MEIO AMBIENTE
Secretária de Meio Ambiente destaca licenciamento eficiente para mineração
O evento reúne garimpeiros tradicionais, autoridades da mineração, meio ambiente, desenvolvimento, em âmbito estadual e nacional, e organizações do terceiro setor, acadêmicos e docentes de geologia e engenharia da mineração da UFMT, e políticos em cargos eletivos que querem colaborar na discussão de soluções para o garimpo artesanal de Mato Grosso.
Política
No primeiro dia do Encontro Garimpo Sustentável de Mato Grosso (EGASUS), realizado nesta quarta-feira (22.03), a secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Mauren Lazzaretti, apresentou os pontos da legislação minerária importantes para o setor, e como o órgão ambiental tornou o licenciamento ambiental mais eficiente para o acesso do empreendedor.
“Adotamos uma série de medidas administrativas para reduzir o tempo de resposta da Sema. Saímos de 230 dias, que era o tempo médio de resposta em 2018, para 87 dias hoje. O tempo legal é 180 dias. Então podemos dizer que estamos tornando a produção do estado de Mato Grosso acessível, com um licenciamento concedido num tempo razoável para o cidadão”, destacou a gestora.
Ela contou também que a atuação da Sema é para que as atividades produtivas sejam exercidas com controle ambiental, dentro das regras legais, e com segurança jurídica. Por isso o órgão ambiental atua para fortalecer o processo de licenciamento.
“Aproveitamos esta oportunidade para esclarecer detalhes do complexo arcabouço legal e jurídico aplicado ao processo de licenciamento. Creio que auxiliamos as pessoas respondendo dúvidas sobre quais as restrições e procedimentos utilizados pela Sema, de forma acessível”, avaliou.
Conforme o presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Juliano Boraczynski, o primeiro dia do evento possibilitou uma aproximação dos garimpeiros com o órgão ambiental, o que auxilia na busca pela legalidade. Atualmente, mais de 15 mil famílias vivem da atividade garimpeira no estado, principalmente organizados em cooperativas.
A palestra sob o tema “Arcabouço Legal utilizado pela Sema-MT no Processo de Licenciamento de Atividades Garimpeiras (PLG)” reuniu mais de 300 pessoas no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. A presidente da Comissão de Direito Minerário e de Base Mineral da OAB-MT, Naiara Boscoli Venancio Moraes, foi a moderadora da palestra.
Garimpo Sustentável
O evento reúne garimpeiros tradicionais, autoridades da mineração, meio ambiente, desenvolvimento, em âmbito estadual e nacional, e organizações do terceiro setor, acadêmicos e docentes de geologia e engenharia da mineração da UFMT, e políticos em cargos eletivos que querem colaborar na discussão de soluções para o garimpo artesanal de Mato Grosso.
O 1º EGASUS traz o mesmo nome do Projeto Garimpo Sustentável, realizado pela Metamat, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, e Governo de Mato Grosso e Central das Pequenas Organizações do Estado de Mato Grosso (Cordemato).
A programação continua durante esta quinta e sexta-feira (23 e 24 de março).
Acesse a programação completa no site: https://garimpo.cordemato.org.br

Política
Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro
O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.
O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.
Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.
“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.
O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.
Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.
O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.
A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.
Investigação sobre R$ 308 milhões
A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.
A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.
Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.
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