MATO GROSSO

Jucemat realiza o 1º Congresso Estadual de Registro Empresarial em Cuiabá

Encontro apresentará os principais instrumentos adotados pelo Governo do Estado para a evolução tecnológica no registro de empresas

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Economia

A Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat) realiza nos dias 22 e 23 de março o 1º Congresso Estadual de Registro Empresarial “Simplicidade em favor do Empreendedor”, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O pioneirismo do Estado na celeridade, simplificação e desburocratização do processo digital na abertura de empresas e atendimento à população será um dos destaques do encontro.

As inscrições para o evento devem ser realizadas até o dia 21 de março, através do site da Jucemat.

O encontro reunirá autoridades, especialistas, empresários e profissionais das áreas de administração e contabilidade, e apresentará os principais instrumentos adotados pelo Governo do Estado para a evolução tecnológica no registro de empresas para a regularização de negócios em Mato Grosso, através do “Jucemat -Empresa Instantânea”.

Um dos palestrantes do evento, o secretário de estado de desenvolvimento econômico (Sedec-MT), César Miranda, apresentará a diversidade de linhas de crédito e as principais políticas de incentivos fiscais, como o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).

“Mato Grosso é pioneiro em oferecer um serviço rápido, simples e sem burocracia para quem quer abrir sua empresa e investir no Estado. Aqui é possível abrir uma empresa de casa, pela internet, em menos de 10 minutos. Isso precisa ser partilhado e precisamos nos aprimorar ainda mais, então esse evento expande as possibilidades de oferecer o melhor para a população”, destacou o secretário, acrescentando que o Estado adota mecanismos de suporte para quem quer investir e empreender, fortalecendo a geração de emprego e renda o desenvolvimento econômico e social em Mato Grosso.

Conforme o presidente da Jucemat, Manoel Lourenço, o evento que reunirá representantes e equipes técnicas de instituições públicas de outros estados que buscam aprimorar e trocar experiências durante os dois dias de evento.

“Esse evento é muito agregado. Vamos receber representantes de outras Juntas Comerciais do Brasil, trocar experiências para aprimorar ainda mais a nossa forma de atender a população. Vamos compartilhar como obtemos esse diferencial no atendimento com o Jucemat Empresa Instantânea; contar que o Governo do Estado realizou mudanças na legislação de registro empresarial; e que trabalhamos a integração entre os órgãos públicos e aderimos a inovação tecnológica. O empresário, hoje, não precisa sair de órgão em órgão pegando assinaturas, protocolando. Todo esse procedimento ele faz pela internet, de forma rápida e segura”, ressaltou o presidente.

O encontro contará com a presença de convidados e palestrantes, entre eles, do investidor e avaliador do programa televisivo do canal Sony ‘Shark Tank Brasil’, Fernando Seabra, que também é diretor de inovação da Associação Comercial de São Paulo, influenciador da SAP Brasil e professor na área MBAs voltada a inovação e empreendedorismo.

A programação do evento também contará com a reunião das Juntas Comerciais do Brasil, com o lançamento da Escola de Registro Empresarial da Jucemat e premiação por desempenho às melhores prefeituras parceiras do Governo de Mato Grosso que estejam integradas a Rede Simples.

Fonte: SECOM MT

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Economia

Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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