MULHERES EM EVOLUÇÃO
Movimento em Várzea Grande envolve sentimento de irmandade
EVENTO DISCUTIU A IGUALDADE ENTRE AS PESSOAS E ABRE PERSPECTIVAS PARA QUE OS HOMENS TAMBÉM PARTICIPEM DAS ATIVIDADES E CONHEÇAM A REALIDADE E AS AÇÕES EM PROL DA PROFISSIONALIZAÇÃO DAS MULHERES
Política
Toda a luta se torna mais forte quando todos se unem em favor de um bem comum. Com esse propósito o Mulheres em Evolução tem atraído, em Várzea Grande, um número expressivo de mulheres em busca de equidade, e cada vez mais fortalecido, o movimento tem envolvido as pessoas num sentimento de irmandade.
“Praticar a sororidade é estabelecer e fortalecer uma rede de apoio às mulheres, ouvindo suas histórias, entristecendo com as suas lutas e aplaudindo as suas vitórias, e este é o sentido do movimento Mulheres em Evolução”, destacou a primeira-dama, Promotora de Justiça Kika Dorilêo Baracat, destacando a sensibilidade do prefeito Kalil Baracat em relação as mulheres e a necessidade de se defender a igualdade como condição imprescindível para uma convivência em sociedade.

SECOM VG
Ela relatou que em cada encontro se surpreende com os depoimentos de mulheres que sofreram com a violência e abandono de seus maridos, de mulheres que venceram o medo e que buscaram apoio da Rede de Proteção para fugir da violência doméstica e de muitas histórias de recomeços e sucesso. “Quando uma mulher sofre, todas sofrem juntas, mas quando uma mulher alcança sucesso nem todas aplaudem, e isso é muito triste, porque a vaidade fala mais alto. A mulher que quer ser respeitada tem que primeiro respeitar a outra mulher, olhar a outra com empatia. Muitas repetem a palavra sororidade, mas não sabem o seu significado, que é irmandade, fraternidade e igualdade, e é exatamente isso que estamos propondo com esse movimento”.

SECOM VG
Kika Dorilêo destacou ainda que seria importante que nos eventos como o de Mulheres em Evolução tivessem também a presença do sexo masculino. “As mulheres participam desses eventos por afinidade, mas ter representação masculina também é muito importante, mostrar para outras pessoas e para a sociedade que os homens também se importam com as causas femininas. Esses movimentos não são para diminuir os homens, mas para que os homens nos vejam como iguais que somos”.

SECOM VG
Com 75 anos Luzia Pedroso da Costa resolveu buscar no artesanato um sentido a mais em sua vida e com a ajuda de outras mulheres hoje têm uma renda a mais com as vendas de seus produtos. “A convite de uma amiga vim conhecer o CRAS do Jardim Glória onde estava sendo ministrado um curso de crochê e resolvi então me inscrever. Não tinha noção nenhuma, mas aos poucos fui aprendendo os pontos e hoje faço tapetes e outros produtos de barbante. Sou grata por essa oportunidade e muito feliz em poder aprender essa atividade”, comentou a senhora destacando que a idade não é empecilho para aprender uma profissão.

SECOM VG
A gerente da unidade social, Dandarra Moraes Varela disse que muitas pessoas da melhor idade participam das atividades dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e que juntas aprendem um ofício, interagem e se fortalecem umas às outras. “E isso só é possível porque a gestão municipal tem priorizado o setor social, e a inserção do Programa Qualifica + VG tem sido fundamental para a realização de diversas oficinas, e muitas delas realizadas aqui em nossa unidade, e muitas delas direcionadas para as mulheres, e de todas as idades”.

