TANGARÁ DA SERRA - OPERAÇÃO AMAZÔNIA

Sema-MT interrompe desmatamento ilegal e apreende maquinários

Área do bioma Amazônia estava sendo desmatado sem autorização do órgão ambiental

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Crédito - Sema-MT

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) flagrou nesta quinta-feira (16.03) o desmate sem autorização ambiental em uma fazenda de Tangará da Serra (243 km distante de Cuiabá). Foram apreendidos dois tratores esteira e um correntão, que foram utilizados para o desmate.

A cena foi filmada pelos fiscais. Nas imagens, é possível ver o uso de dos tratores para o corte raso de vegetação do Bioma Amazônia. A ação foi realizada pela Diretoria Desconcentrada da Sema de Tangará da Serra (DUD Tangará).  Segundo o diretor da unidade, Jeferson Zucchi, a equipe já havia identificado o alerta de desmate através do sistema de monitoramento da Sema, com imagens de satélite de alta resolução.

“Por imagens de satélite identificamos o desmate e monitoramos. Percebemos que no dia seguinte ele continuou a abertura da área. Em campo, percebemos aproximadamente 200 hectares de área desmatada, o que gera multa e agravante por ser em uma área de especial preservação”.

Áreas de especial preservação são aquelas localizadas no bioma amazônico, o que gera  multa de R$ 5 mil por hectare. A multa será lavrada após a apuração do tamanho exato da área desmatada.

Veja o vídeo: https://youtu.be/nlvYzaQ83t4

Operação Amazônia

O Governo de Mato Grosso realiza a Operação Amazônia contra crimes ambientais, que colocou 200 servidores em campo e equipes de monitoramento remoto para promover a responsabilização de infratores. Em caso de desmatamento ilegal, as áreas serão embargadas, serão aplicadas multas, e maquinários serão apreendidos.

O Estado atende denúncias enviadas pela população, que podem ser enviadas pelos seguintes canais de atendimento: 0800 065 3838 ou WhatsApp (65) 99321-9997.

Fonte: Secom/MT

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Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT

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Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.

“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.

O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.

A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.

Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.

“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.

O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.

“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT



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