EVENTO HISTÓRICO
Presidentes de câmaras lotam auditório do TCE-MT para primeira edição do Interage 2023
Também participaram do evento o conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto, o juiz auxiliar da Presidência e gestor de Precatórios do TJMT, Agamenon Alcântara, os deputados estaduais Diego Guimarães e Damiani da TV, o procurador do Ministério Público de Contas (MPC), Willian de Almeida Brito. O encontro está sendo transmitido ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2) e pelo Canal do TCE-MT no YouTube.
Política
Pela primeira vez na história, presidentes de câmaras e vereadores de 109 municípios lotaram o auditório Liu Arruda durante o Interage TCE, nesta quinta-feira (23). Em sua primeira edição de 2023 o evento, realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), foi inteiramente voltado ao legislativo municipal, considerando suas especificidades e a recente renovação das mesas diretoras para o biênio 2023/24.
Foi o que destacou o presidente da Corte de Contas, conselheiro José Carlos Novelli, “Hoje é um dia histórico. Pela primeira vez, reunimos aqui no TCE-MT presidentes de Câmaras Municipais e vereadores para um diálogo franco, capacitação e troca de conhecimento. Mostramos a importância dos legislativos na melhoria da administração e dos serviços prestados ao cidadão. Queremos que os vereadores conheçam e se engajem nos nossos projetos e que voltem para suas cidades com a convicção que o estado tem um Tribunal de Contas avançado e comprometido em apoiar o gestor público.”
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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O presidente anunciou ainda a data do próximo encontro: 27 de abril. “O Interage TCE foi concebido dentro deste novo conceito. No ano passado a avaliação geral foi extremamente positiva. Tanto, que iremos repetir a rodada neste ano, desta vez reunindo todos os prefeitos com os seus relatores. Não me recordo de ter havido um evento similar a este, para dialogar com os gestores públicos.”
Em parceria com a União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), esta edição abrangeu a maior classe política do estado, formada por 1400 parlamentares.
De acordo com o presidente da instituição, Bruno Rios, tendo em vista que muitos destes representantes chegam aos seus cargos sem qualificação própria, a atuação do TCE-MT se torna crucial. “Agradeço principalmente ao presidente José Carlos Novelli, que prontamente atendeu o nosso pedido e realizou esse encontro.
A maioria dos vereadores vem da vida privada, sem conhecimento prévio sobre a representação adequada dos munícipes, das leis orçamentárias ou sobre como fiscalizar e como legislar. Então essa preocupação em qualificá-los é fundamental para o trabalho”, pontuou Rios.
Esta foi a primeira edição do Interage que contou com participação efetiva do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). Na ocasião, a presidente do Judiciário, desembargadora Clarice Claudino da Silva, assinou termo de cooperação com a Corte de Contas para atuação conjunta visando a adimplências de entes públicos em regime especial de pagamento de precatórios.
Representando o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, o secretário-adjunto da Pasta, Fábio Pimenta, reforçou a parceria estadual com a Corte de Contas. “É um trabalho que está alinhado à proposta do governo, voltada à eficiência, simplificação e desburocratização. O Tribunal tem um papel muito importante na disseminação do programa fiscal do estado.”
Durante toda a amanhã, as ações e a forma de atuação das comissões permanentes de Normas e Jurisprudência (CPNJur), de Saúde e Assistência Social (CPSAS) e Meio Ambiente e Sustentabilidade do Tribunal de Contas foram abordadas pelos conselheiros Valter Albano, Guilherme Antonio Maluf e Sérgio Ricardo, respectivamente.
Sobre a programação, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, falou sobre como a iniciativa beneficia todos os setores da gestão pública. “O Interage hoje é um instrumento para unir vereadores e prefeitos. Todos temos o compromisso de fazer uma gestão de eficiência, e nós vamos fazer isso preparados e unidos, por meio do avanço que o Tribunal tem proporcionado.”
Na avaliação do presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Francisco Carlos Amorim Silveira, o Chico 2000, com a redução de erros a fiscalização dos recursos públicos se torna efetiva. “É um conjunto, porque ao estarmos qualificados para fazer a nossa gestão, nós também estaremos qualificados para fiscalizar a gestão do prefeito. Temos diversos temas emblemáticos que precisam ser tratados de perto.”
Este também foi o posicionamento da presidente da Câmara de Nobres, Zilmai Pereira. “Tenho participado de várias capacitações aqui no TCE. Acredito que é muito importante para nós, como vereadores, sabermos administrar uma coisa que não é nossa, que é o recurso público. Então temos que buscar sempre a transparência e fazer tudo do jeito certo, para que amanhã ou depois a gente não venha a sofrer com os erros.”
O Interage
Lançado em 2022, o projeto privilegia o diálogo aberto e franco entre fiscalizador e fiscalizado, reforçando uma das principais metas da gestão de José Carlos Novelli: a aproximação entre Tribunal e municípios. No encontro de hoje, estão sendo abordados temas relacionados à prestação de contas do Poder Legislativo, incluindo questões como verba indenizatória, duodécimo, férias e décimo terceiro dos vereadores. Estão sendo compartilhados ainda os produtos e informações das unidades do TCE-MT que possuem um canal direto com a administração pública municipal, tais como o Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE) e o Sistema Único e Integrado de Execução Orçamentária, Administração Financeira e Controle (SIAFIC-MT).
