TERCEIRA ETA EM VÁRZEA GRANDE
Senador Jayme e prefeito Kalil cobram celeridade para liberar outorga da água
A ANA – AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS E SANEAMENTO DO GOVERNO FEDERAL PRECISA AUTORIZAR A OUTORGA PARA ÍNICIO DAS OBRAS DA TERCEIRA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA EM VÁRZEA GRANDE
Política
Acompanhando o senador Jayme Campos em Brasília, o prefeito Kalil Baracat esteve reunido com a diretoria da ANA – Agência Nacional de Águas e Saneamento em busca de conseguir celeridade no processo de outorga ou autorização das as obras da terceira Estação de Tratamento de Água de Várzea Grande.
Desde 2020 duas Estações de Tratamento de Água, a do Grande Cristo Rei, em funcionamento desde 2021, e produzindo 320 litros por segundo ou 27,6 milhões de litros de água todos os dias e a ETA Barra do Pari/Chapéu do Sol que se encontra com mais de 70% de suas obras concluídas e deverá ser entregue no primeiro semestre deste ano e vai produzir 250 litros por segundo ou 21,6 milhões de litros/dia.
A terceira Estação de Tratamento de Água – ETA Imigrantes terá capacidade de 125 litros por segundo ou 10,8 milhões. Com essas três obras prontas, Várzea Grande vai produzir além do que produz novos 60 milhões de litros de água todos os dias, dobrando a atual capacidade.
O senador Jayme Campos (União-MT) cobrou veementemente celeridade da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) na análise e liberação da outorga de direito de uso de recursos hídricos para abastecimento de água na cidade de Várzea Grandes, através da ETA Imigrantes, nas proximidades do bairro 7 de Maio. Na audiência, o senador estava acompanhado do prefeito Kalil Baracat e do assessor especial da Secretaria de Viação e Obras, Olinto Pasinato Neto.
A princípio, o prazo estabelecido pela agência para conclusão do processo é de 180 dias, a partir da data do pedido – que, tecnicamente, se encerraria em julho. Campos, no entanto, apresentou a presidente da ANA, Verônica Sanchez Cruz Rios, necessidade de que esse tempo seja abreviado, em função da situação crítica em que vive o município quanto ao
“Água é vida! A população tem todo o direito de reclamar, está coberta de razão – frisou o senador.

Senador Jayme Campos Foto: Secom-VG
Para complicar, Jayme lembrou que Várzea Grande experimentou um crescimento vertiginoso nos últimos anos, numa média de 15%, afetando diretamente o planejamento de desenvolvimento do município que também acabou prejudicado pela paralisação de investimentos de recursos federais como do PAC de R$ 500 milhões dos quais mais de R$ 250 milhões eram para água e nem 10% foi iberado. Esse fato fez com que a cidade enfrentasse neste momento problemas com a falta d’água e muita queixa por parte da população. Ele adiantou a diretora-presidente da ANA que vai insistir na redução do prazo de concessão de outorga.

Divulgação/Assessoria
Verônica Sanchez assinalou que o prazo de 180 dias é definido em regulamento da ANA. Ela alegou que a agência enfrenta problemas de estrutura, com reduzido número de servidores e no acúmulo de pedidos, que chegam a 4 mil. “Das 11 agências reguladoras – ela enfatizou – a ANA é a que tem o menor quadro de servidores”. Verônica explicou ainda ao senador e ao prefeito que, para além do número reduzido de funcionários, a agência recebeu novas atribuições, como as que foram definidas pela Lei de Segurança de Barragens.
Durante a audiência, o prefeito Kalil Baracat apelou pela redução do prazo de outorga, ao ressaltar que a Prefeitura, com o apoio do senador Jayme Campos, vem trabalhando intensamente para dar solução ao problema de falta d’água nos bairros. Com recursos para obra assegurados com financiamento da Caixa Econômica, a ETA 7 de Maio, pronta, terá capacidade para processar 125 litros por segundo, ou 10,8 milhões de litros por dia. A ETA terá capacidad
Costa Verde e Capão do Pequi.

Foto: SECOM VG
Além da ETA Imigrantes, está sendo construída, com a participação do Governo do Estado, a ETA Barra do Pari, na região do Chapéu do Sol que tem capacidade de tratar 250 litros por segundo ou 21,6 milhões de litros por dia com capacidade de tratamento de 125 litros por segundo, ou 10,8 milhões de litros por dia. Depois de pronta, atenderá cerca de 140 mil pessoas de 30 bairros de Várzea Grande.

[ETA CHAPÉU DO SOL]
Foto: Secom-VG
Fonte SECOM VG
Política
Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
Fonte: ALMT – MT
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