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Tecnologias digitais nos serviços fazendários na pauta de discussão

A secretaria tem modernizado seus serviços para agilizar os processos de atendimento aos contribuintes, melhorando a qualidade e o tempo de resposta

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Economia

SECOM MT

A transformação digital pela qual passa a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), além de trazer mais qualidade e eficiência aos serviços prestados ao cidadão, vai facilitar a rotina dos profissionais da classe contábil. Esse foi o assunto abordado na noite desta quinta-feira (16.03), no evento online organizado pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-MT), com o apoio da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon). A Sefaz participou do evento a convite dos organizadores.

“Um dos propósitos dessa noite é reforçar a parceria com o Sescon-MT e convidar profissionais, empresas, sindicatos e federações a participarem dessa jornada da transformação digital”, disse o chefe do Serviço Integrado de Atendimento ao Contribuinte da Sefaz, Rafael Vieira. O gestor foi convidado pelo sindicato para representar a secretaria e falar sobre essa transformação digital, principalmente no atendimento ao contribuinte, e como ela trará mais eficiência, celeridade e qualidade ao relacionamento com os contribuintes.

De acordo com ele, essa mudança está estruturada em inúmeras ações que serão colocadas em andamento de forma simultânea, de forma que possibilite entregas contínuas. “A maior parte dessas ações visam desburocratizar e simplificar obrigações cadastrais e fiscais exigidas dos contribuintes. Tornar digital a relação do fisco com os cidadãos e contribuintes é outra vertente. Nesse ponto a maior parte do esforço passará por uma mudança de perspectiva: deixarmos de atuar com foco ‘no’ contribuinte e passarmos a trabalhar com a visão ‘do’ contribuinte”.

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O presidente do Sescon-MT, Marco Aurelio Coelho, afirmou que o sindicato está aberto para participar das mudanças, principalmente, das que visam facilitar os processos e diminuir a burocracia.

“A live foi positiva, atingimos o objetivo, principalmente porque defendemos o interesse dos empresários da contabilidade. O Rafael Vieira tem uma grande missão de realizar a transformação do atendimento da Sefaz/MT e esperamos que as mudanças ocorram em benefício do cidadão e contribuinte”, disse o presidente.

Representando a Fenacon, o presidente, Daniel Coêlho, fez uma fala na abertura do evento e parabenizou a iniciativa do debate com a classe contábil. “Inovação e tecnologia é um tema importante, pois é algo que vai facilitar não só para os profissionais da contabilidade, mas para a sociedade, para os contribuintes em geral. Com as mudanças será mais fácil, mais transparente, para o empresário verificar as informações e as obrigações do seu setor junto com a Sefaz”.

Já o diretor do Sescon, Sidinei Amorim, que mediou o debate, ressaltou a importância dessa relação entre o fisco estadual e a classe contábil. “Ficamos muito felizes em saber que a Sefaz tem adotado esse posicionamento de manter um canal aberto com os contadores. Isso é uma relação de confiança que temos buscado não só pela facilidade, mas pela segurança das informações que nós entregamos no nosso dia a dia, nos escritórios, como profissionais da classe contábil”, disse o diretor.

O evento foi realizado de forma online, com transmissão pelos canais da Sefaz-MT e do Sescon-MT no Youtube, e reuniu contadores de todo o estado, empresários e representantes de associações contábeis. Aquelas pessoas que não conseguiram acompanhar a live podem assistir a palestra no Youtube.

FONTE: SECOM/MT

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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