SECOM VG

A presidente do Conselho da Mulher, Alexandrina Rodrigues Esquivel, declamou um poema destacando a luta diária da mulher no seu dia a dia, num momento de reflexão e de luta.
Já a vereadora Rosy Prado disse que as mulheres de Várzea Grande estão evoluindo cada vez mais e que estão lutando por seus direitos e, o movimento Mulheres em Evolução veio para fortalecer ainda mais essa luta por igualdade.
A secretária Ana Cristina Vieira disse que cada unidade do CRAS exibe o recorte da Secretaria de Assistência Social, com apresentações dos cursos realizados em suas unidades e sempre de maneira prática. “Cada CRAS apresenta uma mostra de tudo o que foi feito nos cursos oferecidos pelo Qualifica + VG e no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Estamos na terceira etapa do movimento Mulheres em Evolução que teve início no CRAS Cristo Rei, passando pelo CRAS Santa Maria e agora no Jardim Glória. Na próxima semana estaremos na unidade do CRAS São Mateus onde finalizaremos a nossa programação”.
Fonte: Secom/VG
Política
ALMT participa da elaboração de manuais de orientação sobre violência contra a mulher
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, participa da elaboração de dois manuais voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Desenvolvidos em parceria com o Governo do Estado, os materiais serão destinados aos profissionais da comunicação e da segurança pública, com orientações para evitar a exposição das vítimas, a reprodução de comportamentos violentos e a divulgação sensacionalista de casos de violência doméstica e feminicídio. A previsão é que os documentos sejam concluídos até o final de novembro.
A parceria envolve, além da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras instituições.
A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, comandado pela delegada da Polícia Civil Mariell Antonini, e reúne instituições da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para desenvolver os materiais, foi criado um grupo de trabalho responsável por estabelecer diretrizes de comunicação e medidas preventivas relacionadas ao chamado efeito copycat, expressão utilizada para definir a possível imitação de comportamentos violentos após a ampla divulgação de determinados crimes.
Segundo Mariell Antonini, a preocupação surgiu a partir de estudos que apontam a possibilidade de determinados crimes serem reproduzidos após receberem grande repercussão, especialmente quando a divulgação apresenta detalhes excessivos sobre a violência praticada.
“Dependendo da notícia, da veiculação de uma informação pelos canais de comunicação, pela mídia em geral, é possível que haja uma replicação, um efeito imitador daquela conduta nas semanas seguintes aos fatos”, explicou a delegada.
A procuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que a participação da Casa de Leis ocorreu desde os estudos iniciais até a elaboração dos protocolos, manuais, guias, cartilhas e estruturação das capacitações. O trabalho contou também com a contribuição técnica da jornalista Deisy Boroviec, profissional de comunicação da Assembleia com experiência na temática da violência de gênero.
“A Assembleia Legislativa não participou apenas formalmente do grupo de trabalho. Contribuiu efetivamente para a construção de instrumentos que buscam transformar a comunicação em uma ferramenta de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Francielle.
Imprensa e segurança pública – O manual destinado à imprensa terá caráter orientativo, respeitando a liberdade de imprensa e a independência editorial dos veículos. Entre as recomendações estão evitar a culpabilização das vítimas, a romantização dos crimes, a exposição desnecessária de detalhes da violência e expressões que possam justificar as agressões.
Já o documento voltado às forças de segurança, especialmente às polícias Civil e Militar, apresentará orientações para pronunciamentos oficiais, preservação das investigações, proteção das vítimas e familiares e cuidados com a divulgação de informações sobre os crimes.
“A publicação vai abordar os cuidados necessários para preservar a dignidade das vítimas, evitar a exposição dos filhos e demais familiares e garantir que a divulgação das ocorrências não comprometa investigações ou provas. Também estão previstas recomendações sobre a preservação dos locais de crime e o respeito à cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que assegura a integridade das provas durante a investigação criminal”, descreveu a delegada.
Segundo Mariell Antonini, a forma como os casos são apresentados à sociedade pode influenciar comportamentos e contribuir para a naturalização da violência.
“A imprensa tem um importante papel de transformação. O que nós precisamos mudar na nossa sociedade é a cultura, essa cultura de naturalização da violência contra a mulher. Por isso, precisamos trabalhar com todos os atores que possam colaborar”, ressaltou a delegada.
Para a procuradora Francielle, a proposta não é limitar a divulgação das ocorrências, mas oferecer referências técnicas que permitam informar com responsabilidade e dar visibilidade aos mecanismos de denúncia e proteção.
“Não basta que a sociedade saiba que uma mulher foi vítima de violência. É fundamental que compreenda a gravidade do crime, reconheça os sinais de risco e saiba onde buscar ajuda. A notícia precisa informar sem transformar a violência em espetáculo”, enfatizou.
Capacitação – Além da elaboração dos documentos, a Procuradoria Especial da Mulher organiza uma capacitação prevista para novembro, na sede da ALMT, nas modalidades presencial e virtual. A data ainda será definida.
A formação será direcionada a jornalistas, assessores de imprensa, publicitários, comunicadores institucionais, influenciadores digitais e demais profissionais que atuam na produção e divulgação de informações. O objetivo é apresentar orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes contra mulheres, o uso adequado da linguagem e a prevenção da revitimização.
A modalidade virtual permitirá a participação de profissionais do interior do estado, com a possibilidade de articulação das Procuradorias da Mulher existentes nas Câmaras Municipais.
“Queremos oferecer uma formação que vá além da apresentação dos manuais, com orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes de violência contra a mulher, a prevenção dos riscos associados ao efeito copycat e a preservação da dignidade das vítimas”, explicou a procuradora.
A Procuradoria Especial da Mulher também pretende utilizar a Escola do Legislativo, a TV Assembleia e os canais digitais da Casa de Leis para ampliar as ações educativas e levar informações à população.
Para Francielle Brustolin, a iniciativa reforça o compromisso da ALMT com a prevenção, o acolhimento das vítimas e o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.
“A transformação cultural começa quando deixamos de justificar a violência, passamos a reconhecer seus primeiros sinais e assumimos coletivamente a responsabilidade de combatê-la”, disse.
Após a conclusão, os dois manuais deverão ficar disponíveis na plataforma mulher.mt.gov.br, para consulta dos profissionais e da sociedade.
O portal também disponibiliza vídeos informativos de curta duração, com orientações sobre como identificar situações de violência doméstica, buscar atendimento e contribuir para a prevenção.
Fonte: ALMT – MT
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