VÁRZEA GRANDE

Jovens atletas participam da abertura dos Jogos Estudantis

Mais de 800 alunos/atletas de 31 escolas da rede pública e privada participam da competição que vale vaga em outras competições. Os jogos seguem até o dia 24 deste mês de abril.

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Esporte

SECOM VG

Mais de 800 atletas de Várzea Grande participam da etapa municipal dos Jogos Estudantis, que teve sua cerimônia de abertura na tarde desta segunda-feira (10), no Ginásio Poliesportivo Júlio Domingos de Campos (Fiotão). São 31 escolas, da rede pública e privada, competindo nas principais modalidades por equipe: Futsal, Vôlei, Handebol e Basquete. A competição acontece no “Fiotão” e em outros ginásios do município até o dia 24.

Para o prefeito Kalil Baracat, a realização dos Jogos Estudantis em Várzea Grande reforça o compromisso da cidade com o presente e o futuro de sua juventude. “O esporte fez parte da minha vida desde muito novo e foi muito importante em minha formação. São momentos de criar e fortalecer amizades e de aprender sobre valores que levamos para a vida”, disse.

“Queremos que o esporte faça parte da vida dos nossos jovens, por causa de todos os benefícios sociais e de saúde, e os Jogos municipais são uma forma de estimular isso”, afirma o Secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, Sílvio Fidelis.

SECOM/VG

E os participantes também compartilham essa visão do esporte. Poliana Araújo Lima, atleta de Handebol da Escola Estadual Militar Tiradentes, disse que o esporte ajudou a mudar inclusive sua visão de mundo. “O esporte é muito importante, principalmente pela instrução dos professores. Eu era muito parada, mas mudou muita coisa na minha vida, mudou meu preparo físico, minha mentalidade”, disse.

“Eu estava entrando em uma fase de depressão quando comecei a praticar vôlei e o esporte me ajudou muito”, afirmou Douglas dos Santos, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), mas admitiu: “No início eu era ruim, mas a gente melhora”.

Prestigiando a abertura, o Senador Wellington Fagundes desejou sorte aos competidores e reforçou o papel social dessas atividades. “Neste momento, vejo a prática do esporte como uma forma de promover a paz e a integração entre alunos, professores e servidores”.

Jadir Pereira, Superintendente de Esporte e Lazer da Smecel, destacou também o preparo da cidade para receber este e outros eventos do tipo. “Várzea Grande está bem servida de ginásios, de pessoal para trabalhar nos jogos, e hoje temos o Passe Livre, que facilita muito a mobilidade das crianças para a escola, para treinamentos, e isso é muito importante para a cidade”.

SECOM/VG

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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