Também participaram do evento o conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto, o juiz auxiliar da Presidência e gestor de Precatórios do TJMT, Agamenon Alcântara, os deputados estaduais Diego Guimarães e Damiani da TV, o procurador do Ministério Público de Contas (MPC), Willian de Almeida Brito. O encontro está sendo transmitido ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2) e pelo Canal do TCE-MT no YouTube.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
Política
ALMT participa da elaboração de manuais de orientação sobre violência contra a mulher
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, participa da elaboração de dois manuais voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Desenvolvidos em parceria com o Governo do Estado, os materiais serão destinados aos profissionais da comunicação e da segurança pública, com orientações para evitar a exposição das vítimas, a reprodução de comportamentos violentos e a divulgação sensacionalista de casos de violência doméstica e feminicídio. A previsão é que os documentos sejam concluídos até o final de novembro.
A parceria envolve, além da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras instituições.
A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, comandado pela delegada da Polícia Civil Mariell Antonini, e reúne instituições da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para desenvolver os materiais, foi criado um grupo de trabalho responsável por estabelecer diretrizes de comunicação e medidas preventivas relacionadas ao chamado efeito copycat, expressão utilizada para definir a possível imitação de comportamentos violentos após a ampla divulgação de determinados crimes.
Segundo Mariell Antonini, a preocupação surgiu a partir de estudos que apontam a possibilidade de determinados crimes serem reproduzidos após receberem grande repercussão, especialmente quando a divulgação apresenta detalhes excessivos sobre a violência praticada.
“Dependendo da notícia, da veiculação de uma informação pelos canais de comunicação, pela mídia em geral, é possível que haja uma replicação, um efeito imitador daquela conduta nas semanas seguintes aos fatos”, explicou a delegada.
A procuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que a participação da Casa de Leis ocorreu desde os estudos iniciais até a elaboração dos protocolos, manuais, guias, cartilhas e estruturação das capacitações. O trabalho contou também com a contribuição técnica da jornalista Deisy Boroviec, profissional de comunicação da Assembleia com experiência na temática da violência de gênero.
“A Assembleia Legislativa não participou apenas formalmente do grupo de trabalho. Contribuiu efetivamente para a construção de instrumentos que buscam transformar a comunicação em uma ferramenta de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Francielle.
Imprensa e segurança pública – O manual destinado à imprensa terá caráter orientativo, respeitando a liberdade de imprensa e a independência editorial dos veículos. Entre as recomendações estão evitar a culpabilização das vítimas, a romantização dos crimes, a exposição desnecessária de detalhes da violência e expressões que possam justificar as agressões.
Já o documento voltado às forças de segurança, especialmente às polícias Civil e Militar, apresentará orientações para pronunciamentos oficiais, preservação das investigações, proteção das vítimas e familiares e cuidados com a divulgação de informações sobre os crimes.
“A publicação vai abordar os cuidados necessários para preservar a dignidade das vítimas, evitar a exposição dos filhos e demais familiares e garantir que a divulgação das ocorrências não comprometa investigações ou provas. Também estão previstas recomendações sobre a preservação dos locais de crime e o respeito à cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que assegura a integridade das provas durante a investigação criminal”, descreveu a delegada.
Segundo Mariell Antonini, a forma como os casos são apresentados à sociedade pode influenciar comportamentos e contribuir para a naturalização da violência.
“A imprensa tem um importante papel de transformação. O que nós precisamos mudar na nossa sociedade é a cultura, essa cultura de naturalização da violência contra a mulher. Por isso, precisamos trabalhar com todos os atores que possam colaborar”, ressaltou a delegada.
Para a procuradora Francielle, a proposta não é limitar a divulgação das ocorrências, mas oferecer referências técnicas que permitam informar com responsabilidade e dar visibilidade aos mecanismos de denúncia e proteção.
“Não basta que a sociedade saiba que uma mulher foi vítima de violência. É fundamental que compreenda a gravidade do crime, reconheça os sinais de risco e saiba onde buscar ajuda. A notícia precisa informar sem transformar a violência em espetáculo”, enfatizou.
Capacitação – Além da elaboração dos documentos, a Procuradoria Especial da Mulher organiza uma capacitação prevista para novembro, na sede da ALMT, nas modalidades presencial e virtual. A data ainda será definida.
A formação será direcionada a jornalistas, assessores de imprensa, publicitários, comunicadores institucionais, influenciadores digitais e demais profissionais que atuam na produção e divulgação de informações. O objetivo é apresentar orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes contra mulheres, o uso adequado da linguagem e a prevenção da revitimização.
A modalidade virtual permitirá a participação de profissionais do interior do estado, com a possibilidade de articulação das Procuradorias da Mulher existentes nas Câmaras Municipais.
“Queremos oferecer uma formação que vá além da apresentação dos manuais, com orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes de violência contra a mulher, a prevenção dos riscos associados ao efeito copycat e a preservação da dignidade das vítimas”, explicou a procuradora.
A Procuradoria Especial da Mulher também pretende utilizar a Escola do Legislativo, a TV Assembleia e os canais digitais da Casa de Leis para ampliar as ações educativas e levar informações à população.
Para Francielle Brustolin, a iniciativa reforça o compromisso da ALMT com a prevenção, o acolhimento das vítimas e o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.
“A transformação cultural começa quando deixamos de justificar a violência, passamos a reconhecer seus primeiros sinais e assumimos coletivamente a responsabilidade de combatê-la”, disse.
Após a conclusão, os dois manuais deverão ficar disponíveis na plataforma mulher.mt.gov.br, para consulta dos profissionais e da sociedade.
O portal também disponibiliza vídeos informativos de curta duração, com orientações sobre como identificar situações de violência doméstica, buscar atendimento e contribuir para a prevenção.
Fonte: ALMT – MT
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