CUIABÁ
Obras na Avenida Parque do Barbado superam 50% de execução
O projeto prevê que a Avenida será implantada em pista dupla, com calçadas, drenagem, sinalização, iluminação em LED e uma ciclovia
Política
As obras do prolongamento da Avenida Parque do Barbado, em Cuiabá, já estão com 52% do seu total executado. A nova avenida será uma importante via de ligação na capital, ligando a Avenida das Torres até a Avenida Archimedes Pereira Lima. A obra é realizada pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
Os trabalhos continuam diariamente no local, com funcionários e máquinas executando a rede de drenagem e realizando a terraplanagem. O terreno da nova avenida tinha um grande desnível em relação a Avenida das Torres, mas com os aterros realizados, as pistas já estão quase na mesma altura.
Com a diminuição das chuvas e o início do período de estiagem, a expectativa é que os serviços ganhem ainda mais velocidade, principalmente o trabalho de canalização do córrego do Barbado e, após a finalização da terraplanagem, o início do asfalto.
Com 700 metros de extensão, o prolongamento da Avenida Parque do Barbado vai permitir uma ligação direta entre a Avenida das Torres e a Avenida Fernando Côrrea. Mais além, vai facilitar o trânsito entre a Avenida dos Trabalhadores e a Ponte Sérgio Motta, por exemplo.
A obra prevê ainda a canalização de todo o Córrego do Barbado ao longo do trecho que separa os bairros Renascer e Pedregal. Para o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, esse é um dos aspectos mais importantes da obra. “Com a canalização nós vamos diminuir os riscos de alagamentos. Esta é uma obra que traz dignidade para os cidadãos que há 30 anos convivem com a insalubridade nessa região”, afirmou.
O projeto prevê que a Avenida será implantada em pista dupla, com calçadas, drenagem, sinalização, iluminação em LED e uma ciclovia em concreto ao longo do trecho. O investimento realizado pela Sinfra é de R$ 14,5 milhões.

A atual gestão do Governo de Mato Grosso retomou as obras em 2019 e entregou a Avenida em janeiro de 2020, com 1,6 quilômetro, iluminação e ciclovia.
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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