MEIO AMBIENTE

Várzea Grande assina manifestação de apoio à ampliação do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá

Eliana Rondon, engenheira sanitarista, membro do Núcleo Interdisciplinar de Saneamento Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e primeira-secretária executiva do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá – ME, explicou que a principal vantagem das prefeituras fazerem parte do Comitê é terem acesso a informações e dados que ajudam a administração a como escolher onde e como aplicar os investimentos públicos, além de preservar o mesmo.

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Foto: SECOM VG

O prefeito Kalil Baracat assinou nesta quinta-feira, 30, uma Manifestação de Apoio para ampliação do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá. O convite foi feito ao município dia 13 de março deste ano, pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), autor do projeto Expedição Fluvial no Rio Cuiabá da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e pela primeira-secretária executiva do Comitê, Eliana Beatriz Rondon Lima e outros membros.

A assinatura foi realizada às 14h30 no “Centro Cultural da Orla Alameda Jornalista Paulo Maria Ferreira Leite” –  localizado na Orla da Alameda Júlio Müller, em Várzea Grande.

“Várzea Grande está avançando nas melhorias do tratamento e distribuição de água potável da cidade, assim como do esgoto, contribuindo com a preservação do rio Cuiabá e seus afluentes. Com investimentos da ordem de R$ 90 milhões, a cidade incrementa para melhorar os índices de tratamento de esgoto, saltando de 29% a quase 70%, esperamos que a ampliação ocorra e os municípios do lado direito do rio Cuiabá possam integrar o Comitê”, justifica Kalil Baracat.

O gestor municipal ainda acrescentou que está em construção “uma estação de esgotamento sanitário que vai dobrar o esgoto tratado da cidade. Atualmente 29% do esgoto é tratado e queremos passar para 70%. São investimentos em torno de R$ 90 milhões. Este ano queremos colocar um reator já para funcionar”, afirmou.

Eliana Rondon, engenheira sanitarista, membro do Núcleo Interdisciplinar de Saneamento Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e primeira-secretária executiva do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá – ME, explicou que a principal vantagem das prefeituras fazerem parte do Comitê é terem acesso a informações e dados que ajudam a administração a como escolher onde e como aplicar os investimentos públicos, além de preservar o mesmo.

Foto: SECOM MT

Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá – Foi criado seguindo os parâmetros da Resolução n.º 04/2006, que institui critérios gerais para formação e funcionamento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) no Estado de Mato Grosso.

Tem por objetivo a gestão participativa e descentralizada dos recursos hídricos na bacia hidrográfica, a implementação dos instrumentos técnicos de gestão, harmonização dos conflitos e promovendo a multiplicidade dos usos da água, garantindo a utilização racional e sustentável dos recursos para a manutenção da boa qualidade de vida da sociedade local.

Dentre as atribuições dos comitês está a promoção de debates sobre questões relacionadas aos recursos hídricos; arbitrar conflitos relacionados aos recursos hídricos; aprovar o Plano de Recursos Hídricos na bacia e acompanhar sua execução, estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso de recursos hídricos e sugerir os valores.

Fonte: SECOM VG

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.



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