho tem sensibilidade humana destacada, é fato. Não se acovarda em lutar lado a lado pelos mais fracos, dos que não têm voz ativa perante as instituições públicas, a fim de reivindicar seus direitos”.

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Anália acrescentou que a entrega dessas escrituras veio num momento de quase desesperança, em face do longo tempo de espera.
“Não é de hoje que lutamos e sofremos para ter esse documento em mãos. Nem tínhamos mais esperanças de garantir nosso direito de propriedade sobre os lotes ocupados. Aí, procuramos o deputado Eduardo Botelho e ele nos socorreu, literalmente. Estendeu-nos sua mão amiga e sincera. A vitória conquistada pelos moradores do Tijucal é graças a ele! Nem temos palavras para agradecer seu gesto de socorro”.
Política
ALMT participa da elaboração de manuais de orientação sobre violência contra a mulher
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, participa da elaboração de dois manuais voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Desenvolvidos em parceria com o Governo do Estado, os materiais serão destinados aos profissionais da comunicação e da segurança pública, com orientações para evitar a exposição das vítimas, a reprodução de comportamentos violentos e a divulgação sensacionalista de casos de violência doméstica e feminicídio. A previsão é que os documentos sejam concluídos até o final de novembro.
A parceria envolve, além da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras instituições.
A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, comandado pela delegada da Polícia Civil Mariell Antonini, e reúne instituições da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para desenvolver os materiais, foi criado um grupo de trabalho responsável por estabelecer diretrizes de comunicação e medidas preventivas relacionadas ao chamado efeito copycat, expressão utilizada para definir a possível imitação de comportamentos violentos após a ampla divulgação de determinados crimes.
Segundo Mariell Antonini, a preocupação surgiu a partir de estudos que apontam a possibilidade de determinados crimes serem reproduzidos após receberem grande repercussão, especialmente quando a divulgação apresenta detalhes excessivos sobre a violência praticada.
“Dependendo da notícia, da veiculação de uma informação pelos canais de comunicação, pela mídia em geral, é possível que haja uma replicação, um efeito imitador daquela conduta nas semanas seguintes aos fatos”, explicou a delegada.
A procuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que a participação da Casa de Leis ocorreu desde os estudos iniciais até a elaboração dos protocolos, manuais, guias, cartilhas e estruturação das capacitações. O trabalho contou também com a contribuição técnica da jornalista Deisy Boroviec, profissional de comunicação da Assembleia com experiência na temática da violência de gênero.
“A Assembleia Legislativa não participou apenas formalmente do grupo de trabalho. Contribuiu efetivamente para a construção de instrumentos que buscam transformar a comunicação em uma ferramenta de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Francielle.
Imprensa e segurança pública – O manual destinado à imprensa terá caráter orientativo, respeitando a liberdade de imprensa e a independência editorial dos veículos. Entre as recomendações estão evitar a culpabilização das vítimas, a romantização dos crimes, a exposição desnecessária de detalhes da violência e expressões que possam justificar as agressões.
Já o documento voltado às forças de segurança, especialmente às polícias Civil e Militar, apresentará orientações para pronunciamentos oficiais, preservação das investigações, proteção das vítimas e familiares e cuidados com a divulgação de informações sobre os crimes.
“A publicação vai abordar os cuidados necessários para preservar a dignidade das vítimas, evitar a exposição dos filhos e demais familiares e garantir que a divulgação das ocorrências não comprometa investigações ou provas. Também estão previstas recomendações sobre a preservação dos locais de crime e o respeito à cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que assegura a integridade das provas durante a investigação criminal”, descreveu a delegada.
Segundo Mariell Antonini, a forma como os casos são apresentados à sociedade pode influenciar comportamentos e contribuir para a naturalização da violência.
“A imprensa tem um importante papel de transformação. O que nós precisamos mudar na nossa sociedade é a cultura, essa cultura de naturalização da violência contra a mulher. Por isso, precisamos trabalhar com todos os atores que possam colaborar”, ressaltou a delegada.
Para a procuradora Francielle, a proposta não é limitar a divulgação das ocorrências, mas oferecer referências técnicas que permitam informar com responsabilidade e dar visibilidade aos mecanismos de denúncia e proteção.
“Não basta que a sociedade saiba que uma mulher foi vítima de violência. É fundamental que compreenda a gravidade do crime, reconheça os sinais de risco e saiba onde buscar ajuda. A notícia precisa informar sem transformar a violência em espetáculo”, enfatizou.
Capacitação – Além da elaboração dos documentos, a Procuradoria Especial da Mulher organiza uma capacitação prevista para novembro, na sede da ALMT, nas modalidades presencial e virtual. A data ainda será definida.
A formação será direcionada a jornalistas, assessores de imprensa, publicitários, comunicadores institucionais, influenciadores digitais e demais profissionais que atuam na produção e divulgação de informações. O objetivo é apresentar orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes contra mulheres, o uso adequado da linguagem e a prevenção da revitimização.
A modalidade virtual permitirá a participação de profissionais do interior do estado, com a possibilidade de articulação das Procuradorias da Mulher existentes nas Câmaras Municipais.
“Queremos oferecer uma formação que vá além da apresentação dos manuais, com orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes de violência contra a mulher, a prevenção dos riscos associados ao efeito copycat e a preservação da dignidade das vítimas”, explicou a procuradora.
A Procuradoria Especial da Mulher também pretende utilizar a Escola do Legislativo, a TV Assembleia e os canais digitais da Casa de Leis para ampliar as ações educativas e levar informações à população.
Para Francielle Brustolin, a iniciativa reforça o compromisso da ALMT com a prevenção, o acolhimento das vítimas e o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.
“A transformação cultural começa quando deixamos de justificar a violência, passamos a reconhecer seus primeiros sinais e assumimos coletivamente a responsabilidade de combatê-la”, disse.
Após a conclusão, os dois manuais deverão ficar disponíveis na plataforma mulher.mt.gov.br, para consulta dos profissionais e da sociedade.
O portal também disponibiliza vídeos informativos de curta duração, com orientações sobre como identificar situações de violência doméstica, buscar atendimento e contribuir para a prevenção.
Fonte: ALMT – MT
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