REFORÇO NA SEGURANÇA

Governador divulga cronograma de nomeação dos classificados em concurso

Datas foram anunciadas durante entrevista ao Podcast MT Conectado

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Política

SECOM/MT

O governador Mauro Mendes divulgou o cronograma de nomeação dos 980 classificados no concurso para a Segurança Pública, realizado no ano passado.

As datas foram anunciadas na manhã desta quinta-feira (06.04), no Podcast MT Conectado, da Secretaria de Estado de Comunicação. O quantitativo que será convocada para a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil foi divulgado na última semana.

“Dia 17 de abril vai publicar o edital de convocação, com os nomes dos classificados. Do dia 24 de abril a 19 de maio é o prazo para entregar os documentos. Terminado o prazo, haverá uma análise de documentos, porque pode haver alguma impugnação, documento recusado, investigação social e critérios legais e do edital. Havendo impugnação, haverá prazo para eventuais esclarecimentos e defesa”, relatou o governador.

Mauro Mendes afirmou que a nomeação para os classificados em cargos na Polícia Militar e Bombeiros irá acontecer na sequência, entre o final de maio e início de julho.

Já para a Polícia Civil a nomeação está prevista para 18 de maio e a posse no dia 16 de junho.

“Fizemos esse concurso pela necessidade de ampliar as nossas forças de Segurança em Mato Grosso, especialmente no interior. Na Polícia Militar, será a primeira vez na história que teremos todas as nossas unidades com o quadro mínimo completo”, disse.

Ainda na entrevista, o governador falou dos investimentos na Segurança, na aquisição de câmeras do programa Vigia Mais MT e sobre a situação das BRs 174 e 163 (assista a íntegra da entrevista no link).

PM E BOMBEIROS 17/04 – EDITAL DE CONVOCAÇÃO
24/04 A 19/05 – PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS
FINAL DE MAIO A INÍCIO DE JULHO – NOMEAÇÃO
POLÍCIA CIVIL 18/05 – NOMEAÇÃO
16/06 – POSSE
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Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT

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Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.

Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.

Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.

O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.

Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.

Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.

Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.

“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.

O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.

As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.

“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.

Fonte: ALMT – MT



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