SEFAZ/SESCON
Tecnologias digitais nos serviços fazendários na pauta de discussão
A secretaria tem modernizado seus serviços para agilizar os processos de atendimento aos contribuintes, melhorando a qualidade e o tempo de resposta
Economia
A transformação digital pela qual passa a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), além de trazer mais qualidade e eficiência aos serviços prestados ao cidadão, vai facilitar a rotina dos profissionais da classe contábil. Esse foi o assunto abordado na noite desta quinta-feira (16.03), no evento online organizado pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-MT), com o apoio da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon). A Sefaz participou do evento a convite dos organizadores.
De acordo com ele, essa mudança está estruturada em inúmeras ações que serão colocadas em andamento de forma simultânea, de forma que possibilite entregas contínuas. “A maior parte dessas ações visam desburocratizar e simplificar obrigações cadastrais e fiscais exigidas dos contribuintes. Tornar digital a relação do fisco com os cidadãos e contribuintes é outra vertente. Nesse ponto a maior parte do esforço passará por uma mudança de perspectiva: deixarmos de atuar com foco ‘no’ contribuinte e passarmos a trabalhar com a visão ‘do’ contribuinte”.


SECOM MT
O presidente do Sescon-MT, Marco Aurelio Coelho, afirmou que o sindicato está aberto para participar das mudanças, principalmente, das que visam facilitar os processos e diminuir a burocracia.
Representando a Fenacon, o presidente, Daniel Coêlho, fez uma fala na abertura do evento e parabenizou a iniciativa do debate com a classe contábil. “Inovação e tecnologia é um tema importante, pois é algo que vai facilitar não só para os profissionais da contabilidade, mas para a sociedade, para os contribuintes em geral. Com as mudanças será mais fácil, mais transparente, para o empresário verificar as informações e as obrigações do seu setor junto com a Sefaz”.
O evento foi realizado de forma online, com transmissão pelos canais da Sefaz-MT e do Sescon-MT no Youtube, e reuniu contadores de todo o estado, empresários e representantes de associações contábeis. Aquelas pessoas que não conseguiram acompanhar a live podem assistir a palestra no Youtube.
FONTE: SECOM/MT
Economia
Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008
O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, com disparada do dólar e queda acentuada da bolsa de valores. Nesta sexta-feira (30), a moeda estadunidense avançou cerca de 1% e fechou perto de R$ 5,45, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, aos 167,9 mil pontos.

Na semana, o dólar acumulou valorização superior a 9%, a maior desde a crise financeira de 2008. O principal índice da B3 registrou a pior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19.
No plano nacional, o desempenho dos ativos foi marcado pelos ajustes do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas incertezas sobre a política fiscal brasileira. No cenário internacional, a forte queda de ações de empresas tecnológicas e de inteligência artificial pressionou o dólar e as bolsas de outros países.
Números do dia
- Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%);
- Máxima do dólar no dia: R$ 5,463, por volta das 16h;
- Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%);
- Dólar na semana: +9,15%;
- Ibovespa na semana: -18,12%;
- Dólar em outubro: +5,27%;
- Ibovespa em outubro: -9,88%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sexta-feira em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, no maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 5,463, antes de reduzir parte dos ganhos.
Na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, o dólar acumulou alta de 9,15%, movimento que representa a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.
Em outubro, a moeda estadunidense avançou 5,27%. Com isso, passou a acumular valorização de 0,81% no ano.
Parte da volatilidade registrada na primeira metade do pregão esteve relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio.
A pressão sobre o real também foi influenciada pela reavaliação das posições dos investidores após o resultado eleitoral. A expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e pela apresentação de medidas relacionadas às contas públicas manteve o mercado atento aos rumos da política fiscal brasileira.
Outro fator foi a procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2). No mercado internacional, a moeda estadunidense voltou a subir, perante moedas de países emergentes, num dia marcado por turbulências ligadas a empresas de tecnologia.
Bolsa acumula perdas
O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. O resultado representou o quinto pregão consecutivo de baixa do principal índice da Bolsa brasileira.
Na semana, o indicador acumulou desvalorização de 18,12%, a maior desde março de 2020, quando havia recuado 18,88% em meio aos impactos iniciais da pandemia de covid-19.
O desempenho mensal também foi negativo. Em outubro, o Ibovespa caiu 9,88%, o pior resultado desde junho de 2022, quando a perda havia sido de 11,5%.
A pressão sobre as ações brasileiras ganhou força após a reeleição de Lula. No primeiro pregão depois do resultado eleitoral, na segunda-feira (26), a queda do índice acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de perdas expressivas.
Ao longo da semana, a saída de recursos estrangeiros também contribuiu para a pressão sobre os ativos. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.
Cenário externo
Além das incertezas domésticas, o mercado brasileiro acompanhou um ambiente internacional desfavorável, marcado pela cautela dos investidores em relação às empresas de tecnologia dos Estados Unidos e às perspectivas para a inflação e os juros globais.
Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 1,82%, refletindo parte das preocupações relacionadas aos resultados de grandes empresas de tecnologia e aos investimentos em inteligência artificial.
No mercado de câmbio, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de seis divisas fortes, registrava alta de 0,01%, aos 101,890 pontos, às 17h31.
*Com informações da Reuters
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