MATO GROSSO

Valor Bruto da Produção Agropecuária de Mato Grosso é estimado em R$ 204 bilhões para 2023

Receita representa mais de 16% do VBP nacional, estimado em R$ 1,2 trilhão

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Economia

Christiano Antonucci/Secom-MT

O Estado de Mato Grosso segue na liderança da produção agrícola brasileira, e apresenta o maior Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do país. Para 2023, o VBP mato-grossense é estimado em R$ 204,4 bilhões, o que representa 16,4% da receita nacional, estimada em R$ 1,249 trilhão.

O valor é calculado com base nas informações de safras de fevereiro, divulgadas pelo Ministério da Agricultura com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa para 2023 é 3,3% menor em relação ao contabilizado no ano passado em Mato Grosso, quando o VBP foi de R$ 210,8 bilhões. Em relação à produção agrícola brasileira, o Estado representou 18,15% da receita nacional. Os dados são compilados pelo Observatório de Desenvolvimento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

A produção agrícola de Mato Grosso na safra 2021/2022 foi de 87,3 milhões de toneladas de grãos e uso de 20,1 milhões de hectares. Os destaques são a produção de soja, que gerou R$ 104,53 bilhões, R$ 44,39 bilhões do milho, e R$ 24,89 bilhões na pecuária em valor bruto da produção em 2022. O Estado tem 34 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho bovino do país.

A previsão para 2023 é de que as lavouras de milho e soja sejam as propulsoras da receita agropecuária, sendo que a soja representa 44,5% do VBP nacional das lavouras, cuja previsão é de R$ 401 bilhões. A cana-de-açúcar também projeta um crescimento recorde em 2023, o que contribui com o valor total de produção das lavouras neste ano.

Fonte: SECOM/MT

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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