TRÁFICO DE DROGAS
Ação integrada da PM e PJC prende suspeitas por tráfico e resgata criança de ambiente insalubre
Os agentes das forças de segurança monitoravam duas residências que seriam de integrantes de facção criminosa no município
Polícia
Uma operação integrada da Polícia Militar e Polícia Judiciária Civil prendeu, na noite desta segunda-feira (27.03), três mulheres por tráfico de ilícito de entorpecentes e apreenderam 31 porções de cocaína e maconha, no município de Cocalinho (907 km de Cuiabá). Na ação, os militares resgataram uma criança que vivia em ambiente insalubre.
Os agentes das forças de segurança monitoravam duas residências que seriam de integrantes de facção criminosa e que serviam como ponto de comercialização de entorpecentes na região.
Durante patrulhamento de rotina em torno dos endereços, as equipes identificaram uma adolescente de 17 anos saindo em uma motocicleta com uma mochila preta nas costas. A jovem foi até a casa de outras integrantes da quadrilha.
No momento da abordagem, a menor portava 20 porções de substância análogas à cocaína, pesando aproximadamente 481 gramas. Já na residência, outras duas mulheres foram identificadas, de 30 e 31 anos, estando uma delas acompanhada do filho de um ano e oito meses.
Em diligência no imóvel, dentro do quarto, as equipes encontraram uma bolsa com nove porções de cocaína, pesando 189 gramas, duas porções de maconha e três aparelhos celulares.
Os policiais constataram um estado de insalubridade na residência, na qual a criança era exposta, sem nenhuma condição de higiene e conforto. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.
Diante do caso, as mulheres e o material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
SECOM/MT
Polícia
Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT
Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.
“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.
O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.
A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.
Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.
“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.
O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.
“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.
Fonte: ALMT – MT
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