APOIO DO GOVERNO AO DEFICIENTE VISUAL
“Equipamentos me ajudam a andar nas ruas e a escrever”, afirma adolescente cega
O presidente do Instituto dos Cegos de Mato Grosso, Udeílson César de Arruda, ressaltou que a entrega é extremamente importante e necessária. Segundo ele, há 22 anos que não havia esse tipo de investimento para o deficiente visual.
Política
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasielle Bugalho, entregaram nesta terça-feira (14) kits com 300 bengalas e regletes para pessoas com deficiência visual, em Cuiabá. A ação faz parte do Programa SER Família Inclusivo.
Uma das beneficiadas com o kit foi a cantora Lavínia Real Matos dos Santos, de 14 anos, que é cega e mora em Nobres. “É muito importante receber esse kit, porque a bengala nos ajuda a ir e vir, a andar nas ruas, a andar em lugares que não conhecemos, e a reglete usamos para estudar, para escrever”, afirmou.
Primeira-dama Virginia Mendes faz entrega de 300 kits contendo bengalas e regletes – Programa Ser Família Inclusivo

Créditos: Jana Pessôa/Unaf
A entrega dos instrumentos foi realizada no Palácio Paiaguás e contou com a presença de representantes do Instituto dos Cegos de Mato Grosso, que tem mais de 200 alunos matriculados e 2 mil membros; da Associação Mato-grossense de Cegos e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
A Associação dos Cegos do estado estima a existência de mais de 20 mil pessoas cegas e com deficiência visual somente na capital.
A solenidade ainda contou com a apresentação da banda Os Bengalas.
O Programa SER Família Inclusivo é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc); Secretaria Adjunta de Programas e Projetos e Atenção à Família (Sappeaf) e pela Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf), em parceria com a Superintendência estadual de Promoção e Articulação de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, vinculada à Casa Civil do Estado.
“É a primeira vez que um Governo do Estado realiza um programa desse tipo. Antes nenhum governo tinha se preocupado com essa demanda da sociedade”, destacou a superintendente de Promoção e Articulação de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Taís Augusta de Paula, que também é deficiente.
A primeira-dama agradeceu aos secretários de Educação, Alan Porto; de Comunicação, Laice Souza; da Setasc, Grasielle Bugalho, e ao deputado estadual Max Russi, parceiro nas ações sociais.
“Agradeço o apoio de todos vocês, porque não é fácil estar na política. Às vezes a gente tem muitos desejos e nem sempre a gente consegue realizar, mas temos anjos nas nossas vidas. Tudo o que a gente faz aqui depende também da assinatura do governador, da aprovação dele. Então, todos os projetos que eu sonho em realizar eu tenho apoio das secretarias, apoio de toda a equipe da Unaf e, principalmente do governador”, declarou a primeira-dama Virginia Mendes.


Créditos: Jana Pessôa/Unaf
A secretária interina de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho, destacou que programas como o SER Família Inclusivo trazem esperanças de dias melhores.
“Essa é a grande diferença nos programas do Governo de Mato Grosso, o respeito às diferenças, porque nós somos diferentes e dentro das nossas limitações podemos melhorar a cada dia. Então, não importam as nossas limitações, todos nós podemos superá-las e de alguma forma fazer as pessoas que estão ao nosso lado terem uma vida melhor”, afirmou.
Grasielle Bugalho ainda garantiu que toda a equipe da Setasc continuará trabalhando para entregar com eficiência e qualidade todos os programas da pasta.
O presidente do Instituto dos Cegos de Mato Grosso, Udeílson César de Arruda, ressaltou que a entrega é extremamente importante e necessária. Segundo ele, há 22 anos que não havia esse tipo de investimento para o deficiente visual.
“O último investimento desse porte tinha sido em 2004. O movimento das pessoas com deficiência visual estava há 22 anos sem a ajuda do Estado para esses equipamentos. Ter esse investimento por parte do Governo de Mato Grosso é muito importante e só temos a agradecer, principalmente à primeira-dama Virginia Mendes por idealizar o Programa SER Família, nos contemplando com o SER Família Inclusivo”, concluiu.


Créditos: Jana Pessôa/Unaf
Eduarda Pimentel, de 19 anos, também recebeu o reglete e uma bengala. “Estou muito feliz por ser beneficiada com a entrega dos equipamentos”.
A reglete é o caderno do deficiente visual – um instrumento importante para a alfabetização em braile para o ensino regular. O material didático permite a leitura com as mãos, portanto o reglete é um material fundamental e é um dos primeiros materiais criados para alfabetizar pessoas com deficiência visual no mundo.
Foto: SECOM MT
Política
Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares
Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.
A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.
Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:
- transporte;
- moradia;
- participação social;
- respeito e inclusão social;
- participação cívica e emprego;
- prédios públicos e espaços abertos;
- comunicação e informação;
- apoio comunitário e serviços de saúde;
- segurança dos idosos.
Conselho
O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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