CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Edna participa de lançamento de campanha e cobra debate sobre a pauta

O lançamento da campanha contou com a presença também de participantes do “Encontro de Parlamentares Petistas”,  e parlamentares de várias partes do país.

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Política

Foto: Assessoria Parlamentar
A vereadora Edna Sampaio (PT) esteve presente à cerimônia de lançamento da quarta edição da campanha contra  a violência política de gênero, realizada em Brasília (DF)  pela Câmara dos Deputados, com a presença das ministras das Mulheres, Aparecida Gonçalves, e da Igualdade Racial, Anielle Franco.
O evento contou com autoridades como a deputada Maria do Rosário (PT-RS) e o presidente da Câmara, Arthur Lira, e parlamentares de diversas partes do país.
Segundo Edna Sampaio, aumentou de 13% para 18% a presença de mulheres na Câmara Federal e também houve crescimento da presença delas nas Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas e, com isso, a questão começou a ganhar maior proporção, com várias situações de agressão (ameaças, cassações de mandato, etc.) a candidatas e mandatárias.
“Tudo isso mostra a necessidade de enfrentar a questão da violência política de gênero, que é mais uma das expressões da violência de gênero. Do mesmo modo que as mulheres são violentadas em suas casas, são assassinadas pelos seus parceiros, também são violentadas nos espaços em que  ocupam posição de poder, tanto no processo de construção de suas candidaturas, quanto no exercício de seu mandato”, disse ela.
A parlamentar está em Brasília desde sexta-feira (24) e protocolou junto aos ministérios de Igualdade Racial, Justiça, Mulheres e Direitos Humanos um dossiê com informações sobre os ataques que tem sofrido na capital.
Entre os documentos está  a queixa-crime protocolada este mês junto à Polícia Federal, onde ela denuncia o vereador por violência política de gênero, diante dos ataques feitos por ele com notícias falsas sobre a exoneração da ex-chefe de gabinete.
Outra queixa-crime, de 2021, protocolada junto à 8ª Vara Criminal de Cuiabá, denuncia-o por injúria racial diante das ofensas e da comparação feita por ele entre Edna Sampaio e a cantora Karol Conká.
Edna lembra que o Brasil é um dos países mais desiguais em termos de participação das mulheres na política e que muitas delas não identificam a violência política de gênero quando ela ocorre.
“Muitas mulheres acham que a política é assim mesmo, que é assim mesmo que se faz, e se naturaliza isso. Mas, na verdade, a mulher está sendo vítima. A violência política de gênero é a forma pela qual os adversários atacam a honra, desestabilizam e produzem adoecimento nas mulheres e podem chegar a interditá-las e afastá-las da política”, afirmou.
 “O lançamento dessa campanha foi um momento muito importante, que marca o enfrentamento a um tipo de violência que, até a pouquíssimo tempo, não tínhamos ainda tipificado em lei, mas que agora já temos um instrumento para bani-la da política e dos espaços de poder”.
“Foi um evento de peso para discutir um tema difícil.  Muitas vezes, a violência é praticada sem ser compreendida como tal e isso dificulta ainda mais o enfrentamento”, disse ela.
O lançamento da campanha contou com a presença também de participantes do “Encontro de Parlamentares Petistas”,  e parlamentares de várias partes do país.
Durante o lançamento da campanha, promovida pela Secretaria da Mulher, foi lançado um livreto sobre o assunto, chamado “O que é Violência Política contra a Mulher?”.
Da Assessoria
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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.



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